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O presidente Joseph Aoun e o primeiro-ministro Nawaf Salam estão trabalhando na normalização das relações com Israel.

Ambos os líderes assumiram o poder com o compromisso de restaurar a soberania libanesa e desarmar o Hezbollah.

O governo do Líbano concordou com um acordo-quadro trilateral (mediado pelos Estados Unidos) focado em garantir a segurança na fronteira e a retirada gradual das tropas israelenses do sul do Líbano.

Como parte das ações de paz, o exército libanês começou a se posicionar em zonas-piloto no sul do país.

Os esforços diplomáticos têm sido intensos.

Durante uma visita oficial à Casa Branca, o presidente Joseph Aoun discutiu com o governo dos Estados Unidos a implementação de acordos de paz e pediu apoio contínuo às Forças Armadas Libanesas.

O primeiro-ministro Nawaf Salam também tem reforçado em declarações públicas que o governo está empenhado no restabelecimento da paz, na integridade territorial e na resolução do conflito.

Essas medidas, no entanto, enfrentam forte oposição interna de grupos como o Hezbollah.

Sigam @thebeirutbanyan @polyblog.lebanon @saleh.machnouk !! by @podcast.orientese
17
2 days ago
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Muitas familias Libanesas, venderam suas terras para Judeus. Por exemplo, como muitas outras, a família Sursock. 

Os Sursock eram uma das famílias cristãs ortodoxas gregas mais ricas de Beirute. Durante o período otomano, acumularam enormes extensões de terras agrícolas no norte da Palestina, especialmente no fértil Vale de Jezreel (Marj Ibn Amir), muitas delas adquiridas diretamente do governo otomano nas décadas de 1860 e 1870. Eles eram os chamados proprietários ausentes (absentee landlords): eram os donos legais das terras, mas não moravam nelas nem as cultivavam. 

A venda para organizações judaicas

A partir do fim do século XIX, organizações sionistas, como a Palestine Land Development Company e o Jewish National Fund (JNF), começaram a negociar a compra dessas propriedades.

Entre aproximadamente 1901 e 1925, a família Sursock vendeu dezenas de milhares de hectares, principalmente no Vale de Jezreel e na região da Baía de Haifa. Essas transações constituíram o maior conjunto de compras de terras realizado por organizações judaicas durante o período da imigração sionista inicial. by @podcast.orientese
256
3 days ago
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A palavra filisteu tem uma história linguística e histórica muito interessante, e seu significado mudou bastante ao longo dos séculos.

Origem histórica

O termo vem do hebraico P’lishtim (פְּלִשְׂתִּים), que designava o povo conhecido em português como filisteus.

A raiz hebraica פ־ל־ש (P-L-Sh) significa algo como invadir, penetrar ou entrar em território alheio. Por isso, muitos linguistas interpretam P’lishtim como “os invasores” ou “aqueles que penetraram na terra”, refletindo a percepção israelita desse povo, que chegou à costa sul do Levante por volta do século XII a.C., provavelmente como parte dos chamados Povos do Mar. by @podcast.orientese
206
5 days ago
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Quando os dados deixam de ser apenas dados?

Em meio às discussões recentes envolvendo o IBGE e a confiança nos números oficiais, fica a pergunta:
como saber em que confiar quando até a base da análise entra em disputa?

Comente aqui o que você acha!

Episodio 04 - Carol Maluf com Gabriel Wainer by @podcast.orientese
6
6 days ago
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EUA × China: estamos vivendo a história que um dia estará nos livros?

Carol e Gabriel conversam sobre as mudanças de poder no mundo, a aproximação entre potências e a dificuldade de entender o presente enquanto ele ainda esta acontecendo.

Ler sobre grandes viradas históricas é uma coisa. Viver uma delas, em tempo real, é outra. 

Para mais contexto - episodio 04 completo no YouTube e Spotify. Link na Bio! by @podcast.orientese
14
7 days ago
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O presidente do Líbano, Joseph Aoun, defende negociações diretas com Israel e afirma que o país deve buscar a paz, deixando de pagar o preço de guerras decididas por forças externas. Para ele, negociar não significa capitulação, mas recuperar a soberania libanesa e inserir o Líbano em uma nova realidade de paz regional.

O primeiro-ministro Nawaf Salam também sustenta que somente o Estado libanês pode decidir sobre guerra e paz, rejeita que o Hezbollah arraste o país para conflitos e apoia uma solução política negociada com Israel. Sua posição pública é clara: o Líbano deve buscar a paz e exercer plenamente sua soberania sobre todo o território nacional.

Ultimo levantamento junto á população :

* Cristãos (especialmente maronitas): 70–90% favoráveis a algum tipo de acordo de paz.
* Sunitas: 50–70% favoráveis.
* Drusos: 50–70% favoráveis.
* Xiitas: 10–25% favoráveis, devido ao forte apoio ao Hezbollah e ao Amal. by @podcast.orientese
11
8 days ago
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Você já buscou a fonte da fonte?

Quando lemos uma notícia, nem sempre sabemos de onde aquela informação realmente veio.
Mais do que olhar para o veículo que publicou, a conversa passa pela importância de entender a origem
do dado, da fala ou do fato relatado e como essa busca pode ampliar a nossa forma de interpretar o mundo.

Episodio completo no YouTube e Spotify - link na Bio | @gabrielswainer by @podcast.orientese
30
9 days ago
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Em tempos de excesso de informação, talvez a pergunta mais importante não seja apenas quem disse, mas quem responde pelo que disse.

Episódio 04 com @gabrielswainer - Link na Bio! by @podcast.orientese
25
10 days ago
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Existe uma frustração crescente entre pessoas, empresas e veículos de comunicação que ainda insistem em levar fatos ao debate público, independentemente das consequências. Hoje, a verdade parece ter perdido espaço para as narrativas.

Cada vez mais, um fato é aceito ou rejeitado não pelas evidências que o sustentam, mas pelo quanto confirma as convicções de quem o recebe. Nesse ambiente, o próprio jornalismo passou a conviver com uma pressão constante: informar com rigor ou evitar o custo do cancelamento, da polarização e da rejeição.

Quando a narrativa vale mais do que os fatos, a verdade deixa de ser um ponto de encontro e passa a ser apenas mais um objeto de disputa.

Episódio 04 com @gabrielswainer completo no YouTube e Spotify - Link na Bio! by @podcast.orientese
121
11 days ago
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Algumas conversas nos fazem sair melhores do que entramos.

Foi um enorme prazer encontrar o jornalista @gabrielswainer , que considero um dos profissionais mais talentosos e promissores desta nova geração do jornalismo brasileiro.

Criador do @rivonews ao lado das brilhantes jornalistas Cecilia Flesch e Manu Musitano, Gabriel vem construindo um dos projetos independentes de jornalismo mais interessantes do país. O sucesso do Rivo News não está apenas na qualidade da informação, mas na combinação de três estilos diferentes que conseguem transformar notícias complexas em conversas inteligentes, acessíveis e profundamente contextualizadas, sem abrir mão do rigor na apuração. Sua atuação na Rádio Gaúcha e no Jornal Zero Hora reforça esse compromisso com a informação de qualidade e com o debate público.

Nossa conversa foi exatamente sobre isso.

Falamos sobre o momento delicado que vive o jornalismo, sobre como a polarização vem tornando cada vez mais difícil separar fatos de interpretações e sobre o risco de permitirmos que posições políticas passem a definir a forma como enxergamos a realidade.

O jornalismo sempre teve a missão de informar, contextualizar e oferecer elementos para que cada pessoa forme sua própria opinião. Talvez nunca essa missão tenha sido tão importante quanto agora.

Saí desse encontro ainda mais otimista. Saber que existem jornalistas como Gabriel - e iniciativas como o Rivo News - comprometidos com a seriedade, a honestidade intelectual e a qualidade da informação, é um lembrete de que ainda há muito espaço para um debate público mais maduro, baseado em fatos, contexto e disposição para ouvir.

Obrigado, Gabriel, pela conversa inspiradora. Que ela seja apenas a primeira de muitas.

**Trump foi somente mencionado. Não há viés contra ou a favor.** by @podcast.orientese
52
13 days ago
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Houve um tempo em que o Líbano era conhecido como a “Suíça do Oriente Médio”. Um país democrático, soberano e aberto ao mundo, onde cristãos, muçulmanos, drusos e judeus conviviam, estudavam, empreendiam e ajudavam a construir uma sociedade vibrante. 

Beirute era um dos maiores centros financeiros, culturais e intelectuais da região, símbolo de liberdade, prosperidade e pluralismo. Esse Líbano começou a desaparecer quando perdeu, pouco a pouco, o controle sobre seu próprio destino. A chegada de grupos armados estrangeiros, a transformação do país em palco de conflitos regionais, a guerra civil, décadas de interferência externa e o enfraquecimento de suas instituições afastaram o país da vocação que um dia o definiu. 

Ainda assim, milhões de libaneses, dentro e fora de suas fronteiras, continuam acreditando que esse não é um capítulo encerrado. O sonho permanece o mesmo: recuperar um Líbano soberano, democrático, plural e em paz, onde o Estado volte a ser mais forte do que as armas e onde a convivência entre diferentes comunidades seja novamente motivo de orgulho nacional. by @podcast.orientese
141
20 days ago
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Depois de décadas de guerra, confrontos indiretos e uma fronteira sempre instável, Líbano e Israel deram um passo que pouca gente imaginava: assinaram um acordo-quadro mediado pelos Estados Unidos para iniciar um processo de redução do conflito e fortalecer a soberania do Estado libanês. Reuters

Os principais pontos do acordo são:

• O Exército Libanês passa a assumir, aos poucos, o controle das áreas do sul do Líbano.
• O desarmamento de grupos armados não estatais, especialmente o Hezbollah, vira parte central do processo.
• A retirada gradual das forças israelenses depende da implementação dessas etapas e de garantias de segurança na fronteira.
• Os Estados Unidos acompanham e fazem a mediação da execução do acordo.
• A ideia é permitir o retorno seguro da população deslocada e abrir caminho para a reconstrução das regiões mais afetadas pela guerra. 

Ainda há muitos desafios pela frente. O Hezbollah já disse que não aceita o acordo, e tudo vai depender de fatores políticos e militares bem complexos. Ninguém pode dizer que a paz está garantida. 

Mesmo assim, dá para ter um certo otimismo, ainda que com cautela.

Pela primeira vez em muitos anos, Israel e Líbano voltam a conversar diretamente sobre um caminho mais estruturado para reduzir o conflito. Fortalecer o Estado libanês, dar mais protagonismo ao Exército nacional e devolver ao governo o controle da segurança são mudanças importantes para um país que há décadas convive com grupos armados paralelos.

Para quem ama o Líbano, esse acordo não é o fim da história. É só o começo. Mas, às vezes, é justamente esse primeiro passo que muda o rumo de um país. by @podcast.orientese
34
22 days ago
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