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▸ Conto histórias por meio da cultura material e visual: moda, artes, cinema e afins
▸ Historiadora e crítica da arte - EBA/ UFRJ 🎓
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Uma disputa entre a tradição e a modernidade

Ouvi falar em “Downton Abbey” e assisti a alguns trechos da série quando ainda estava na faculdade. Na época, achei lenta e não entendi muita coisa por não ter visto o começo. Mas, no ano passado, resolvi dar uma chance e voilà: me rendi!

A produção conquistou tanto meu coração, que tenho muito a dizer sobre ela. Uma bela indicação para você pensar e repensar a Belle Époque (aquele período que vai do final do século XIX ao início da Primeira Guerra).

Se você já assistiu, comenta aqui se concorda com a análise. Se ainda não viu, fica o convite. Está disponível na Netflix! 

#DowtonAbbey #HistoricalDrama #HistoricalCostume #Crawley #LadyMaryCrawley #MaggieSmith #tvseries #obsessedwithdowntonabbey by @prof.joycecosta
12
2 years ago
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Nesta última semana, finalmente, consegui ir ao cinema assistir ao aclamado “Ainda Estou Aqui” dirigido por Walter Salles. Adaptado do livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva, o longa se inicia no Rio dos anos 1970 e é protagonizado por sua mãe, Eunice Paiva, encarnada por mãe e filha: Fernanda Torres e Fernanda Montenegro. Com seu marido, o político Rubens Paiva (Selton Mello), e seus cinco filhos, Eunice vive uma rotina de dona de casa de elite, auxiliada por Zezé (Pri Helena), sua empregada doméstica. Tudo muda quando Rubens é convocado pelo exército a prestar um depoimento e nunca mais retorna ao lar. Diante do cenário sombrio dos anos de chumbo, Eunice toma as rédeas da própria vida e de sua família em busca de respostas e justiça. 

A trama é de uma sensibilidade do início ao fim e possui uma narrativa profunda que muda drasticamente de tom com o passar dos acontecimentos, mas, que desde o início traz consigo certa tensão – talvez por já estarmos cientes do que esperar de uma história que se passa durante o regime militar. A trilha sonora é um deleite, o fio condutor da narrativa e o enlace de afeto entre os membros da família.

Como li por aí, o mobiliário da casa dos Paiva é outro protagonista da história, e eu diria que o figurino de Claudia Kopke está no mesmo patamar. Contudo, para além dos detalhes estéticos que são importantíssimos em toda construção fílmica, em “Ainda Estou Aqui”, o silêncio também se faz protagonista. É um silêncio que grita, causa agonia e dor. Se em nenhuma cena Eunice chora, em momento algum é claramente verbalizada a morte de Rubens Paiva, ao menos para a família. Ficam as entrelinhas. E daí, cada personagem vive o luto em um momento distinto. Uma das cenas mais marcantes do filme pra mim é quando a família deixa a casa no Rio e a filha caçula lida com o não dito.

Enfim, o filme escancara a falácia da ameaça comunista e as faces brutais do regime militar e seus impactos na vida de milhares de famílias brasileiras. Quem de fato destruiu as famílias no Brasil? (continua nos comentários) by @prof.joycecosta
5
2 years ago
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Eu jamais imaginei que seria professora. Quando eu brincava de escolinha, eu sempre fui a aluna. Na fase da vida em que a gente precisa pensar em uma profissão, eu imaginava ser jornalista, estilista, psicóloga. Mas, quando precisei escolher de fato, ouvi a menina de 11 anos que queria ser historiadora. Antes de qualquer coisa, eu quis ser historiadora. Eu amo a pesquisa, amo escrever, é verdade. Ser professora foi “apenas” a consequência mais linda da minha escolha. Eu me recordo que pensava: “até o quarto período eu levo a faculdade, no estágio que vai ser a prova dos 9”. E foi mesmo. E veio antes do estágio quando encarei um pré vestibular com 120 alunos. Sim, eu encarei duas turmas enormes logo de cara! Eu tinha que falar em público, eu tinha que manter a postura, eu não podia me rebaixar por ser uma mulher em um campo onde os homens dominam. Eu tinha que mostrar o que eu sabia e ser humilde o bastante para entender que o processo de ensino-aprendizagem não está só em transmitir, mas é tão mútuo que a gente aprende enquanto ensina. E até hoje é assim. Aprendi que é ali na sala de aula que eu consigo ser também a jornalista (quando sou uma profissional da voz, que transmite), a estilista (que leva a história da moda pra sala de aula), a psicóloga (sendo uma boa ouvinte aos meus alunos), mas sobretudo, a aluna, porque a graduação foi só o começo e a gente nunca para de estudar enquanto professores que somos. 
Sinto uma imensa saudade da sala de aula nesse tempo “sabático” que tirei para estudar. 
Apesar de tudo, não estou aqui para romantizar essa profissão que é tão árdua e desvalorizada nesse país. Tão ridicularizada mediante projetos como a “escola sem partido”. Contudo, eu quero desejar um Feliz Dia aos meus colegas de profissão e aos meus professores, que sempre foram minhas maiores inspirações e exemplos! Sigamos firmes e acreditando na educação, na cultura, nos livros e nos cidadãos que formamos. 

#profissãoprofessora #história #educação #cultura #diadoprofessor by @prof.joycecosta
18
5 years ago
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Registros de uma tarde linda tendo a oportunidade de escutar @david.massena, uma enciclopédia e fonte viva! 

David me auxiliou no tcc, foi entrevistado e me apresentou pessoas para entrevistar e, agora, tenho novamente o privilégio de contar com a sua contribuição inestimável. Não tenho palavras para agradecer. Falar de memória afetiva das roupas e de moda é falar no David. Não havia como realizar esse trabalho se eu não o entrevistasse… David é história encarnada; roupas, aviamentos, costureiras, lavadeiras, estabelecimentos de moda, silhuetas, desfiles, eventos. O sentido de moda enquanto linguagem fica muito claro ao escutá-lo atentamente. Colunista social e artista, ele sabe cerzir com as palavras e os fios da memória. 

Obrigada pela parceria, generosidade e confiança! Sou muito grata! 🤎

Obs: especial demais conversar sobre a história das roupas, da moda e da cidade em um lugar simbólico, o @espacoarp, a antiga Fábrica de Rendas Arp. taken in Espaço Arp by @prof.joycecosta
18
2 months ago
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Que manhã linda! Que honra poder compartilhar conhecimento, poder falar da minha vivência enquanto historiadora pesquisadora, da pesquisa de campo, da fonte oral, da nossa cidade como laboratório, defender a história enquanto ciência, falar de fonte, método e teoria e, sobretudo, dos atores cotidianos que escrevem a história vivendo. Além disso, falar de gênero, contar “fofocas históricas” quentíssimas (e polemizar, pois, caso contrário, não seria eu) e evidenciar as inúmeras camadas que a história da moda e da roupa possui. 

É bom ter lugar de fala. Mas é melhor ainda encontrar lugar de escuta atenta e de troca, e hoje eu encontrei! 🩷

Felicidade define por retornar ao Senai Moda depois de 9 anos de formada em Modelagem, dessa vez, como palestrante, e ser tão bem recebida pelo Terceiro Ano do Ensino Médio - Técnico do Vestuário. Agradeço imensamente o convite do Prof. @daniel.smonteiro e a participação “incroyable” dessa turma! hahaha taken in Senai Espaco Da Moda by @prof.joycecosta
20
3 months ago
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Sobre um dia muito especial e um artigo simples, mas que amei escrever, unindo a vestimenta ao movimento, a moda às relações de poder e à ideologia, dizendo exatamente o que defendo: o corpo é político, assim como a moda.

Escrever, para mim, é um lugar de vulnerabilidade. Não acho fácil, chego a ter medo algumas vezes porque sei que serei lida e avaliada. Mas, ao mesmo tempo, sinto que é um lugar de pertencimento quando não se pertence a lugar algum. A folha em branco me recebe sem qualquer julgamento, a não ser o meu próprio, do qual tento abdicar. E nesse artigo, especialmente, fui com medo mesmo, mas acreditando na ideia e no repertório de referências da cultura visual que adquiri uns anos atrás trabalhando como copywriter para o @paulodebom, que hoje é meu coorientador. E não poderia, de maneira alguma, deixar de dizer como a @reolicae, minha orientadora, foi crucial ao me apresentar o livro da Miriam Leite, que embasou a análise da fotografia. Era só uma foto postada nas redes sociais que divulgam a história de Friburgo, mas enxerguei camadas ali… e ainda descobri que o noivo da foto foi chefe do meu avô… a história e suas tramas. Só uma observação: amei estar em uma mesa voltada para o cinema no XIV Seminário Interno do Laboratório de História da Arte :)

Agradecimentos a @leticiabadan pelo primeiro registro e aos demais pelas lentes da @lauraarrruda 🤎 taken in Museu de Arte Murilo Mendes by @prof.joycecosta
16
5 months ago
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Hoje, tive a alegria de iniciar minhas entrevistas da pesquisa de tese! Começando pela Vera (obrigada por emprestar sua mãe, @_sanchesmar rs), que também é historiadora de formação, trabalhou por muitos anos na Triumph e, hoje, atua no Senai Espaço da Moda.

Minhas leituras me vieram à mente em muitos momentos: o modo como fomos recebidos, fatos que só foram contados depois da gravação, algumas perguntas sem respostas, histórias que puxaram outros fios, um saber-fazer passado de geração em geração, vínculos de afeto atravessados pela costura, silêncios que são indícios. 

Realizamos a gravação no atelier da Vera que, antes de ser atelier, foi o quarto da filha dela, minha amiga Maria e que, segundo ela, estava bagunçado. Mas achei aconchegante e impecável (cada tecido lindo)! A casa da Vera conta sua história em cada detalhe. 

Agradecimentos especiais a Vera, pelo aceite para ser entrevistada, e ao @guirezendejr pela captação de áudio e vídeo. Obrigada pela parceria, foi incrível! taken in Nova Friburgo by @prof.joycecosta
44
5 months ago
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XVI Seminário do Grupo @entresseculos: Vidas e sobrevidas - seguindo o fluxo de uma única obra de arte | coisa 

Que apresentação especial! Tinha tudo pra dar errado, sério. Mas eu sou uma curiosa incansável… sempre foi a curiosidade que me moveu e não é fácil sustentar esse desejo de buscar, essa faísca dos nossos restos e rastros da infância. Entretanto, se não fossem essas ‘coisas’ que me fascinam, me intrigam, que caminho eu percorreria? Mesmo o equívoco me ensina, me construo onde posso ser. O fluxo de vida também corre em mim.

Obs: a noite terminou em um barzinho em Botafogo que se originou no mesmo ano da obra que apresentei, belo acaso ☺️ (a vida presta!) taken in Museu Nacional de Belas Artes - MNBA by @prof.joycecosta
18
a year ago
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Esta semana foi uma das mais loucas do ano! Na verdade, este mês tem sido o mais louco… parece que vivi umas cinco vidas. Esta semana, fiz as pazes com as minhas duas ‘skins’: a acadêmica e a yogini. Na Academia faz quase um ano que vivo um sonho: o meu doutorado. E no sábado, dei início a mais um sonho: minha formação em Yoga. Não por acaso, esta semana foi sobre Satya e Svadhyaya: a verdade, viver o que e como acredito; e autoconhecimento, conhecer-se, mudar a si mesmo para depois ajudar o outro. Na vivência em yoga, aprendemos a importância de honrar nossa própria história, de fazer o melhor com os recursos que temos no agora. E senti que foi exatamente o que fiz esta semana. Tenho vivido da forma que acredito, tenho feito o que amo, tenho me empolgado com cada oportunidade de fazer, de reler, de pensar, de analisar e compartilhar conhecimento. Tenho pensado muito em como a vida me trouxe até aqui. Como um ano em sala de aula (+2 de PV) foi essencial à minha vida acadêmica, como a demissão em 2020 só me impulsionou a reconhecer o meu valor e não me paralisou. Em como trabalhar como copywriter pesquisando e escrevendo sobre história da moda, da arte e do design me deu uma bagagem muito singular no meio acadêmico. Mas, principalmente, como a minha curiosidade sempre foi o meu motor e me tirou do lugar comum expandindo a minha mente e as minhas experiências. No início deste ano, fui a uma aula de yoga sobre Sankalpa (resolução mental), e decidi que o meu sankalpa seria “autoconfiança”. Tenho aprendido nessa loucura toda que a autoconfiança não vem sem muito trabalho, mas no deslocamento, no espaço ínfimo em que flerto com o limite, é ali que a gente transgride, cresce e vive a nossa Satya. E se, yoga, é unificar, aqui eu faço as pazes comigo mesma: não teria tido a mesma consciência e vitalidade para viver esta semana (caótica) se não fosse tudo que me atravessa no tapetinho. Moda e yoga, ambas subversivas, ambas dignificando o presente, ambas me lembrando que o corpo que eu tenho é o corpo do agora, é o corpo vestido com as minhas cicatrizes e os meus limites e possibilidades de transgressão, ambas irrompem, ambas poéticas e ambas como fundação da minha Satya. by @prof.joycecosta
8
a year ago
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Hoje apresentamos a vocês Joyce Costa, doutoranda do PPGH/UFJF, palestrante do minicurso "O lugar da moda na história". 

O minicurso acontecerá presencialmente nos dias 22 e 23 de outubro, no Anfiteatro 3 do Instituto de Ciências Humanas (ICH) da UFJF. 

Inscreva-se no link da bio.

Vagas limitadas! taken in Instituto de Ciências Humanas by @prof.joycecosta
24
a year ago
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O lugar da moda na história! 

O NEHSP tem o prazer em apresentá-los o nosso segundo minicurso deste Ciclo de Minicursos. 

A doutoranda do PPGH/UFJF Joyce Costa busca analisar a moda como expressão histórica, abordando suas relações com cultura, sociedade, política e economia. Serão discutidos conceitos como moda, indumentária e antimoda, além da moda no século XIX sob a ótica da longa duração. A proposta inclui refletir sobre o vestir como linguagem e investigar a moda como campo de pesquisa histórica.

Curso presencial. 

Inscreva-se no link na bio! 

Vagas limitadas! taken in Instituto de Ciências Humanas by @prof.joycecosta
12
a year ago
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Como foi especial essa apresentação! 
Não foi perfeita, não deu tempo de estudar como eu gostaria, mas consegui falar o que eu fiz, como fiz. Falar de método na história da moda e, assim, evidenciar o caráter científico das nossas pesquisas baseadas em fontes documentais. Falar do ofício de historiador e historiadora que é tão nobre para mim e de como a história da moda está longe de ser a linha que tanto procuramos ao olharmos as décadas. 

Em 2015, dez anos atrás, eu havia sido demitida de um trabalho de recepcionista e gastei toda a minha rescisão em Curitiba, em meu primeiro Colóquio de Moda. Eu estava no segundo ano da graduação, mas já sabia que queria pesquisar história da moda, só não sabia como fazer isso e, naquele momento, o Colóquio me abriu um mundo de possibilidades. Fiz a @jessycosta.trainer me acompanhar em todas as palestras que eu queria assistir haha. Conheci Ronaldo Fraga, o estilista poeta. E voltei com os livros “Indumentária e moda: caminhos investigativos” do Ronaldo Vasques e “Moda: uma metáfora” da Adriana Conte, que eu devorei. 

Dessa vez, graças ao doutorado, tive a oportunidade de voltar e retribuir. Como comunicadora, apresentei um recorte da minha pesquisa de dissertação de mestrado, e como ouvinte, aprendi muito mais desse campo que é inesgotável. Conheci pessoalmente pessoas que sigo por aqui, autores que cito, e revi muitos amigos queridos que também são historiadores da moda. Impossível não falar em emoção, em ressignificação de tanta coisa nesse curto espaço de tempo. A Joyce de 2015 com certeza estava pulando de alegria rs a de 2025 também, porque já vê o caminho que construiu se revelando. taken in FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado by @prof.joycecosta
36
a year ago
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