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Tiro a ciência do papel e levo para a sua prática 🧠
Mestre em Ciências do Movimento I Unesp
Desenvolvedor do @appnexo.oficial👨🏻‍💻
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Seu aluno é um atleta híbrido? Prescreva tudo em um único lugar! 🏊‍♂️🏋️‍♂️

Se você treina alunos que fazem musculação, natação, corrida, Hyrox ou crossfit, sabe a dor de cabeça que é tentar organizar tudo isso. O resultado? O aluno fica perdido em planilhas de PDF ou tem que baixar três aplicativos diferentes.
Com o Nexo, esse problema acabou.
Arrasta para o lado e veja como funciona! 👉
No nosso sistema, o professor responsável tem total liberdade. Você pode montar o bloco de Musculação e, no mesmo planejamento, adicionar um bloco de Natação, Corrida, Ciclismo e muito mais.
✅ Para você (Professor): Uma interface inteligente onde você seleciona a modalidade, cadastra os metros, séries e tempo de descanso sem que a interface de força (séries/reps) se misture com a de endurance. Tudo organizado em blocos! 
✅ Para o seu Aluno: Ele abre o App e vê exatamente o que precisa ser feito no dia. Os treinos ficam em cards separados e nítidos (Modo Aluno). Ele clica em “Iniciar Musculação” ou “Iniciar Natação” e vai pro treino!
O verdadeiro alto rendimento exige organização. Facilite a sua vida e entregue uma experiência premium (e sem confusão) para o seu cliente.

⚡ Pronto para centralizar toda a sua gestão em um único HUB inteligente? 

#PersonalTrainer #NexoCienciaIntegrada #AtletaHibrido #TreinamentoEsportivo #multimodalidades by @prof.leofernandes_
2
3 months ago
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Olá, profissionais de Educação Física e Nutrição, eu sou o Professor Leo.

O Nexo é o resultado de uma jornada pessoal e profissional que tenho orgulho de compartilhar com vocês. Como Mestre em Ciências do Movimento, aprendi que prática sem teoria é achismo, e teoria sem prática permanece apenas no campo das ideias. Foi conectando esses dois universos que dediquei os últimos anos ao desenvolvimento do Nexo.

O Nexo não é apenas um aplicativo. É o resultado de anos de estudo, pesquisa e experiência prática. Uma ferramenta criada para integrar a ciência do treinamento e da nutrição em um único ecossistema.

Desenvolvi este ambiente para profissionais que buscam precisão, não generalizações. Para quem deseja entregar um acompanhamento mais qualificado, baseado em dados, evidências e tomada de decisão.

Chegou a hora de valorizar o seu conhecimento. Vá além do básico e eleve o nível da sua atuação profissional. 🔬⚡️

#NexoApp #PersonalTrainer #Nutricionista #CienciaDoMovimento #biomecanica by @prof.leofernandes_
12
4 months ago
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Ver o stand do Nexo @appnexo.oficial montado aqui no Centro de Convenções de Campina Grande é olhar para a materialização de um sonho que, por muito tempo, viveu apenas no papel e nas longas noites de estudo. Estar presente como expositor na 15ª FETECH tem sido um divisor de águas e, sem dúvida, uma das experiências mais marcantes da minha trajetória profissional. 

Ao longo de mais de uma década atuando diretamente na Educação Física e me aprofundando na pesquisa em Ciências do Movimento, sempre carreguei uma inquietação: a tecnologia no nosso mercado precisava parar de entregar atalhos genéricos e começar a valorizar o raciocínio clínico do profissional. O Nexo nasceu exatamente da urgência de ir na contramão dessa “IA de pastelaria”. Ele é a prova viva de que é possível integrar o peso do rigor acadêmico da biomecânica, da genética, da cinesiologia e da nutrição em uma plataforma digital, respeitando de verdade a individualidade biológica e a complexidade de cada aluno.

Apresentar essa solução, debater com profissionais fantásticos de outras áreas e perceber que a dor que motivou a criação do aplicativo é a mesma de tantos colegas, faz cada desafio enfrentado até aqui valer a pena. É extremamente gratificante ver o nosso mercado sedento por ciência aplicada de verdade.

Quero deixar o meu agradecimento imenso a cada pessoa que dedicou um tempo para conhecer o projeto de perto e, de forma muito especial, à organização da @15fetech  @fundacao.paqtcpb por ter abraçado essa ideia. Obrigado por acreditarem na força do empreendedorismo inovador, por darem palco para a pesquisa científica e por abrirem as portas para que o futuro da tecnologia em saúde seja construído aqui. O movimento não para! 🧠 🚀🧬📊 by @prof.leofernandes_
40
3 months ago
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Quando alguém coloca um cinto ou straps antes de um deadlift pesado, é comum surgir aquela discussão: isso realmente ajuda ou é só sensação?

Esse artigo é interessante justamente porque não tenta responder isso olhando apenas para a carga levantada. Ele mostra que um recurso pode modificar a experiência e alguns aspectos da execução sem necessariamente transformar toda a mecânica do exercício.

E talvez essa seja a parte mais interessante para a prática.

Cinto e straps não precisam ser vistos como “trapaça”, nem como equipamentos obrigatórios para tornar o exercício “seguro”. São ferramentas. E, como qualquer ferramenta, seu valor depende do motivo pelo qual estão sendo utilizadas.

Se o objetivo é reduzir a limitação da pegada, modificar a percepção de esforço ou favorecer determinadas condições de execução, eles podem fazer sentido. Mas daí concluir que melhoram a técnica, aumentam a performance em qualquer situação ou previnem lesões seria ir além do que esse experimento consegue demonstrar.

Outro ponto importante: estamos falando de uma resposta aguda a uma repetição com 80% de 1RM, em apenas 20 homens recreacionalmente treinados. Isso é muito diferente de acompanhar meses de treinamento e descobrir se o uso contínuo desses recursos muda força, técnica, desempenho ou risco de lesão.

No fim, talvez a pergunta mais interessante não seja:
“Devo usar cinto e straps?”

Mas sim:

“Qual problema estou tentando resolver quando decido usá-los?”

É aí que equipamento deixa de ser regra ou superstição e passa a fazer parte da prescrição do treinamento.

📚 Fong et al. (2022). The influence of weightlifting belts and wrist straps on deadlift kinematics, time to complete a deadlift and rating of perceived exertion in male recreational weightlifters. Medicine, 101(7), e28918. DOI: 10.1097/MD.0000000000028918. by @prof.leofernandes_
2
11 days ago
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LEG PRESS OU EXTENSÃO DE JOELHO: qual promove mais hipertrofia? 🦵📚
A resposta depende de qual músculo estamos olhando.
Em 12 semanas de treinamento, Kinoshita et al. (2026) compararam diretamente os dois exercícios: cada participante treinou uma perna com extensão de joelho e a outra com leg press.
Os vastos lateral, medial e intermédio apresentaram hipertrofia semelhante entre os exercícios. Mas o reto femoral contou outra história: aumento de 13,2% na extensão de joelho, contra apenas 1,1% no leg press, sem aumento estatisticamente significativo neste último.
Por outro lado, o leg press entregou um estímulo mais amplo: houve aumento do glúteo máximo (+15,4%), adutor magno (+6,2%) e maior crescimento do volume muscular total avaliado do membro inferior (6,3% vs. 2,8%).
Então não parece muito produtivo transformar essa discussão em “qual exercício é melhor?”.
Eles podem cumprir papéis diferentes dentro do treinamento. O leg press permite estimular simultaneamente vários músculos dos membros inferiores, enquanto a extensão de joelho pode fornecer um estímulo importante ao reto femoral que o leg press, nas condições deste estudo, não proporcionou na mesma magnitude.
E um detalhe importante: os participantes eram não treinados e os resultados dizem respeito às máquinas, amplitudes e condições específicas utilizadas no experimento. Isso importa antes de generalizar os achados.
No fim, selecionar exercícios não deveria ser uma competição entre movimentos, mas uma decisão baseada no objetivo, no músculo que se pretende estimular e no contexto da prescrição.
🧠 Ciência não cabe em uma frase.
Leia, questione e interprete os dados com contexto.
📚 Referência:
Kinoshita et al. (2026). Hypertrophic Effects of Single- versus Multi-Joint Exercise: A Direct Comparison between Knee Extension and Leg Press. Medicine & Science in Sports & Exercise, 58(7), 1566–1580. DOI: 10.1249/MSS.0000000000003957

#biomechanics #cienciadoesporte #treinamentodeforça #scienceevidence by @prof.leofernandes_
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19 days ago
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O ChatGPT consegue responder perguntas sobre exercício melhor do que um personal trainer?

Neste estudo, nove perguntas comuns sobre treinamento foram respondidas por nove personal trainers e também pelo ChatGPT 3.5. As respostas foram avaliadas de forma cega por 27 revisores, sendo 18 treinadores qualificados e nove especialistas científicos, considerando três critérios: correção científica, compreensão e aplicabilidade.

Na avaliação geral, o ChatGPT recebeu notas significativamente maiores em seis das nove perguntas. Também apresentou vantagem em cinco perguntas quanto à correção científica, seis quanto à compreensão e cinco quanto à aplicabilidade. Em nenhuma pergunta a resposta do personal trainer recebeu pontuação significativamente maior.

Mas isso precisa ser interpretado com cuidado.

O estudo comparou respostas escritas para perguntas gerais, não a prática profissional completa. Não foram avaliados prescrição individualizada, correção técnica, supervisão, acompanhamento, segurança, julgamento profissional ou vínculo humano.

Além disso, foram analisadas apenas nove perguntas, cada uma comparando uma resposta do ChatGPT com a resposta de um único treinador. As respostas da IA também eram mais longas, em média: 241 palavras, contra 140 dos treinadores, algo que pode ter influenciado a percepção de completude e utilidade.

Portanto, o estudo mostra que o ChatGPT 3.5 foi capaz de fornecer boas respostas informativas e, naquele experimento, superou os treinadores participantes em várias questões comuns.

Isso não demonstra que a inteligência artificial possa substituir um personal trainer.

A conclusão mais cuidadosa é que a IA pode apoiar profissionais e usuários na organização de informações rotineiras. Responder bem a uma pergunta, porém, não equivale a avaliar, prescrever, supervisionar e acompanhar uma pessoa.

📚Referência:

D’hoe, E., Kirk, B., Boone, J., & Colosio, A. (2026). ChatGPT Outperforms Personal Trainers in Answering Common Exercise Training Questions. Journal of Sports Science and Medicine, 25, 235–261. https://doi.org/10.52082/jssm.2026.235.

#InteligênciaArtificial #ChatGPT #evidenciacientífica #cienciadoesporte #biomecanica by @prof.leofernandes_
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a month ago
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A amplitude completa costuma ser apresentada como a melhor escolha para força e hipertrofia. Mas será que toda repetição parcial é inferior?

Pallarés et al. (2021) reuniram 16 ensaios clínicos randomizados, com 551 adultos saudáveis, para comparar o treinamento com amplitude completa e parcial.
De modo geral, a amplitude completa produziu maiores ganhos de força, com tamanho de efeito moderado (ES = 0,56). A vantagem foi especialmente evidente para a força de membros inferiores quando o teste de 1RM também foi realizado em amplitude completa.
Para a hipertrofia dos membros inferiores, a amplitude completa também apresentou resultado favorável (ES = 0,88). Entretanto, havia poucos estudos robustos sobre músculos dos membros superiores, o que limita a generalização desse achado.
No desempenho funcional, os resultados tenderam a favorecer a amplitude completa, mas a diferença geral não foi estatisticamente significativa. Para a arquitetura muscular, também não foi identificada superioridade clara entre as estratégias.
Um detalhe muda bastante a interpretação: a maioria dos protocolos de amplitude parcial incluídos na revisão foi realizada em comprimentos musculares curtos ou intermediários. Portanto, essa meta-análise não permite afirmar que a amplitude completa seja superior às parciais realizadas especificamente em maior comprimento muscular.
Isso ajuda a conectar este artigo aos estudos apresentados anteriormente. Pallarés et al. forneceram uma visão ampla da evidência disponível até 2021. Depois, Pedrosa et al. mostraram que a região da amplitude parcial importa; Havers et al. compararam diretamente parciais alongadas com amplitude completa; e Lima et al. demonstraram que os resultados não podem ser automaticamente estendidos à atividade eletromiográfica.

Assim, a pergunta mais adequada não é apenas “amplitude completa ou parcial?”, mas: Qual região da amplitude foi treinada, qual exercício foi utilizado e qual desfecho foi avaliado?
A amplitude completa continua sendo uma estratégia sólida para o desenvolvimento geral da força e da hipertrofia dos membros inferiores. Isso, porém, não significa que toda amplitude parcial seja inferior ou inútil. by @prof.leofernandes_
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a month ago
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Treinar em maior comprimento muscular virou uma estratégia bastante discutida. Mas será que isso é sempre superior?
A resposta depende de uma pergunta essencial: superior para qual desfecho e em comparação com o quê?

No estudo de Havers et al. (2025), 13 adultos treinados realizaram a rosca Scott durante oito semanas. Um braço treinou com amplitude parcial em maior comprimento muscular e o outro com amplitude completa. As duas condições promoveram adaptações. A parcial apresentou uma vantagem pequena e regional para a hipertrofia distal, enquanto a amplitude completa produziu maior aumento no teste de 1RM realizado em amplitude completa. Além disso, a parcial acumulou maior volume de treinamento, o que pode ter influenciado o resultado.
Pedrosa et al. (2023) compararam duas amplitudes parciais em 19 mulheres destreinadas: uma em maior comprimento muscular e outra em menor comprimento. A parcial alongada promoveu maior hipertrofia na região distal do bíceps e maior aumento do 1RM. Entretanto, não houve diferença significativa na região de 50% nem quando as duas regiões musculares foram analisadas em conjunto.
Já Lima et al. (2024) avaliaram outro músculo e outro desfecho. Após 12 semanas de extensão de joelhos, a atividade eletromiográfica do vasto medial e do vasto lateral diminuiu, mas sem diferenças significativas entre as posições treinadas. Isso mostra que mudar o comprimento muscular não necessariamente produz respostas distintas em todos os parâmetros analisados.
Em conjunto, os estudos sugerem que treinar em maior comprimento muscular pode ser mais favorável do que treinar exclusivamente em posições encurtadas. Porém, isso não demonstra superioridade geral sobre a amplitude completa.
Também não podemos tratar hipertrofia, força e atividade eletromiográfica como se fossem o mesmo resultado. Cada desfecho responde a uma pergunta diferente.
A conclusão mais cuidadosa é esta: treinar em maior comprimento muscular ipode ser uma estratégia útil, mas não constitui um substituto universal da amplitude completa. A interpretação depende do exercício, da população, do desfecho avaliado e da comparação realizada. by @prof.leofernandes_
3
a month ago
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A caminhada lateral com elástico nos antepés é frequentemente indicada para fortalecer os abdutores e rotadores laterais do quadril. Mas será que essa explicação biomecânica está correta?

Neste estudo, 36 adultos saudáveis realizaram o exercício em duas posturas: mais ereta e agachada. A análise mostrou que, em todas as fases e direções do movimento, o quadril exigiu torque muscular resultante de abdução e rotação medial — e não de rotação lateral, como geralmente se afirma.

Quanto maior a flexão do joelho, maior foi a demanda de rotação medial do quadril. Essa relação explicou aproximadamente 87% da variabilidade do torque analisado. Já o torque abdutor não apresentou diferença significativa entre as posturas.

Isso não significa que os glúteos não sejam recrutados. Significa que ativação muscular e direção do torque não são a mesma coisa — e que a justificativa usada para prescrever o exercício precisa ser biomecanicamente mais precisa.

É importante lembrar que o estudo avaliou a mecânica imediata do movimento. Ele não mediu a força produzida por cada músculo nem demonstrou adaptações de força, prevenção de lesões ou benefícios clínicos em longo prazo.

📚 Referência:
Medeiros, H. B. O., Silvano, G. A., Herzog, W., Nunes, M. O., & Fontana, H. B. (2022). Hip torques and the effect of posture in side-stepping with elastic resistance. *Gait & Posture, 93*, 119–125. https://doi.org/10.1016/j.gaitpost.2022.01.021

#Biomecânica #TreinamentoDeForça #ExercícioFísico #biomechanics #CiênciaDoExercício by @prof.leofernandes_
8
a month ago
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As “canetas emagrecedoras” fazem perder músculo? A resposta exige mais contexto do que parece.

Nos estudos apresentados, a semaglutida e a tirzepatida promoveram uma redução expressiva do peso corporal, composta principalmente por gordura. Ao mesmo tempo, também foi observada diminuição da massa magra.
Mas massa magra não é sinônimo de músculo esquelético. Essa medida inclui água, proteínas, órgãos e outros tecidos. Até o próprio tecido adiposo possui componentes que entram nessa classificação. Por isso, uma redução identificada pela DXA não representa, necessariamente, uma perda muscular equivalente.

No subestudo com tirzepatida, aproximadamente 75% do peso perdido correspondeu à gordura e 25% à massa magra — uma proporção semelhante à observada no grupo placebo. No estudo com semaglutida, a redução de gordura também foi maior que a de massa magra.
Ainda assim, esses resultados não permitem afirmar que nenhum músculo tenha sido perdido. Os estudos de composição corporal não avaliaram de forma completa e objetiva aspectos como força, função física e desempenho muscular.

Na prática, o acompanhamento não deveria considerar apenas quantos quilos foram perdidos, mas também o que está sendo preservado durante o processo. Treinamento de força, ingestão adequada de proteínas e acompanhamento individualizado são estratégias propostas para ajudar na preservação muscular, embora ainda sejam necessários estudos específicos durante o tratamento com esses medicamentos.
Ciência não cabe em uma frase: é preciso interpretar cada medida dentro do seu contexto.

📚 Referências:
Tinsley GM, Heymsfield SB. Fundamental Body Composition Principles Provide Context for Fat-Free and Skeletal Muscle Loss With GLP-1 RA Treatments. Journal of the Endocrine Society. 2024;8(11). doi:10.1210/jendso/bvae164.
Wilding JPH et al. Once-Weekly Semaglutide in Adults with Overweight or Obesity. New England Journal of Medicine. 2021;384:989–1002. doi:10.1056/NEJMoa2032183.
Look M et al. Body Composition Changes During Weight Reduction with Tirzepatide in the SURMOUNT-1 Study of Adults with Obesity or Overweight. Diabetes, Obesity and Metabolism. 2025;27(5):2720–2729. doi:10.1111/dom.16275. by @prof.leofernandes_
6
a month ago
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O alongamento costuma fazer parte da rotina pós-treino, principalmente pela ideia de que poderia acelerar a recuperação. Mas será que esse efeito realmente acontece?

Nesta revisão sistemática com meta-análise, os pesquisadores reuniram dados de 15 estudos controlados, totalizando 465 participantes. Os resultados indicaram que realizar alongamentos após o exercício não trouxe vantagens significativas para a recuperação dos membros inferiores quando comparado a não alongar.

Isso não significa que o alongamento seja prejudicial ou deva ser abandonado. Ele continua sendo uma prática simples, segura e que pode proporcionar conforto e relaxamento. Porém, as evidências atuais não sustentam seu uso isolado como uma estratégia capaz de melhorar a recuperação ou o desempenho físico.

📌É importante considerar que a certeza da evidência foi classificada como baixa para todos os resultados avaliados, principalmente devido ao risco de viés e à imprecisão dos estudos disponíveis. Portanto, a conclusão não é definitiva: estudos maiores e metodologicamente mais rigorosos ainda são necessários.

📚 Referência: ZHANG, P.; CHEN, J.; XING, T. Effects of post-exercise stretching versus no stretching on lower limb muscle recovery and performance: a meta-analysis. Frontiers in Physiology, v. 16, 1674871, 2025. DOI: 10.3389/fphys.2025.1674871

#biomechanics #educaçãofisica #cienciasdomovimentohumano #kynesiology by @prof.leofernandes_
2
2 months ago
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Sabe aquela dúvida sobre qual exercício é o melhor para a diástase após o parto? 🤔 Uma revisão sistemática com metanálise de Gluppe e colaboradores (2021) analisou tudo isso e trouxe um “choque de realidade” para quem busca a solução milagrosa!
Em resumo, o estudo nos mostra que não existe um exercício mágico. O nível de evidência para dizer que um determinado movimento “cura” a diástase é muito baixo.

Aqui está o que você precisa saber de forma simples:
✅ 1. Transverso do Abdômen (“encolher o umbigo”): O treino isolado ajudou, mas a redução na distância foi muito pequena (apenas 6 milímetros!). Questiona-se se essa mudança faz diferença real no tratamento.
✅ 2. O Mito do Abdominal Tradicional: Calma! Estudos agudos mostram que o abdominal tradicional pode até ajudar a aproximar as bordas abdominais (narrowing). Não precisa “demonizar” o movimento, mas também não é a solução definitiva sozinho.
✅ 3. Assoalho Pélvico: Não é o segredo para fechar a diástase, mas não deixe de treinar! Ele continua sendo o padrão-ouro para evitar a incontinência urinária após o parto.
O segredo não é buscar o exercício “certo” para fechar o buraco. O foco deve ser na função total, na força e no controle do seu corpo como um todo.

Gostou desse resumo? Salve esse post para consultar antes de montar o seu próximo treino! 😉💾

Referência Científica:
Gluppe, S., Ellström Engh, M., & Bø, K. (2021). What is the evidence for abdominal and pelvic floor muscle training to treat diastasis recti abdominis postpartum? A systematic review with meta-analysis. Brazilian Journal of Physical Therapy, 25(6), 664-675.

#biomechanics #diasteseabdominal #educaçãofisica #cinesiologia by @prof.leofernandes_
6
3 months ago
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