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Mãe tem cara?
Um manifesto político visual
por @marcellecerutti.fotografia
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Cara de Mãe é um projeto fotográfico autoral que investiga e questiona os imaginários construídos sobre as mulheres pós maternidade.

Ele nasce do incômodo com uma frase recorrente: “você não tem cara de mãe” -  como se existisse um jeito certo de ser depois de ter filhos.

Afinal, mãe tem cara?
Qual é a cara de uma mulher que existe para além da maternidade?

O projeto já atravessou três edições reunindo diferentes mulheres e histórias e seguimos na construção desse acervo de imagens para tentar ajudar na reconstrução desse imaginário. ❤️‍🔥

Por @marcellecerutti.fotografia taken in São Paulo, Brazil by @projetocarademae
32
5 months ago
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#Repost 
Obrigada @revistatrip pela matéria ❤️‍🔥

・・・
“Há algum tempo venho olhando com mais atenção para tudo que minha maternidade, na minha história pessoal, tomou conta: dos lugares que deixei de ir, dos círculos que deixei de fazer parte, dos trabalhos que não consegui aceitar, das viagens que não fiz, dos carnavais que não pulei e para tudo que deixei de ser, vestir e sentir”, disse Marcelle Cerutti (@marcellecerutti.fotografia), fotógrafa e criadora do projeto “Cara de mãe” (@projetocarademae). Mais do que um ensaio fotográfico, a iniciativa é um manifesto que nasceu do incômodo com os estereótipos associados à maternidade. “Olho para as estatísticas e também para as mães perto de mim. Tenho escolhido dar atenção àquelas que, entre o trabalho, um B.O., um filho precisando de qualquer coisa a qualquer hora, insistem em viver algo para além da maternidade e assim tentam não sucumbir à estrutura que esmaga”, afirmou a fotógrafa.

Até agora, 19 mulheres foram retratadas no projeto, incluindo a atriz Samara Felippo (@sfelippo). ”Quero que minhas filhas cresçam sem a aprovação de ninguém, quero que elas me vejam realizando os meus sonhos para que se sintam capazes de realizar todos os sonhos delas também. Nunca mais deixarei que me façam engolir o que não gosto, se faz mal a mim e às minhas filhas. A maternidade é pesada quando a paternidade é leve.”

Arrasta pro lado pra conferir!

Fotos: Marcelle Cerutti (@marcellecerutti.fotografia) / @projetocarademae taken in São Paulo, Brazil by @projetocarademae
18
2 years ago
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Cara de mãe da @samiabomfim❤️‍🔥 

Quando escrevi a ideia desse projeto eu fiz uma lista das mulheres que me emocionam e me inspiram a enfrentar de peito aberto as minhas lutas pequeninas aqui. O nome da Sâmia estava lá entre os primeiros dessa lista. Quando penso nela, penso na imagem dela enfrentando aquela bancada careta por todas nós, com sua eloquência, lucidez e vira e mexe com seu Hugo pendurado no colo. Sâmia me representa e me inspira a não temer. Agradeço imensamente a ela e sua equipe, é uma honra e uma emoção enorme ter ela aqui nesse projeto.

“Minha cara de mãe é a de quem briga, se emociona e enfrenta tudo o que for necessário para defender as causas que acredito. Minhas causas são pelo mundo que defendo. São pelo meu filho.”

- Sâmia, 34 anos, mãe do Hugo, feminista, deputada federal PSOL SP

Projeto: @marcellecerutti.fotografia
Estúdio lindo e parceiro: @estudiomoitamaria
Beleza de milhões: @marilia_martins_
Camiseta que amamos: @mamahoodstore 
Adereço: @acervoutimura 

#projetocarademae #carademae #mae by @projetocarademae
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2 years ago
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Vem ouvir a @faxinaboa para o @projetocarademae ❤️‍🔥

E se você ainda não viu todas as fotos e entrevista escrita da Veronica, volta um post no feed aqui, senta e pega um chá pra ver e ler essa mulher! ❤️‍🔥

Projeto: @marcellecerutti.fotografia
Beleza: @marilia_martins_
Videomake: @febizon - um especial obrigada à Fe que chegou junto nessa reabertura do projeto e graças a ela temos vídeos pra compartilhar por aqui também! taken in São Paulo, Brazil by @projetocarademae
23
5 months ago
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Cara da @faxinaboa ❤️‍🔥

“Eu sempre achei que seria mãe, eu só não imaginava que seria tão cedo, mas acabei engravidando aos 17 anos. Foi uma maternidade solo que me transformou completamente.

Eu ainda queria estudar, ir aos meus shows de rock. A música sempre foi muito importante pra mim. Desde adolescente eu fiz de tudo pra estar perto das bandas que eu amo. Eu já gostava de metal, mas foi com o Ramones que o punk entrou na minha vida pra nunca mais sair. Minha mãe, por também ter sido uma mãe muito jovem, soube me apoiar muito. Eu ajudava ela com a minha irmã, e ela me ajudava com a minha filha, e assim a gente conseguia cuidar da nossa individualidade.

Quando a Claire nasceu, eu tinha um moicano azul e uma criança perguntou: “Nossa, você é mãe dela? Eu queria que minha mãe fosse esquisita assim igual você.” Existe um preconceito até hoje, em que a aparência da mulher define se ela é uma boa mãe ou não. Mas eu posso ser punk e também ser uma boa mãe. 

Dez anos depois, fui mãe novamente, e foi uma experiência muito diferente. O mundo já era outro e eu me achava muito madura. Aí veio o diagnóstico de TEA do meu filho, e fui descobrindo uma nova forma de maternar: a maternidade atípica. Até hoje junto todas as forças que tenho pra lutar pelos direitos dele e pra transformar as coisas ao nosso redor, para que ele possa viver bem.

A minha terceira gravidez veio quando eu já tinha 39 anos, em plena pandemia. E eu, que tinha passado por uma gravidez na adolescência, senti muito a diferença da força do meu corpo. Ao mesmo tempo, a Olivia chegou e a vida era completamente diferente, inclusive financeiramente. Pudemos viver coisas que eu não consegui viver com meus outros filhos.

Quero ensinar pros meus filhos a liberdade do punk rock de ser quem você é, o respeito e a luta pelo coletivo. Eu fico muito feliz em dizer: somos uma família tradicional punk rock.”

- Veronica Oliveira, comunicadora, palestrante e mãe de três maravilhosos.

Idealização: @marcellecerutti.fotografia
Beleza: @marilia_martins_
Assistência e vídeomaker: @febizon taken in São Paulo, Brazil by @projetocarademae
145
5 months ago
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Hoje, no Dia das Mães, esse projeto é retomado com uma cara que há tempos queria que estivesse aqui. Feliz dia pra nós, pelas mães que somos e por tudo que insistimos em ser além da maternidade. 

Com vocês: a cara da @arajuarapoty❤️‍🔥

“Tire uma foto minha e verá a capa de uma enciclopédia da história. Eu sou Araju Ara Poty, mulher indígena Guarani Mbya, paulistana, mãe de quatro filhos e avó aos 28 anos. Também sou cacica, atriz, coordenadora de coral, e tantas outras coisas que não cabem num rótulo só.

Sou neta de uma grande cacica, a Jandira Kerexu, que formou a Tekoa Ytu. Ela foi semente da Terra Indígena Jaraguá, que hoje abriga sete aldeias, sendo seis em processo de luta por demarcação. Eu cresci vendo essa mulher batalhar. Ela me ensinou sobre cultura, dignidade, força. É dela que vem minha raiz e minha direção.

Ter quatro filhos não me impediu de me separar. Foi um ato de coragem de me olhar no espelho e perguntar: quem é você? Eu precisei e merecia me reencontrar e escrever a minha própria história. Sempre trabalhei desde muito cedo e o trabalho não só me sustentou, como também me libertou. E foi graças a isso que consegui fazer as escolhas que eu fiz. 

Nesse projeto, escolhi ser fotografada em versões que revelam partes de mim que às vezes o mundo tenta esconder. Mas eu sou muitas. Sou a que cuida, mas também sou a que dança, joga bola, canta, trabalha, deseja. E gosto de me ver bonita, de me sentir viva no meu corpo. Não por ninguém. Por mim.

Quero que minhas filhas, netas, e todas as mulheres da minha aldeia — e fora dela — se reconheçam livres. Que saibam identificar o que machuca e possam escolher com quem, como e onde querem viver. Quero que saibam que podem ser tudo o que quiserem.”

- Araju Ara Poty, indígena Guarani Mbya, paulistana, defensora da cultura e do respeito à vida de tudo e tod@s, filha, irmã, mãe de 4 filhos , cacica e já avó aos 28 anos. 

Projeto: @marcellecerutti.fotografia
Beleza e parceria: @marilia_martins_

#projetocarademae #carademae #mae #diadasmaes taken in São Paulo, Brazil by @projetocarademae
49
a year ago
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É aquela história, sonho que se sonha junto é o começo da realidade e essas são as duas mulheres parceiras e essenciais para o @projetocarademae existir. 

A @vivipelissari é fotógrafa e dona dos estúdios @estudionamoitinha e @estudiomoitamaria que foram casas dessas 3 edições do projeto. Desde a mensagem “Vou te mandar uma ideia de um projeto aqui, me conta o que acha?” ela segurou na minha mão e abriu os estúdios pra ser chão desses encontros.

A @marilia_martins_ é maquiadora talentosíssima e veio pra cuidar da beleza de cada mulher que passou pelo projeto a partir da segunda edição. Ela foi também rede e borda de tantas histórias por vezes confessadas no camarim além de presença essencial para as trocas que acontecem nessas diárias.

Segurando a câmera que fez essas fotos estava a @nicollekrugerc , fotógrafa talentosa e parceira de outros jobs e da vida, e que esteve na última diária ajudando a fazer tanta coisa acontecer!

Esse projeto que nasceu dos incômodos e acontece sem trocas financeiras, só segue existindo porque eu não estou sozinha. Que bom poder sonhar e fazer com vocês. Sigam o trabalho dessas mulheres, acompanhem e compartilhem.

Assim, encerramos oficialmente a terceira edição ❤️‍🔥

- Marcelle

#projetocarademae #carademae #mae taken in São Paulo, Brazil by @projetocarademae
17
2 years ago
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26 caras depois, hoje é a minha que aparece aqui no @projetocarademae ❤️‍🔥

“Meu filho tinha 3 meses quando o chão da minha casa ruiu. Em pleno puerpério, eu me vi afundando ainda mais com um recém-nascido, que nem sustentava o seu próprio pescoço, pendurado no meu peito. Me perdi bonito e vivi por anos com a sensação de estar caminhando com lama até o nariz.

A idealização da maternidade não me permitiu cogitar o cenário de virar estatística, mas de repente, era eu quem estava encarando um judiciário velho e machista.

Limpar a própria lama dá trabalho, demora tempo e não é coisa que se faz sozinha. Fui salva pelos meus amigos, pela terapia, pela arte, pelo teatro, pelo meu trabalho, pela minha família (ainda que distante), por mim mesma, pelos meus letramentos e, principalmente, por outras mulheres.

No fundo, acho que esse projeto nasce da necessidade de ver mais de perto as caras dessas tantas mulheres que estiveram comigo, algumas aqui, outras bem de longe. Olhar pra essas mulheres-mães me dá coragem, me dá vontade de enfrentar as minhas lutas e me dá vontade de descobrir as minhas caras.

Descobri que quero ter cara de quem transborda. Cara de mulher que sonha seus sonhos, que treme seu corpo, que ri muito e ri alto enquanto cria seu filho acreditando que ele será um homem bom. Cara de vento, de coragem, de quem sabe seu tamanho. Cara de querência, de ambivalência, de travessia e de vida interior. Cara de uma puta mãe. Ou só puta. Ou galinha. Ou cara de ovo. Cara de quem brinca de ser ovo e do que mais quiser ser.

Eu sigo, e sei que muito bem acompanhada.”

- Marcelle tem 37 anos, é fotógrafa, atriz, mãe do Luca e criadora do @projetocarademae 

Click da mana: @nicollekrugerc 
Estúdio lindo e parceiro: @estudiomoitamaria 
Beleza de milhões: @marilia_martins_ 
Projeto: @marcellecerutti.fotografia 

#projetocarademae #carademae #mae taken in São Paulo, Brazil by @projetocarademae
138
2 years ago
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Cara de mãe da @escritoraramos❤️‍🔥 

“Desde a infância, soube que queria ser escritora. As palavras sempre foram meu refúgio, a maneira de expressar o inexprimível e explorar além dos limites do meu mundo. No entanto, com a chegada da maternidade, esses sonhos foram temporariamente deixados de lado. A prioridade tornou-se cuidar, nutrir, guiar. O papel de mãe consumiu meu tempo, minhas energias e, por um tempo, me vi perdida em meio a tudo isso.

Um despertar foi necessário, ecoando profundamente em minha alma. Em algum momento, percebi que não poderia me limitar a isso. Que legado deixaria para minha filha se não cultivasse meus próprios sonhos e aspirações? Que história contaria para inspirá-la se eu mesma não estivesse vivendo plenamente a minha?

Redescobri minha voz como escritora. Reafirmei-me não apenas como mãe, mas como uma mulher que se recusa a ser definida por um único papel. Minha história não se restringe aos momentos de maternidade, sou uma mulher de múltiplos papéis.

Escrever não é apenas minha paixão; é minha missão. A cada palavra, moldo não apenas mundos fictícios, mas também a realidade que desejo para minha filha. Quero ensiná-la que uma mulher pode ser mãe e criadora, que pode nutrir tanto os sonhos dos filhos quanto os seus próprios. Quero que ela saiba que a maternidade não é o fim de quem somos, mas uma parte preciosa de uma jornada maior.

Assim, minha “cara de mãe” conta uma história de resiliência, de redescoberta, de equilíbrio entre dever e paixão. É um lembrete para todas as mulheres que se dedicam à maternidade sem perder de vista quem são. Somos autoras de nossas próprias histórias, capazes de tecer com maestria os fios do amor, da realização pessoal e do legado que deixamos para trás.”

- Josielma Ramos, 35 anos, natural do Piauí, é uma escritora residente em Santana de Parnaíba. Poetisa, editora de antologias, palestrante e mãe de Maria Luiza.

Projeto: @marcellecerutti.fotografia
Estúdio: @estudiomoitamaria
Beleza: @marilia_martins_

#projetocarademae #carademae #mae by @projetocarademae
54
2 years ago
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Já imaginou uma mãe política hoje?

Cara de mãe da @marinabragante❤️‍🔥 

“Minha cara de mãe é um pouco de tudo: é ser mãe de trigêmeos, mulher, e política ao mesmo tempo. É um desafio diário equilibrar essas três coisas, mas eu amo essa jornada.

Quando fui fotografada, quis mostrar que dá pra ser mãe de três, continuar sendo mulher, e trabalhar em um espaço em que a gente quase não vê mulher, muito menos mãe. Quero provocar as mulheres, os homens, (todo mundo!!!) a repensarem o que é a imagem de mãe.

Lembro que quando meus trigêmeos tinham um ano, comecei a fazer aula de pole dance. Quis muito fazer isso para me desafiar e também para quebrar o estereótipo de que a partir do momento em que você é mãe, não pode ser sexy. Isso me incomoda demais! Eu faço tudo isso também pros meus filhos. Quero que eles saibam que, além de ser mãe, eu sou mulher, sou política. Quero que minhas meninas se inspirem e vejam que elas têm todas as possibilidades do mundo. E quero que meu filho aprenda a respeitar as mulheres e tenha a mente aberta.

Ser mãe é se descobrir e se redescobrir todo dia, e isso é uma delícia! Estou falando aqui de três Marinas – a mãe de trigêmeos, a mulher, e a política.”

- Marina Bragante: mãe de trigêmeos, psicóloga, Mestre em Administração Pública por Harvard e candidata a vereadora por São Paulo. Luta por uma cidade mais sustentável, que cuide das crianças e das mães, e que seja mais segura para todas as pessoas!

Projeto: @marcellecerutti.fotografia
Estúdio: @estudiomoitamaria
Beleza: @marilia_martins_

#projetocarademae #carademae #mae taken in São Paulo, Brazil by @projetocarademae
78
2 years ago
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Cara de mãe da @beatriz.santanna❤️‍🔥 

“Sempre tive vontade de ser mãe no quesito gestar, mas com ressalvas de tudo que implicaria em educar uma criança em tempo integral. Também nunca achei que teria uma relação sólida o bastante para topar essa jornada de partilhar a criação lado a lado.  Como jovem mulher negra, ter uma relação estável e duradoura, passava longe da realidade que presenciava (e ainda presencio). 

Gestar com certeza  foi o mergulho mais profundo que dei dentro de mim mesma. Ainda estou no processo de me redescobrir após a maternidade (se é que esse processo um dia acaba) e busco emergir para a superfície desse mar intenso que é maternar, amamentar e manter outro ser vivo 24 horas por dia, 7 dias por semana. 

A cara de mãe que tenho buscado é cara de quem quer andar por terras desconhecidas, cara de quem caí muitas vezes pelo caminho por não conhece-lo, mas nem por isso deixa de ir. Cara de quem quer fazer muitas trilhas, quer andar por todos os cantos e na própria caminhada descobrir quais muitas caras posso ter. Cara de quem quer o merecido descanso, a vida boa, a perna pro ar, um topo de montanha, uma travessia que não seja só a da maternidade. Cara de quem só quer redescobrir os espaços da vida para além da maternidade, que quer se permitir a atender as próprios desejos e vontades..” pôr do sol na praia cerveja gelada, as criança no quintal...”

- Beatriz Santana, filha de Maria Santa e neta de Benvinda e Lina, mãe de Domingos. Professora, educadora e amante de viagens, trilhas, pé na areia e um bom forrórizho.

Projeto: @marcellecerutti.fotografia
Estúdio: @estudiomoitamaria
Beleza: @marilia_martins_

#projetocarademae #carademae #mae by @projetocarademae
56
2 years ago
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Cara de mãe da @juliafuruyama❤️‍🔥 

“Fui mãe aos 21 e por muito tempo, me distanciei de tudo e todos por causa do repetido clichê “você não parece mãe” ou “você é tão nova e inteligente demais pra estar grávida”. Não me conectava com outras mães nem com minhas amigas sem filhos. E foi solitário. Longe da família e sem amigos por perto. Mas entre um trabalho aqui e ali, encontrei paz em seguir meus instintos e curtir as crias.

Até hoje, ainda gosto dos meus momentos de solitude, não mais solidão. Às vezes tomando uma cervejinha, fumando, lendo, pintando ou só olhando a noite lá fora. Com o tempo, fui reconectando com pessoas que fazem sentido, conheci outras mães e finalmente achei um trabalho que me faz feliz. No fim das contas, ser mãe é só uma parte de quem eu sou e eu amo isso.

Mas e aí, qual é a minha cara? A tal cara de mãe. Isso importa?

Importa que não me coloquem em caixinhas, que não ousem me fazer ser algo que não sou. Talvez meu desconforto venha de ter uma cara só, de tentar corresponder às ilusões dos outros. Pra mim, ter “cara de mãe” é poder estar em lugares públicos sem problemas, ser artista, viver de arte, curtir os momentos de ócio criativo, ser alguém que não tá o tempo todo na maternidade.

Então se é pra definir, minha cara de mãe tem cara de arte, que não tem certo e errado, que ocupa lugares, que se expressa, que é livre.”

- Julia Furuyama, 31 anos multiartista, amarela, cervejeira, leitora, mulher, mãe de duas pessoas incríveis.

Projeto: @marcellecerutti.fotografia
Estúdio: @estudiomoitamaria
Beleza: @marilia_martins_

#projetocarademae #carademae #mae by @projetocarademae
100
2 years ago
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