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Tem dias em que a gente se sente uma farsa. A cobrança é tanta que nada parece suficiente. Você olha para tudo o que ainda não fez, para todos os seus defeitos, para tudo o que acredita que deveria ser… e conclui que está muito aquém.
Então alguém diz que se inspira em você.
E a primeira reação é pensar: “Se essa pessoa me conhecesse de verdade…”
Mas ela conhece. Talvez o problema não seja o quanto ela sabe sobre você. Talvez seja o quanto a sua autocobrança distorce a forma como você se enxerga.
A autocobrança tem uma característica cruel: amplia os erros, diminui os acertos e faz com que qualquer conquista pareça obrigação. Enquanto você está ocupado enxergando o quanto ainda falta, outras pessoas enxergam o quanto você já caminhou.
Não estou dizendo que você deva parar de crescer. Estou dizendo que talvez seja hora de parar de se maltratar.
Porque ninguém que vive convencido de que nunca é suficiente consegue enxergar o próprio valor com clareza.
E talvez seja exatamente por isso que eu insista tanto em dizer: você não é um diagnóstico. Um diagnóstico pode explicar parte da sua história, mas nunca será capaz de explicar quem você é. Você é muito maior do que qualquer rótulo.
Da mesma forma, você também não é a sua autocobrança. Não é o seu pior dia. Não é o seu maior erro. E certamente não é a voz que insiste em dizer que você nunca será suficiente.
Às vezes, a única pessoa que insiste em acreditar que você é uma farsa… é você.
E talvez essa voz mereça menos crédito do que você tem dado a ela. by @psi.daniele
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10 days ago
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A terapia não é sobre consertar o que está “quebrado”. É sobre reencontrar o que foi sufocado.
A maioria das pessoas chega ao consultório tentando encontrar um lugar para desabafar, mas o processo real acontece muito além disso. A terapia é um laboratório de autoconhecimento onde transformamos o peso do passado em combustível para o seu presente.
Muitas vezes, a autossabotagem é o nosso mecanismo de defesa mais antigo, e o silêncio que você mantém para “manter a paz” é, na verdade, o custo da sua própria sanidade.
O objetivo não é buscar uma perfeição inexistente. É ganhar a clareza necessária para não reagir no piloto automático. É sobre finalmente ser a mesma pessoa em casa, no trabalho e na intimidade. É sobre o fim da fragmentação.
Você está pronto para parar de tropeçar nas pedras que você mesmo colocou no caminho?
O reencontro consigo mesmo espera por você. by @psi.daniele
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11 days ago
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“Não sei se a terapia está surtindo efeito…”

Curioso como tanta gente espera que a terapia funcione como um relaxante muscular, que tomou hoje, amanhã acorda sem dor. Mas a vida é feita de histórias, padrões, traumas, medos e escolhas que, muitas vezes, levaram décadas para serem construídos.
O problema é que as pessoas procuram uma mudança automática em suas vidas, brinco que esperam uma mágica e não percebem quando ela já começou. 
A mudança aparece quando você diz “não” sem se culpar, quando volta a fazer o que gostava, quando pede ajuda, quando reconhece um padrão antes de repeti-lo, quando finalmente respeita os próprios limites.
A terapia provavelmente não esteja demorando…talvez ela esteja fazendo exatamente o que deveria, que é devolver a si mesmo, um passo de cada vez. E isso, nunca foi um analgésico… foi sempre uma reconstrução. by @psi.daniele
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11 days ago
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13/07 - Dia Mundial da Conscientização do TDAH. 
Como alguém que vive o TDAH, eu poderia dizer que passei a manhã inteira pensando neste texto, na verdade o coitado do meu marido, que é quem sofre se podendo escolher, porque eu não posso… me mandou mensagem mostrando logo cedo… eu não sabia mesmo…  faz parte… mas o detalhe é que, da ideia de escrever sobre, até agora… lembrei de reunião que nem aconteceu, não por mim…  respondi uma mensagem, tive uma ideia para um projeto novo, procurei uma informação que não tinha nada a ver com o assunto, perdi o celular que estava na minha mão e só então consegui voltar para escrever. Quem também tem TDAH talvez tenha sorrido agora. Quem não tem, talvez ache que isso é exagero. E é justamente aí que mora o problema.
Durante muito tempo, o TDAH foi tratado como preguiça, falta de interesse, desorganização ou desculpa. Ainda hoje, muita gente acredita que basta “se esforçar mais”. Como se quem vive isso já não estivesse fazendo exatamente isso. O que poucos enxergam é a quantidade de energia necessária para realizar tarefas que, para muitos, parecem simples. E o TDAH não é apenas distração. É esquecer por que entrou em um cômodo, perder objetos que estavam na própria mão, interromper alguém sem perceber, hiperfocar por horas e esquecer até de comer, ter dificuldade para iniciar tarefas simples e uma mente que dificilmente encontra o botão de pausa ou de desligar mesmo.
Ao mesmo tempo, o TDAH também pode ser criatividade, intensidade, curiosidade, sensibilidade e uma capacidade enorme de enxergar conexões que outras pessoas não veem. O problema nunca foi um cérebro funcionar de maneira diferente. O problema é a ignorância que transforma diferença em defeito, dificuldade em preguiça e sintomas em julgamento.

PS: Criei a imagem séria pq é: como assim eu não sabia? ☺️
Neste Dia Mundial da Conscientização do TDAH, eu queria fazer um pedido que você, considere que talvez exista uma história que você ainda não conhece. 
Informação reduz preconceitos. Compreensão transforma relações. 
E nenhum diagnóstico deveria resumir uma pessoa.
Porque, antes do TD by @psi.daniele
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12 days ago
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Mais um vídeo da Juliette que certamente poderá pedir música no Fantástico se depender de mim… porque ela é extremamente lúcida e profunda em suas reflexões, então…
E você pensa que, se parar, tudo afunda?
Essa é uma das faces mais cruéis da hipervigilância.
Quando vivemos muito tempo precisando prever problemas, controlar tudo ou impedir que algo ruim aconteça, o nosso sistema nervoso aprende que descansar é perigoso.
É como viver dentro de um barco com um balde na mão.
Você passa a vida tirando água de um barco que, muitas vezes, foi construído por você mesmo com tanto esforço. O problema não é o barco ser frágil. É que você desaprendeu a confiar que ele pode continuar flutuando sem que você esteja trabalhando o tempo inteiro para mantê-lo vivo.
Então surge uma crença silenciosa, de que se eu parar, tudo desmorona.
E esse é um dos maiores sofrimentos da hipervigilância.
O corpo até deita. Mas não descansa.
A mente até silencia. Mas continua em alerta.
O cansaço deixa de ser apenas físico. Ele se torna existencial.
A cura não acontece apenas quando você dorme, ela começa quando você percebe que “boiar” não é negligência, e sim confiar na própria construção.
Às vezes, a maior coragem não é continuar tirando água, é soltar o balde por alguns instantes e descobrir que o barco continua flutuando.

Se esse texto fez sentido para você, talvez ele faça sentido para alguém que também acredita que precisa sustentar o mundo sozinho.
Curta. Salve. Compartilhe. by @psi.daniele
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13 days ago
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Pisar em ovos dói muito.
Dói não apenas porque exige cuidado, mas porque obriga alguém a viver em constante estado de alerta. Cada palavra é calculada. Cada gesto é revisto. Cada silêncio é uma tentativa de evitar mais um conflito, e isso tem nome, se chama hipervigilância.
Quando alguém vive por muito tempo em ambientes imprevisíveis, críticos ou emocionalmente inseguros, o corpo aprende a permanecer preparado para o próximo impacto. Mesmo quando o perigo passa, o sistema nervoso continua procurando sinais de ameaça.
Essa é uma dor genuína. Invisível para muitos, mas profundamente sentida por quem vive sem conseguir relaxar, como se a paz pudesse acabar a qualquer instante… e permanece por toda vida muitas vezes.
Ninguém deveria precisar sobreviver onde deveria apenas existir… ninguém… by @psi.daniele
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13 days ago
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Eduardo Marinho é, para mim, uma pessoa rara… e eu poderia ouvi-lo por horas, porque ele não apenas fala, ele provoca uma sensação de despertar…
Neste vídeo, ele fala sobre espiritualidade, e para mim, junguiana esse tema tem um lugar muito especial… sobre o quanto conseguimos viver de forma coerente com aquilo que acreditamos… sobre olhar para dentro com honestidade, reconhecer nossas sombras, nossas contradições e, ainda assim, escolher crescer.
A espiritualidade aparece mesmo quando ninguém está olhando... na paz ou na inquietação da nossa própria consciência, e no fim, talvez a maior experiência espiritual seja tornar-se cada vez mais humano.
Obrigada, Eduardo Marinho, por transformar reflexões tão profundas em palavras que alcançam tanta gente.

#consciência #carater #fé #gentecomgentedentro by @psi.daniele
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14 days ago
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Muitas pessoas chegam ao consultório acreditando que a avaliação neuropsicológica serve apenas para “dar um diagnóstico”. Na realidade, ela vai muito além disso.
Ela é uma investigação cuidadosa sobre como o cérebro funciona, como a pessoa aprende, lembra, organiza pensamentos, resolve problemas, regula emoções e enfrenta os desafios do dia a dia.
Existem diferentes tipos de avaliação, porque diferentes pessoas possuem diferentes necessidades. Algumas precisam de uma investigação completa. Outras se beneficiam de um rastreio inicial. Há também avaliações específicas para memória, atenção, inteligência, funções executivas, investigação de TDAH, TEA, Altas Habilidades, além de avaliações voltadas para contextos acadêmicos, profissionais, periciais e cirúrgicos.
Mais do que encontrar um nome para uma dificuldade, uma boa avaliação oferece direção. Ela ajuda a compreender limites, reconhecer potencialidades e construir caminhos mais adequados para o desenvolvimento e para a qualidade de vida.
Afinal, compreender a própria mente também é uma forma de cuidado.

💬 Você já conhecia os diferentes tipos de Avaliação Neuropsicológica?

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Daniele Rezende
Arquiteta da Condição Humana
CRP 06/55035 taken in Santo André, Brazil by @psi.daniele
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14 days ago
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A Juliette disse algo que ficou comigo: o olhar do outro interfere, sim. Mas, no fim, quem permanece conosco somos nós mesmos.
E eu concordo.
Existe uma ideia de que não deveríamos nos importar com a opinião de ninguém. Mas isso não é humano. Somos construídos nas relações. O amor, a rejeição, o reconhecimento e as críticas nos atravessam. O olhar do outro nos afeta.
O problema começa quando esse olhar passa a definir quem somos.
Quantas vezes deixamos de confiar em nós porque alguém nos chamou de insuficientes? Quantas vezes abandonamos partes de quem somos para tentar corresponder às expectativas de alguém?
É assim que a gente vai se perdendo.
O autoconhecimento não impede que uma crítica doa ou que uma rejeição machuque. Mas ele nos lembra de algo fundamental: existe um lugar para onde podemos voltar quando tudo parece desmoronar.
Nós mesmos.
As pessoas sempre nos verão a partir da história delas, das crenças delas e das experiências delas. Mas nenhuma delas vive a nossa vida por dentro.
Por isso, talvez uma das tarefas mais importantes da vida seja conhecer quem somos para além do olhar do outro.
Porque ele pode nos atingir
Mas não precisa decidir quem nos tornaremos.

#identidade #consciência #gentecomgentedentro by @psi.daniele
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15 days ago
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“Como estamos?”

É assim que eu começo praticamente todos os meus atendimentos, e, para mim, nunca foi apenas uma pergunta.
Quando digo “como estamos?”, estou dizendo que você não precisa carregar tudo sozinho… que, por aquele tempo, nós vamos olhar para a sua história juntos!
Ao longo de tantos anos, são muitos como psicóloga, aprendi que conhecimento é indispensável. A técnica nos serve de guia, mas é a presença que faz uma pessoa se sentir segura para mostrar aquilo que nunca conseguiu mostrar em outro lugar.
A DBT endossa o que faço… acolher a dor sem pressa de apagá-la, e na Psicologia Junguiana aprendi que, muitas vezes, o sofrimento também está tentando nos contar alguma coisa… e é desse lugar que eu atendo… eu não entro na sessão deixando quem eu sou do lado de fora, entro com responsabilidade, com estudo, com limites, mas também com humanidade, comigo…  Acredito que o encontro terapêutico acontece quando duas pessoas estão verdadeiramente presentes…
Talvez seja por isso que eu ame tanto ser psicóloga, porque não existe sensação parecida com ver alguém que chegou sem esperança começar, aos poucos, a respirar diferente, a encontrar novos sentidos, a descobrir perspectivas que antes não conseguia enxergar, a perceber que existe vida para além da dor… é imenso isso!
Nenhum diagnóstico consegue resumir uma pessoa, nenhuma ferida conta a história inteira, e no fim, é isso que eu tento lembrar todos os dias, a quem chega e a mim mesma, que por mais difícil que seja o momento, sempre existe a possibilidade de construir um novo caminho, e talvez seja por isso que eu continue começando do mesmo jeito…
“Como estamos?”

Foto: IA (vai que eu sumo e ninguém me encontra)

#psicologia #dbt #jung by @psi.daniele
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15 days ago
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Existe uma ideia bastante difundida de que o psicólogo precisa ser uma folha em branco, aquela figura misteriosa que apenas balança a cabeça enquanto o paciente fala. Curioso… na época em que qualquer pessoa encontra nossas redes sociais em poucos segundos, ainda tem gente acreditando que o maior desafio da clínica é preservar uma aura de mistério.
Minha prática transita entre Jung e a DBT, e ambas me ensinaram algo muito simples: o terapeuta também é humano. Tem história, emoções, dúvidas e feridas. O desafio nunca foi esconder isso, mas saber quando uma autorrevelação pode ser uma técnica útil e quando ela deixa de servir ao paciente para servir ao ego do terapeuta.
Não estou falando de transformar a sessão em uma conversa entre amigos ou em um desfile de histórias pessoais. O paciente não procura terapia para conhecer a minha vida. Mas, em alguns momentos, um pequeno fragmento da minha experiência pode ajudá-lo a compreender que sentir medo, fracassar ou recomeçar faz parte da experiência humana, e não de um defeito exclusivo dele.
Para mim, existe uma pergunta que resolve quase tudo: essa fala ajuda o paciente ou ajuda apenas o terapeuta? Se ela favorece o processo terapêutico, pode ser uma intervenção valiosa. Se apenas satisfaz a necessidade de aparecer, ensinar ou impressionar, talvez o silêncio seja uma técnica muito mais competente.
A autorrevelação é como um bom tempero: na medida certa, acrescenta profundidade; em excesso, estraga a receita. Afinal, ninguém procura terapia para assistir à autobiografia do psicólogo.
E você, o que pensa sobre isso? A autorrevelação, quando feita com propósito e responsabilidade, fortalece o vínculo terapêutico ou você ainda acredita que o psicólogo precisa ser uma eterna folha em branco?

#jung #dbt #psicologia #gentecomgentedentro by @psi.daniele
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17 days ago
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Dia 3 de julho é o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, uma data que faz referência à promulgação da Lei Afonso Arinos (Lei nº 1.390/1951), a primeira legislação brasileira voltada ao enfrentamento da discriminação racial. Embora ainda limitada para os desafios que enfrentamos hoje, ela representou um marco histórico ao reconhecer que a discriminação não poderia ser aceita como algo natural em nossa sociedade. Foi um passo importante para a construção de uma cultura de respeito, igualdade e proteção da dignidade humana.
Hoje compartilho uma poesia de Gonçalo Sandes em homenagem a essa data.
Ela nos convida a lembrar de uma verdade simples, mas profundamente humana: a cor da pele nunca definiu o valor de uma pessoa. Pretos e brancos compartilham a mesma humanidade, a mesma dignidade e o mesmo direito de existir com respeito.
Como psicóloga, acredito que não existe compreensão do ser humano sem compreender também a sociedade e a cultura em que ele vive. Somos atravessados pela nossa história, pelos vínculos, pelos símbolos e pelas relações. Falar sobre saúde mental também é falar sobre preconceito, discriminação, pertencimento e diversidade. Afinal, nossa subjetividade também é construída no encontro com o outro e com a realidade social.
Respeitar a diversidade não é um posicionamento ideológico. É um compromisso ético com a dignidade humana.
Que esta poesia nos ajude a enxergar, antes de qualquer diferença, aquilo que nos torna verdadeiramente iguais: nossa humanidade.

#diadecombateadiscriminaçãoracial #somostodosiguais #gentecomgentedentro #diversidadeeinclusao by @psi.daniele
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22 days ago
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