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“Amar e mudar as coisas me interessa mais”
Psicanálise • saúde mental • vida acadêmica
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Pressa de viver

Quando foi que ficar sem fazer nada começou a nos causar ansiedade?

Outro dia, meu celular ficou sem bateria.

E, naqueles minutos de silêncio forçado, percebi o quanto eu estava desesperada para fazer qualquer coisa.

Olhar uma tela. Responder alguém. Produzir. Consumir.

Qualquer coisa, menos simplesmente ficar ali.

Talvez o problema não seja apenas o excesso de coisas que fazemos.

Talvez seja o quanto desaprendemos a parar.

Vivemos em uma sociedade que transforma tempo em produtividade e descanso em culpa. Nas telas, parece que todo mundo está vivendo, conquistando e evoluindo o tempo inteiro.

E nós sentimos que estamos sempre atrasados.

Mas o psiquismo humano não funciona na velocidade de um algoritmo.

A psicanálise me vem justamente aqui: o que acontece quando existe espaço para o silêncio?

Quando não estamos preenchendo cada minuto com estímulos, talvez alguma coisa de nós possa aparecer.

Um desejo. Uma angústia. Uma pergunta que estava sendo evitada.

Porque nem todo sofrimento precisa de uma resposta imediata.

Às vezes, ele precisa primeiro ser escutado.

Guterres e Kessler (2026) apontam que a aceleração social compromete aquilo que depende de uma temporalidade singular. E Gonçalves et al. (2024) alertam para o risco de uma lógica que, ao classificar rapidamente o sofrimento, pode excluir justamente o sujeito e sua história. E disso tudo aí vem a Patologização da vida. 

Talvez desacelerar não seja perder tempo.

Talvez seja recuperar a possibilidade de escutar a si mesmo.

O silêncio também te angustia?

Para sinalizar o uso: Trouxe a foto surrealista para esta imagem usando Inteligência Artificial.

Referências bibliográficas 

GUTERRES, Daniel Zucolo; KESSLER, Carlos Henrique. A psicanálise diante da aceleração social do tempo: experiência temporal e sofrimento psíquico. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, São Paulo, v. 29, e2502020, 2026.

GONÇALVES, Gesianni Amaral et al. Da ansiedade à angústia: caminhos possíveis entre a psicopatologia e a psicanálise. Pretextos - Revista da Graduação em Psicologia da PUC Minas, v. 9, n. 18, jul./dez. 2024.

#psicologia #psicanálise taken in Americana, Sao Paulo by @psi.maridocusse
21
a month ago
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Hoje conduzi uma roda de conversa sobre autoestima feminina, corpo e potência. 

Refletimos sobre como, muitas vezes, somos ensinadas desde cedo a associar nosso valor à aparência, à aprovação e ao olhar do outro, enquanto pouco somos incentivadas a reconhecer nossa força, nossa autonomia e nossa capacidade de ocupar espaços.

Eu só existo no olhar do outro? 

Conversamos sobre a diferença entre autoestima e autoimagem, sobre a pressão dos padrões estéticos, a busca por validação externa e a importância de construir uma relação mais gentil e potente com o próprio corpo.

A partir da experiência do Muay Thai, pensamos em como o corpo pode deixar de ser apenas algo para ser visto e passar a ser vivido, sentido e reconhecido por sua força, resistência e capacidade de superação.

Mais do que falar sobre beleza, falamos sobre coragem, confiança, limites, presença e sobre a possibilidade de sermos fortes sem abrir mão da nossa feminilidade.

Talvez a autoestima feminina não comece quando nos sentimos bonitas, mas quando percebemos que podemos existir sem precisar agradar.

Obrigada ao professor Faita pela oportunidade @faitaartesmarciais_  e a @nathvilasboass pela parceria e conduzir tão bem a aula.

THAI

Agradeço a cada mulher que compartilhou suas vivências e contribuiu para construir esse espaço de escuta, troca e fortalecimento coletivo. by @psi.maridocusse
17
4 months ago
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O Peso Imaterial da Ausência

A saudade do que um dia foi nos visita sem aviso. As memórias surgem de supetão, rompendo o recalque e emergindo quando menos esperamos. A gente lembra do cheiro, da risada, da forma como aquele enxergava a vida, vê aquele alguém em tudo que existiu. 

O luto não é uma linha reta, muito menos um processo que possamos reduzir a fases estáticas. É, antes, a trajetória de uma vida que se faz presente no que deixou em nós.

Em análise isso surgiu, e entendi que a dor surge desse encontro inevitável com a finitude, a compreensão de que tudo tem um fim. Experienciar o luto exige recursos emocionais profundos para atravessar o vazio e simbolizar a ausência.

Na clínica psicanalítica, o luto é visto como uma travessia de identificações. Atravessar o luto não significa esquecer, mas transformar a dor paralisante em saudade. Esse processo nos humaniza ao nos colocar diante do nosso próprio desejo, que é essencialmente marcado pela falta. E quando a saudade deixa a gente falar, conseguimos simbolizar. 

Viver o luto é como aprender a ler em uma nova língua: a princípio nada faz sentido, mas aos poucos a ausência começa a ganhar palavras. Como Freud (1917) explicou, o luto não é uma doença, mas um “afeto normal”, uma reação natural ao perdermos alguém que amamos ou até um ideal.

Fazer o luto é, em última instância, uma operação de separação que permite ao sujeito se autorizar a continuar vivendo, carregando consigo os traços simbólicos de quem partiu (Dunker, 2019)

Referências utilizadas:

DUNKER, Christian Ingo Lenz. Teoria do luto em psicanálise. Curitiba, 2019. Conferência.

FREUD, Sigmund. Luto e melancolia (1917). São Paulo: Cosac Naify, 2011.

O LUTO e a psicanálise. In: Psicanálise de Boteco. Entrevistada: Helena Cunha Di Ciero. [S. l.]: Spotify, 3 set. 2022. Podcast. Disponível em: . https://open.spotify.com/episode/5j7gDsmV2BARCJ16WbctWh?si=RynVQa5OTaqLkvRWvVxISA&utm_source=copy-linkAcesso em: 20 ago. 2026.

#psicanálise #luto taken in Americana, Sao Paulo by @psi.maridocusse
36
2 months ago
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Sustentar o próprio desejo da medo, e não tem como fugir disso. Lendo o livro da Vera, o que ficou para mim é que bancar o que nos move não é sair por aí fazendo tudo o que dá na telha, mas ter a coragem de assumir o preço das nossas escolhas. 

É parar de pedir lugar para existir só para agradar a expectativa dos outros, e entender que liberdade pode ser vivida quando a gente reconhece e aceita os nossos próprios limites. 

O desejo não quer perfeição, ele quer espaço para passar, correr e ser visto. taken in Americana, Sao Paulo by @psi.maridocusse
32
a month ago
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Entre atendimento, supervisões e feriado. by @psi.maridocusse
5
a month ago
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Nessa segunda tivemos mais uma edição da nossa roda de conversa. 

Um encontro conduzido pela @psicoheloisaperessim e pela @psi.maridocusse que falaram sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher, como identificá-los e quais caminhos podem ajudar na proteção e no enfrentamento dessas situações.

Falamos também sobre a importância de conhecer o próprio corpo, desenvolver confiança e aprender a se defender. Mostrando também como as artes marciais podem ser uma ferramenta de autonomia, consciência e segurança para as mulheres.

Gostaríamos de agradecer a todas que estiveram presente hoje, especialmente àquelas que fizeram esse momento acontecer @psicoheloisaperessim @psi.maridocusse e nossa instrutora de muay thai @nathvilasboass

Venha conhecer a Faita Artes Marciais.
Agende sua aula experimental.
📞(19) 99860-9989
📍Rua Santa Amélia, 219, Vila Belvedere - Americana/SP

#FaitaArtesMarciais #MuayThai #muaythaifeminino #ArtesMarciais #Mulheres by @psi.maridocusse
5
a month ago
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Despedindo de julho, das últimas férias da graduação. É coisa de brasileiro fazer tudo ser tão simbólico assim, mas qual é a graça da vida se a gente não colocar um pouco de purpurina nela?

No Céu da Língua, Gregório Duvivier escreve: “O fato é que vivemos num estado permanente de despedida, e gostamos de usar o fim provável das coisas como um pretexto pra festejá-las. ‘Por isso temos braços longos: para os adeuses’, diz Vinicius de Moraes.”

Acho que é isso. A gente inventa rituais para conseguir dizer tchau. E, às vezes, transformar um fim em celebração é só um jeito bonito de agradecer pelo que foi vivido. by @psi.maridocusse
18
2 months ago
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Hoje tivemos mais uma edição da nossa Roda de Conversa.
 
Queremos que a Faita Artes Marciais seja um espaço onde cada mulher se sinta acolhida, respeitada e fortalecida. Um lugar para desenvolver técnica, confiança, autoestima e criar conexões.

Um agradecimento especial a @maridocusse , estudante de psicologia que conduziu nossa conversa e a @nathvilasboass , nossa instrutora de hoje.

Obrigado a todas que participaram desse momento tão especial. Que este seja apenas mais um passo na construção de um ambiente cada vez mais forte, unido e acolhedor para todas as mulheres.

Entre em contato e venha treinar com a gente.
📞(19) 99860-9989
📍Rua Santa Amélia, 219, Vila Belvedere - Americana/SP

#FaitaArtesMarciais #MuayThaiFeminino #Autoestima #ArtesMarciais by @psi.maridocusse
12
4 months ago
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📖🍀 by @psi.maridocusse
12
5 months ago
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A próxima estação foi Hogwarts, e na minha cabeça foi real. by @psi.maridocusse
8
7 months ago
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 by @psi.maridocusse
8
7 months ago
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taken in Saint Augustine, Florida by @psi.maridocusse
18
8 months ago
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