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Atendimentos online ou presenciais em Pinheiros (estação Oscar Freire do metrô).
Facilitador de grupos reflexivos pelo @coletivo_feminista.
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Este post faz parte da Campanha contra Violência de Gênero proposta pelo Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde.

Aqui reafirmamos que essa não é uma luta só das mulheres. Precisamos de homens engajados, inconformados com a realidade que a masculinidade está produzindo e, mais do que isso, implicados na transformação.

#masculinidades #masculinidadesaudável #violênciadegênero by @psi.moretti.thi
5
6 months ago
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Em agosto, o @coletivo_feminista inaugura um novo espaço no qual homens – cis e trans de diferentes pertencimentos sociais – podem pensar a si mesmos em conversação. O grupo reflexivo de gênero do @coletivo_feminista é uma iniciativa que pretende oferecer condições para encontros, trocas, para o pensar em voz alta e a partir das histórias de diferentes sujeitos. No processo, a expectativa é que além de possibilitar que os homens produzam elaborações sobre si mesmos, suas vidas e suas relações, possam também rasurar imagens restritivas sobre o que significa ser homem e produzir ferramentas alternativas para lidar consigo e com as pessoas a sua volta, incluindo mulheres, outros homens e também sujeitos que escapam aos binarismos de gênero.

Cada encontro do grupo reflexivo terá uma temática e será acompanhado por uma dupla de facilitadores, que inclui profissionais de diferentes áreas (das artes cênicas à psicologia) com experiência na facilitação de espaços reflexivos e no manejo com questões relacionadas às masculinidades.

Os encontros serão quinzenais, às terças-feira, das 19h30 às 21h30, por meio de plataforma de videoconferência, com a participação de até 20 homens. Para sua realização, haverá uma taxa de contribuição mensal com três opções de valores. Além disso, uma parcela das vagas será gratuita e homens interessados poderão pleitear tais vagas por meio do link do Sympla na Bio.

A contribuição terá um duplo sentido: não apenas será o que possibilitará o grupo reflexivo “Masculinidades em perspectiva”, mas também apoiará as atividades de outra iniciativa conduzida pelo @coletivo_feminista no enfrentamento da violência de gênero.

Para saber mais e se inscrever, acesse o link da Bio e confira no carrossel o tema dos primeiros encontros! Não esqueça de compartilhar com homens de seu convívio que possam se interessar em pensar a si mesmos e produzir novas possibilidades de estar no mundo.

#masculinidades #gruposreflexivos #equidadedegenero by @psi.moretti.thi
4
2 years ago
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Ainda que a expulses com um forcado, a natureza voltará a aparecer."
.
 Freud cita Horácio no texto da Gradiva para comparar a força pulsional reprimida com a força de uma natureza que sempre volta.

Sempre me impressionou o estrago lento e forte que as raízes de uma árvore fazem contra nosso ímpeto de civilização. .

Poder ser como elas é lembrar que o corpo também é natureza. by @psi.moretti.thi
2
7 years ago
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O corpo e os afetos têm seu próprio tempo.

Imaginem um corpo que não pôde sentir. O atravessamento da cidade, suas obrigações e compromissos - a insensibilidade do calo.

O processo analítico abre espaço, deixa fluido.

Como cuidar do que não foi dito, sentido e vivido?

Como cuidar do espaço para que o corpo sinta?

Análise como possibilidade de reencontro com os afetos.

Como experimentação de um novo sentido à passagem do tempo. by @psi.moretti.thi
8
7 years ago
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“Acordo, desacordo, prazer, desprazer, medo, raiva ou tranquilidade. O silêncio poderia ser um sinal de satisfação, de mútua compreensão e compaixão. 
Ou, pode indicar um vazio e uma completa ausência de afeto. 
O silêncio humano pode irradiar calor ou causar calafrio. Em um momento, ele pode ser laudatório e aceitador; no próximo, ele pode ser cortante e desdenhoso. 
O silêncio pode expressar graça, presunção, vaidade, taciturnidade ou humildade. O silêncio pode significar sim ou não. Ele pode ser dar ou receber, ser direcionado a objetos ou narcísico. O silêncio pode ser o sinal de derrota ou a máscara da maestria.  Quando situações de vida e morte estão sendo vividas, há pouca ocasião para as palavras. O silêncio pode ser discreto ou indiscreto. .

Um silêncio cuidadoso serve para prevenir a expressão de pensamentos e sentimentos inapropriados.”
.
. 💻 E vocês, já assistiram a "O silêncio dos homens"? O que acharam?💻 .
.
É interessante pensar como a masculinidade parece dizer tanto mas acaba sendo tão pouco. Isso porque preencher o silêncio com palavras não é necessariamente utilizá-lo na transmissão de algo - na expressão de algum afeto.
.
Quais sensibilidades podem habitar o masculino? Como encontrar os espaços de escuta e fala para que isso aconteça? .

Basicamente; como inventar para si (e em conjunto) uma masculinidade boa e possível?
.
. - Zeligs, M. A. (1961). The psychology of silence: its role in transference, countertransference, and the analytical process. by @psi.moretti.thi
2
7 years ago
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Do nosso último encontro com o projeto Brinca Corpo!

Juntamos expressão e consciência corporal da anti-ginástica com atividades musicais criativas & interativas.

Nessa aula: de quantas curvas é feito um corpo? Quantos movimentos possíveis a partir delas?

As crianças inventaram possibilidades de dança com as curvas. Eu fiquei com a sonoplastia de suas in(ter)venções.
No vídeo vocês encontram nossa tentativa!

Feliz de estar compondo com @danielabfisio e @laura.gadelha_profissional esse projeto novinho saindo do forno! by @psi.moretti.thi
3
7 years ago
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intervenções poético-bibliotecárias by @psi.moretti.thi
1
7 years ago
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3. Converse

Dessa vez não só com o paciente, mas com quem possa te ajudar.

Quem já ouviu falar que psicólogo também faz terapia? Sim, isso acontece. Mas acontece também algo muito importante chamado de Supervisão. É onde se conversa com um psicólogo mais experiente sobre os casos que você atende. É quem vai poder indicar se sua atuação vem sendo boa e onde ou como seria bom melhorar.
Esse profissional escolhido a fornecer uma supervisão é quem pode te orientar em relação às contra-transferências (veja o  tópico “Escute” desta série). Ele ajuda a compreender a dinâmica entre quem fornece o serviço e quem o recebe. É daí que tiramos ideias.

A atuação nos campos da saúde carece de supervisão porque precisamos sair da ilha para ver a ilha. No caso do trato da saúde com os outros, nossa relação se torna muito mais intensa. Existem pontos cegos no ouvido. É necessário encontrar quem possa orientar e ter ideias para atuações sempre melhores e mais funcionais.

E ainda mais um motivo para produzir conversa (que talvez me tenha feito criar esse @um_esquizoanalista e vir aqui conversar com vocês): produzir uma rede de encontro.
Saber quem pensa contigo, procurar a força no encontro, encontrar quem possa estar junto.

Tudo isso conta e pesa na construção de uma prática de saúde. E a primeira pessoa que precisa buscar tal prática é quem nela atua.

P.s.: Escrevi em tópicos separados, mas cada etapa tem relação intrínseca à outra. Elas andam juntas. . [texto 3 da série: três passos de um atendimento em musicoterapia.] by @psi.moretti.thi
3
7 years ago
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2. Invente

É bom estar preparado para as intervenções! Saber qual instrumento levar, ter na cabeça um esboço do que será feito. Dependendo de onde trabalhar, seus planejamentos serão sempre interpelados: isto pode ser bom ou ruim. Quando ceder ao desejo do outro e tentar fazer algo que não estava, talvez, pronto? É quando acontece a clínica: quando damos a cara ao tapa (à chance de se afetar das mais diferentes formas). Aqui consigo falar mais claramente sobre casos.

Casa de repouso: uma senhora fala “vem cá, menino. Vem cá! Vem cá.”. Eu vou, me aproximo para ouvir o que ela diria.
Ela não diz nada. Apenas começa a puxar a manga da minha camiseta até a altura da gola. Em poucos segundos ela estava segurando minha roupa muito firmemente de onde eu não conseguiria sair. Pensei “Lascou, a senhora nunca mais me solta agora e qualquer tentativa de soltar a mão dela com a minha seria muito ruim, cômica e péssima.”
Uma Ideia Surgiu: “nossa, Dona Iolete! O que é isso na sua mão? Caramba que interessante...”
Dona Iolete: “o que? O que?!” - “isso aí que a senhora tá segurando nossa que que é isso”
Dona Iolete abre a mão e me safo de suas garras para sempre.

Isso ninguém ensina. Geralmente precisamos criar saídas no famoso se vira nos trinta.

Uma maneira fácil e boa de engendrar pessoas em grupos no fazer musical é colocando o nome dela nas histórias. Eu gostava de fazer com Dona Iolete na música Muié Rendeira: ‘Lampião desceu a serra
Deu um baile em cajazeiras
Botou a Dona Iolete pra dançá
Muié rendeira’

Ou ainda: ‘Todas moça da cidade
Num tem mais ocupação
Só fica na janela namorando o Seu Paulo’

Veja que não interessa a rima. Interessa o efeito. Ele funciona? Alguém achou graça? Alguém começou a prestar atenção porque o próprio nome foi citado?

Outro jeito fácil é pedindo que completem as frases da música. Isso acontece por já terem ouvido um refrão antes ou mesmo por intuição, enigma, charada... Exemplo de Jorge Mautner em “Lenda do pégaso”:
. ‘Era uma vez, vejam vocês, um passarinho feio
Que não sabia o que era, nem de onde veio
Então vivia, vivia a sonhar em ser o que não era
Voando, voando com as asas, 
Asas da...(?!) quimera .
.
<continua nos comentários! > by @psi.moretti.thi
6
7 years ago
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Primeiro passo: Escute. .

Conheça o paciente. Queira saber de sua história, seus pais, onde vive, como viveu, qual tipo de música ele gosta, etc. Os médicos chamam isso de anamnese. É onde você consegue compreender dados da vida de um sujeito. Nos primeiros encontros isso é mais evidente, mas isso se atualiza até o fim deles.

Uma grande diferença entre estar à frente de alguém com o intuito musicoterapêutico (e não apenas musical) é que muitas vezes o uso da música é um caminho, não um fim em si mesmo. Se utiliza a música para entender e trabalhar traços de personalidade, escolhas de vida e os desejos de quem está contigo. Você toca se fizer sentido.

Escute seu corpo antes, durante e após o atendimento. Os dados sobre si dizem muito sobre como e quem é o paciente: funcionamos como espelhos, ou de forma complementar aos outros - estamos sempre em relação. Isso significa que seus afetos estão de acordo com os de quem você escuta. Na clínica psicanalítica isso é chamado de contra-transferência. A análise da CT ajuda a ter mais dados sobre o paciente e a ter melhores intervenções.

A escuta também entra em saber dar pausas, não tocar algumas músicas ou tocar outras e sentir quando terminar ou começar o atendimento. Lembrando de que o silêncio também é música.

Com o tempo, a troca de sons vai criando algo de uma repetição. Podemos chamar de vínculo. Uma política de amizade. Isso acontece em terapia através da fala. Na musicoterapia, há o plus da música – que não precisa de palavras para ser sentida ou compreendida. Como disse Décio Pignatari:

Os ouvidos não têm pálpebras. .
[texto 1 da série: três passos de um atendimento em musicoterapia. continua em mais 2!] by @psi.moretti.thi
5
7 years ago
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Recentemente um amigo da educação musical me mandou uma mensagem perguntando se eu tinha o que dizer sobre Musicoterapia no encontro com pessoas com Deficiência Intelectual para que ele usasse em suas aulas. 
Acabei descobrindo que sim!
.
Por isso resolvi fazer um pequeno texto em 3 partes falando um pouco sobre orientações em atendimentos de musicoterapia.  Escrevo aqui de uma maneira mais branda e levando em consideração uma atuação ativa/participativa de quem recebe a música. Se trata de possibilidades de atendimento tanto com uma população típica quanto atípica. .

Por fim, escrevo seja para ajudar na compreensão de que um atendimento em musicoterapia é dotado de uma técnica específica ou ainda para instigar quem faz esse trabalho (ou quer começar a fazer, como já me contaram por aqui) de maneira leiga a se aperfeiçoar a partir desse esboço de projeto teórico.

Vou postando aos poucos. Espero que gostem e mandem aos amigos que se interessam pelo campo. 🙂

ah! a foto é  do filme "Viva!". já assistiram? é bem bonito. by @psi.moretti.thi
2
7 years ago
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O desejo de se fundir com outro organismo no abraço genital é tão forte no organismo encouraçado como no não encouraçado. No organismo encouraçado ele será até mais violento porque a satisfação total está bloqueada.
.
.  Enquanto a Vida simplesmente ama, a vida encouraçada "fode".
.
Onde a Vida se desenvolve livremente em suas relações de amor como o faz em todas as outras coisas, ela permite que suas funções progridam lentamente, desde os primeiros estímulos até a plenitude do clímax alegre, tanto em se tratando de uma planta que passa da minúscula semente a árvore em flor, e depois a árvore frutífera, como da fé em uma ideologia libertadora; da mesma maneira, a Vida deixa amadurecer lentamente suas relações de amor, do primeiro olhar até o abandono completo durante o abraço palpitante. .
.
A Vida não se precipita para o abraço.
. .
Ela não tem pressa, a não ser que um longo período de continência total torne necessária uma descarga instantânea de energia vital. O homem encouraçado, trancado na prisão de seu organismo, vai direto à foda. Sua linguagem horrível trai suas disposições emocionais: ele quer "pegar uma mulher", pela força ou pela sedução. Parece absurdo ao homem encouraçado ficar a sós, durante certo tempo, com uma pessoa do sexo oposto, sem "tentar pegá-la" contra sua vontade.
.
. . - Wilhelm Reich, 1953.
“O assassinato de Cristo”. capítulo III:
O abraço genital. .
- desenho @portroche by @psi.moretti.thi
6
7 years ago
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