Instagram story viewer> @psidebsequeira> Posts
877
followers
673
following
Psicóloga & Psicanalista ★
Saúde mental | Psicóloga Hospitalar
O amor atravessa a minha clínica
📍 Rio de Janeiro | RJ
↓ Agende sua sessão
POSTS STORIES REELS TAGGED
Download All
“Como eu sei se encontrei a psicóloga certa?” 

Essa é uma das perguntas que mais recebo.

E, para ser sincera, não acredito que exista um profissional perfeito para todo mundo.

Mas acredito que exista um encontro em que você se sente seguro o suficiente para começar a falar.

A relação terapêutica é um dos pilares do processo. É ela que permite que perguntas difíceis apareçam, que dores encontrem um lugar e que, aos poucos, novas formas de existir possam ser construídas.

“E se eu não souber o que dizer?”

“E se eu chorar?”

“E se eu travar?”

“Será que ela vai me julgar?”

A verdade é que você não precisa chegar com tudo organizado.

Você não precisa encontrar as palavras perfeitas.

Você não precisa esconder aquilo que sente.

A terapia é um espaço construído justamente para que isso possa acontecer no seu tempo. Um tempo que construiremos juntos. 

Quando decidir iniciar esse processo comigo, saiba que é essa psicóloga que vai estar te esperando do outro lado da linha. Vou te oferecer uma escuta ética, sem julgamentos e comprometida com a sua história. Estarei pronta para te escutar, caminhar ao seu lado e sustentar, junto com você, aquilo que hoje talvez pareça pesado demais para carregar sozinho.

Com carinho,

Deb. 🤎 by @psidebsequeira
0
3 months ago
Download
Quantas músicas já conseguiram explicar algo que você ainda não sabia colocar em palavras?

Foi exatamente essa pergunta que deu origem ao primeiro Divas no Divã 🌟

A Psicanálise sempre encontrou um jeito de atravessar a arte. E a arte, por sua vez, sempre encontrou um jeito de contar histórias profundamente humanas.

Livros, filmes, séries e músicas frequentemente descrevem experiências que também aparecem na clínica: o amor, o luto, os recomeços, os vínculos, os medos e as repetições.

Por isso, a ideia não é analisar quem escreveu essas obras.

É olhar para as histórias que elas contam e, através da perspectiva psicanalítica, compreender um pouco mais sobre nós.

Começamos com right where you left me, uma música que descreve uma sensação que muitas pessoas conhecem: a de perceber que o mundo continuou andando enquanto uma parte de nós ainda tentava compreender uma perda.

Talvez seja justamente por isso que algumas músicas permaneçam conosco por tantos anos. Não porque contem a história de quem as escreveu. 

Mas porque, em algum momento, acabam contando um pouco da nossa também. 🤎

Qual obra da cultura pop você gostaria de ver no próximo Divas no Divã?

#psicanálise #psicanaliseliteratura #taylorswift #swifties by @psidebsequeira
4
3 months ago
Download
Talvez o mais curioso sobre a Psicologia seja que ela comece muito antes do primeiro atendimento.

Ela começa na forma como aprendemos a olhar para o mundo.

Eu, por exemplo, sempre gostei de histórias. Acho que comecei a enxergar o mundo através das lentes que fui encontrando pelo caminho.

Vi um mundo nas histórias escritas nos livros, nas contadas pelos filmes, nas cantadas pelas músicas e, principalmente, naquelas que as pessoas carregam dentro de si.

Talvez seja por isso que meu Trabalho de Conclusão de Curso tenha sido sobre o amor na Psicanálise. E talvez seja por isso, também, que eu continue tão interessada em ouvir as histórias que vocês têm para contar.

Acredito que os sintomas não aparecem por acaso. Que aquilo que sentimos sempre tenta nos dizer alguma coisa. E que, muitas vezes, compreender a nossa própria história muda a forma como vivemos o presente. E, principalmente, a forma como escolhemos viver o futuro.

Por aqui, quero falar sobre saúde mental de um jeito acessível. Sem complicar aquilo que já é, por si só, suficientemente complexo. Quero aproximar a Psicologia da literatura, da cultura pop, da música e das pequenas cenas do cotidiano. Daquelas que encontramos no metrô, nas séries que assistimos, nas conversas entre amigos na mesa de bar ou nos assuntos que estão circulando pela internet. 

Quero que este seja um espaço de conhecimento, mas também de acolhimento. Divertido, sem deixar de ser sério. 

Se você chegou até aqui, seja muito bem-vindo.

Espero que, em algum momento, alguma dessas palavras também encontre você. 🤎 by @psidebsequeira
8
3 months ago
Download
Em Obsessão, Bear quer ser amado por Nikki. 

Mas existe uma diferença enorme entre desejar ser escolhido por alguém e tentar retirar do outro a possibilidade de escolher.

Quando ele usa um objeto sobrenatural para fazer Nikki se apaixonar, o que está em jogo deixa de ser apenas “amor” e passa a ser controle.

Controle sobre o corpo do outro.Sobre seus limites. Sobre suas escolhas. E, talvez principalmente, sobre aquilo que o outro deseja.

A Psicanálise nos lembra que o outro nunca existe apenas para satisfazer aquilo que queremos dele. Amar alguém implica reconhecer que existe ali um sujeito separado de nós, com desejos próprios, inclusive com a possibilidade de não nos escolher.

E é justamente essa impossibilidade que Bear tenta eliminar.

Ele não quer apenas o amor de Nikki. Ele quer garantir esse amor.

Quer retirar da relação aquilo que é mais angustiante e, ao mesmo tempo, mais essencial: a liberdade do outro de desejar ou não desejar.

Mas, quando a escolha desaparece, alguma coisa fundamental também desaparece junto. Porque possuir o corpo de alguém não é ser desejado por essa pessoa. Controlar suas ações não é produzir reciprocidade. E obrigar alguém a ocupar o lugar que desejamos não transforma esse vínculo em amor.

Talvez uma das fronteiras mais importantes entre amor e obsessão esteja justamente aqui: no que somos capazes de fazer quando descobrimos que o desejo do outro não nos pertence. 

P.S.: E parece que Obsessão foi só o começo para Inde Navarrette. 

Depois de dar vida à Nikki, a atriz acaba de ser anunciada como a nova Vampira dos X-Men no MCU. 
De uma personagem que teve seu próprio desejo atravessado e seu corpo colocado sob o controle de outro para uma mutante cuja história também passa, de maneiras muito diferentes, pelo corpo, pelo toque e pelos limites entre ela e o outro…

Confesso que fiquei ainda mais curiosa para vê-la nesse papel. 🤎 

#psicanálise #filmeseseries #obsessao #psicologaclinica taken in Leblon, Rio De Janeiro, Brazil by @psidebsequeira
2
2 months ago
Download
Existe um cansaço que não passa com descanso.
Nossa curadora parceira Déborah Sequeira (@psidebsequeira) escreveu sobre essa voz que não encerra o expediente, que chega seduzindo, que pergunta baixinho se você não poderia estar fazendo mais.
A psicanálise fala sobre essa voz há muito tempo. Freud a chamou de supereu. Lacan mostrou que ela não apenas proíbe, ela ordena. Produza mais. Aproveite mais. Seja mais.
E é dentro dessa exigência que o cansaço encontra sua língua.
O artigo completo está no site. O link está na bio.
#psicanálise #psicologia #culturacontemporânea #supereu #vidapsíquica by @psidebsequeira
0
2 months ago
Download
Acho chique quem se escuta, quem revê, quem muda, quem volta no mesmo assunto e tenta entender por que ele ainda insiste.

No fim das contas, acho que o mais chique é sustentar o próprio desejo. 🤎 

#psicanáliseclínica #psicóloga #psicologiaonline by @psidebsequeira
6
2 months ago
Download
Em We Almost Broke Up Again Last Night, o ponto mais interessante não é o fato de a relação quase terminar outra vez.

É que a personagem construída por Sabrina Carpenter sabe que aquilo está se repetindo.

Ela reconhece a cena. Reconhece o ciclo. Reconhece que já esteve ali inúmeras vezes. E, ainda assim, permanece.

O sujeito não é governado apenas por aquilo que sabe conscientemente. Freud percebeu algo profundamente incômodo sobre nós: existem modos de relação e posições que podem se repetir, mesmo quando gostaríamos de fazer diferente.

A compulsão à repetição aparece justamente nesse retorno ao que já é conhecido, inclusive quando esse conhecido produz sofrimento.

Aquilo que nos prende a uma repetição nem sempre está disponível ao saber consciente. Uma relação pode frustrar e, ainda assim, oferecer alguma forma de satisfação psíquica.

Pode ameaçar acabar e, paradoxalmente, ser justamente nesse movimento de ruptura e retorno que o vínculo encontra uma maneira de continuar existindo.

É justamente aí que o trabalho de análise pode começar: na possibilidade de escutar o que existe naquela repetição, qual lugar ocupamos nela e o que continuamos encontrando ali. 🤎

#psicanálise #culturapop #psicanáliseclínica #sabrinacarpenter #trechosdemusicas by @psidebsequeira
5
2 months ago
Download
Existe um tipo de perda difícil de explicar: aquela de uma história que quase aconteceu. Não houve namoro. Talvez nem tenha existido uma relação propriamente dita. E, ainda assim, dói. Dói muito. 

O sofrimento não depende apenas daquilo que aconteceu concretamente. Ele também passa pelo investimento psíquico que fazemos em uma pessoa, em uma possibilidade, em um futuro imaginado. O “quase-alguma-coisa” já carregava planos, expectativas, cenas que não saíram da mente e uma versão sua que só existiu dentro daquela história. E, quando essa possibilidade desaparece, tudo isso também se perde. 

Talvez exista ainda outro detalhe: o que não chegou a acontecer permanece menos submetido à realidade. Não houve tempo para descobrir incompatibilidades, atravessar frustrações e conhecer os limites daquela relação. Então, a fantasia pode continuar insistindo. 

Além disso, términos costumam ter algum tipo de fechamento, mesmo que imperfeito. O “quase” muitas vezes deixa perguntas abertas: “E se eu tivesse dito?”, “E se fosse em outro momento?”, “Será que poderia ter dado certo?”

Por isso, elaborar um “quase” pode ser tão difícil. Essa falta de conclusão pode manter o investimento naquela história por mais tempo. Você não está apenas se despedindo de uma pessoa. Está se despedindo da possibilidade. 

#relacionamento #psicanáliseclínica #textosdeamor #psicóloga #textosreflexivos by @psidebsequeira
0
2 months ago
Download
🚨alerta spoiler: 

O luto nem sempre acontece quando alguém morre.

Às vezes, ele acontece quando uma vida inteira deixa de existir.

Em Spider-Man: Brand New Day, Peter Parker continua vivendo em um mundo onde as pessoas que ama ainda existem… mas já não se lembram dele. Ao mesmo tempo, ele carrega a ausência definitiva da tia May. É um luto silencioso: ele perdeu vínculos, histórias compartilhadas e a possibilidade de ser reconhecido por quem ama.

Jean Grey vive outra experiência de perda. Rejeitada pela mãe e movida pelo objetivo de encontrar a irmã, ela coloca tudo em risco. Sem medir consequências. Quando descobre que essa irmã morreu, a dor se transforma em raiva e ameaça consumir quem ela é.

O luto não é apenas sobre perder alguém. É sobre o trabalho psíquico de encontrar um novo lugar para aquilo que foi perdido.

Peter e Jean respondem de maneiras diferentes a essa dor. Ela quase desaparece dentro da própria perda. Ele escolhe continuar vivendo, mesmo carregando as suas.

Quando Peter diz que, agora, Jean também tem a ele, ele não está apagando a dor dela. Está oferecendo algo que o luto muitas vezes ameaça destruir: a possibilidade de um novo vínculo.

Porque elaborar um luto não significa esquecer.

Significa permitir que a vida volte a criar espaço para novos encontros, sem que o amor por quem foi perdido precise desaparecer.

Talvez seja isso que o novo filme do Homem-Aranha nos ensine sobre o luto: ele não nos pede que deixemos de amar quem perdemos. Ele nos convida, pouco a pouco, a encontrar uma nova forma de seguir vivendo sem que essa ausência ocupe todo o nosso presente. Sem que a perda defina quem somos. 

#psicanálise #jeangrey #homemaranha #psicanaliseclinica by @psidebsequeira
19
2 months ago
Download
Existe uma ideia de que é perda de tempo falar de outras pessoas durante uma sessão de análise.

Mas, muitas vezes, a sessão começa assim: “Minha mãe fez isso…”, “Meu chefe disse aquilo…”, “Meu namorado…, “Minha amiga…”

À primeira vista, parece que estamos falando apenas do outro. Mas, aos poucos, uma pergunta aparece: O que essa relação desperta em você? O que te atravessou? 

O analista não se interessa apenas pelos acontecimentos. Ele também se interessa pela forma como cada um de nós vive esses acontecimentos.

Duas pessoas podem passar exatamente pela mesma situação. Ainda assim, ela ocupará lugares completamente diferentes em cada história.

Por isso, às vezes, você entra na sessão querendo falar de alguém…

…e sai falando de você. 

🤎 #psicologiaonline #psicanálise by @psidebsequeira
0
2 months ago
Download
Freud dizia “onde quer que eu vá, descubro que um poeta já esteve lá antes de mim.” E é isso que Jão faz, questiona, escancara e elabora. 

Talvez a maior angústia do luto seja justamente essa que é colocada por ele no centro do debate. Por que continuamos amando aqueles que já perdemos? 

Em Luto e Melancolia, Freud propõe que existe um trabalho psíquico diante de toda perda. Não porque precisamos esquecer. Mas porque aquilo que foi perdido continua ocupando um lugar imenso dentro de nós.

Se a saudade é o amor que fica, é seguro dizer que não obedece ao relógio. Nem à lógica. Nem à seleção natural.

Talvez por isso a pergunta do Jão seja tão bonita e absolutamente ordinária. Ele traz a reflexão sobre uma experiência profundamente humana. 

A Psicanálise se encontra com Jão. Até digo que caminham de mãos dadas. Ambos perguntam: O que fazemos com esse amor quando ele já não encontra mais o outro?

Jão encontrou as palavras e nelas se agarrou. O processo do luto permite que o investimento afetivo encontre novas formas de existir. A arte, no caso do Jão, parece ser justamente uma dessas formas. 🤎🌟 

#psicanálise #luto #memóriaspóstumas #jão #psicanaliseclinica by @psidebsequeira
8
2 months ago
Download
“Parece que estou falando da mesma coisa de novo…”

Essa frase quase sempre vem acompanhada de culpa, como se revisitar uma história fosse sinal de que nada mudou.

Freud nos mostra que aquilo que insiste em voltar costuma carregar algo que ainda está em processo de elaboração. E é justamente na análise que essa repetição pode, aos poucos, ganhar contorno. 

Até que um dia percebe que consegue contar a “mesma história” sem precisar revivê-la.

A história pode até parecer a mesma. Mas é contada de outros ângulos, em outro tom, de outros momentos da vida. 

Ganha novos sentidos. Outras cores. Você fala mais uma vez e percebe que já não ocupa o mesmo lugar dentro dela. Você mudou. 

A narrativa não é mais a mesma, ressoa de maneiras diferentes. E é justamente aí que a terapia acontece. Só não é percebido de uma vez só… 🤎 by @psidebsequeira
0
2 months ago
Download
×

Download all media on this page

Photos Videos
back to up