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🎯 Radar da Pista
A música eletrônica além da pista.
Notícias, cultura, memória e bastidores da noite.
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Algumas casas fecham as portas. Outras continuam abertas na memória de quem viveu.

A Cantho Club foi uma dessas casas. Por mais de 15 anos, ocupou um lugar especial no Largo do Arouche e atravessou diferentes fases da noite LGBTQIA+ de São Paulo.

Teve flashback, pop, samba, música eletrônica, performances, afters e projetos que ganharam vida própria. Entre eles, o Private, projeto de Hugo Henrique que, durante sua passagem pela Cantho, contou com Vinicius Scippe na realização.

Foram milhares de noites, encontros, histórias e personagens que ajudaram a construir a memória daquela pista.

Agora queremos saber de quem estava lá: qual é a sua lembrança da Cantho?
Uma festa, um DJ, uma performance, uma paquera, uma música ou simplesmente aquela noite que você nunca esqueceu.

Conta aqui nos comentários. 👇🪩 taken in Cantho Club by @radardapista
388
a month ago
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Tem lugares que fecham as portas, mas nunca deixam de existir na memória de quem viveu aquela pista. ❤️‍🔥

Por mais de oito anos, a Hot Hot fez parte da noite paulistana e se tornou um importante ponto de encontro para o público LGBT.

O corredor, a escadaria, as performances, os domingos de Plastika, os personagens que viraram parte da história da casa e uma pista onde muita gente encontrou liberdade para simplesmente ser quem era.

Inaugurada em 2009 por Flávia Ceccato, a Hot Hot não nasceu como um clube exclusivamente gay. Foi a própria relação construída com o público que transformou sua identidade ao longo dos anos.

Em 2018, o ciclo chegou ao fim. Mas quem viveu sabe: algumas pistas continuam existindo nas histórias que a gente conta.

🔥 Você frequentou a Hot Hot? Qual memória dessa época nunca saiu da sua cabeça?

Marca aqui aquela pessoa que provavelmente dividiu essa pista com você. by @radardapista
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2 months ago
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Calvin Harris está confirmado para mais um grande encontro com o público brasileiro. O DJ e produtor escocês será a atração principal da primeira edição do Rio Summer Sounds, novo evento de música eletrônica anunciado pela Globo na quarta-feira (14).

A estreia está prevista para novembro de 2027, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, com acesso gratuito e transmissão da emissora. A proposta é transformar a orla carioca em palco de grandes apresentações internacionais, com edições anuais previstas para os próximos cinco verões.

O anúncio acontece em um momento de forte conexão de Calvin Harris com o Brasil. Em fevereiro de 2026, o artista comandou um megabloco gratuito na Rua da Consolação, em São Paulo, reunindo cerca de 1,6 milhão de pessoas, segundo a organização. A apresentação entrou para o Guinness World Records como o maior público registrado em um DJ set de um único artista.

Em setembro, Harris também foi atração principal do Palco Mundo do Rock in Rio, levando seus sucessos a uma multidão que permaneceu diante do palco mesmo sob chuva e baixas temperaturas.

Dono de hits como Summer, Feel So Close, One Kiss e This Is What You Came For, o produtor se tornou um dos nomes mais populares da música eletrônica mundial, acumulando bilhões de reproduções e colaborações com artistas como Rihanna e Dua Lipa.

O Rio Summer Sounds amplia a presença da música eletrônica entre os grandes espetáculos gratuitos realizados em espaços públicos brasileiros. A iniciativa também coloca Copacabana no calendário de eventos internacionais dedicados ao gênero.

A data exata do show e os demais artistas da programação ainda não foram divulgados. by @radardapista
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16 hours ago
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A inteligência artificial acaba de entrar em um novo capítulo da discussão sobre os direitos de artistas. Em uma decisão inédita, anunciada em 30 de setembro, a Justiça japonesa reconheceu que a voz de uma pessoa pode receber proteção legal contra exploração comercial não autorizada.

O julgamento aconteceu em Tóquio, após uma ação movida pelo ator e dublador Kenjiro Tsuda, conhecido por interpretar personagens de animes como Jujutsu Kaisen e Yu-Gi-Oh!.

Tsuda questionou a publicação de 188 vídeos no TikTok, entre julho de 2024 e setembro de 2025, que utilizavam uma narração gerada por inteligência artificial supostamente semelhante à sua voz. Os conteúdos abordavam lendas urbanas e assuntos sobrenaturais.

Segundo a ação, o responsável pela conta chegava a faturar entre 500 mil e 750 mil ienes por mês com as publicações. O TikTok contestou a acusação, alegando que a narração utilizava uma voz masculina genérica. Já o criador afirmou ter treinado a IA com a voz de um amigo.

O Tribunal Distrital de Tóquio reconheceu que a voz, assim como a imagem, pode representar a identidade de uma pessoa e possuir valor comercial. Por isso, sua utilização sem autorização, quando destinada a explorar esse valor, pode violar direitos.

Mas a decisão tem um detalhe importante: a Justiça rejeitou o pedido de remoção feito por Tsuda porque os vídeos e a conta já haviam sido excluídos. O tribunal também não determinou se houve, naquele caso específico, uma violação dos direitos do dublador.

Mesmo assim, o entendimento é considerado um marco no Japão, onde ainda não existe uma legislação específica que regulamente amplamente os direitos sobre a própria voz.

A decisão amplia uma discussão que também interessa a cantores, DJs, produtores e locutores, diante do avanço de ferramentas capazes de reproduzir características vocais com poucos segundos de áudio.

Até onde a inteligência artificial pode reproduzir a voz de alguém sem autorização? by @radardapista
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2 days ago
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O histórico da família Bolsonaro em relação aos direitos LGBTQIA+ está documentado. E merece ser lembrado.

Ao longo dos anos, foram declarações públicas contra a homossexualidade, ataques a iniciativas de combate ao preconceito e decisões de governo que afetaram a representação institucional da comunidade.

São fatos que não desaparecem porque o discurso político muda durante uma campanha.

É possível discordar de propostas econômicas, de políticas públicas e de diferentes visões de governo. Mas o reconhecimento da dignidade e dos direitos de uma população não deveria ser tratado como um detalhe.

O histórico de quem exerce o poder importa. E precisa ser confrontado com aquilo que essa pessoa diz defender hoje.

Os registros estão no carrossel. Leia, confira e tire suas conclusões. by @radardapista
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5 days ago
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O universo de Alice no País das Maravilhas ganha vida em uma experiência que mistura música, personagens e cenários surpreendentes neste domingo, 11 de outubro, com a realização do Hallowill, no Hotel Prince Tower, no Bom Retiro, em São Paulo.

Com início às 23h, na véspera do feriado, a festa promete transformar diferentes ambientes do hotel em uma experiência inspirada no Mundo das Maravilhas, reunindo música eletrônica, cenografia temática, personagens interativos e performances.

À frente da celebração está @djwillcapitao, acompanhado por um line-up com mais de dez artistas, incluindo @djmarodrigues, @luiz_santysmusic, @djyagolourenco, @djgiovannafurini, @djluiznasc, @souquesia, @ikedajow, @djnathalialopes, @laertdj e @djraykavittar.

Um dos principais destaques da edição será a produção visual. A proposta inclui cenografia imersiva, ambientações inspiradas nos personagens da história.

O projeto também conta com @ofabio.ribeiro na direção artística, integrando a equipe responsável pela concepção da experiência, dos ambientes e dos personagens. Nos bastidores, profissionais de diferentes áreas trabalham nos detalhes da cenografia, iluminação, performances e operação para conectar cada etapa da festa.

A expectativa é que o público encontre uma experiência que comece na chegada ao hotel e continue pelos diferentes espaços, com intervenções artísticas e elementos visuais que fazem parte da narrativa do evento.

O Hallowill acontece neste domingo (11), a partir das 23h, no Hotel Prince Tower, localizado na Rua Mamoré, 305, no Bom Retiro, em São Paulo. 

Os ingressos estão disponíveis pelo site do Grupo Ultra Eventos e no @ultraeventosbr 

Informações: Hallowill / Grupo Ultra Eventos. taken in Hotel Prince Tower Eventos by @radardapista
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6 days ago
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O Spotify anunciou uma novidade para o público brasileiro: a partir da próxima quinta-feira, 15 de outubro, os usuários poderão ouvir audiolivros diretamente no aplicativo que já reúne músicas e podcasts.

A estreia contará com mais de 6 mil títulos em português, além de acesso a um catálogo internacional com mais de 350 mil obras em diferentes idiomas. A expansão foi anunciada durante a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha. 

Para assinantes de planos Premium elegíveis, serão oferecidas 12 horas de audiolivros por mês, sem cobrança adicional. Também haverá a possibilidade de comprar obras individualmente e opções de assinatura complementar para quem desejar mais tempo de escuta. 

Entre os autores previstos no catálogo brasileiro estão Jorge Amado, Paulo Coelho, Raphael Montes e Eliana Alves Cruz, com obras de editoras como Companhia das Letras e Melhoramentos. 

Os livros terão uma área própria no aplicativo, com recomendações personalizadas, marcadores para retomar a reprodução e temporizador. Outra ferramenta é o Page Match, que permite localizar no audiolivro o trecho correspondente a uma página de uma obra impressa ou digital. 

A chegada ao Brasil faz parte de uma expansão para mais de 180 mercados até o fim de 2026. Segundo o Spotify, o número de ouvintes mensais de audiolivros na plataforma cresceu quase 40% no último ano, enquanto o tempo de escuta avançou mais de 30%. 

A novidade também amplia a concorrência com serviços como Audible, Storytel e Skeelo e coloca os livros narrados diante de um público que já utiliza o streaming diariamente. 

E você, trocaria alguns minutos de música por um audiolivro?

Fontes: Spotify Newsroom, CNN Brasil, Tecnoblog e Exame by @radardapista
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7 days ago
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Quem viveu a internet dos anos 2000 provavelmente se lembra dos recados, depoimentos, comunidades e amizades que marcaram o Orkut. Agora, o nome de uma das redes sociais mais populares do Brasil voltou a movimentar a internet.

Nesta quinta-feira (8), após uma contagem regressiva no site oficial, o criador Orkut Büyükkökten iniciou uma mobilização em torno de seu próximo projeto: construir uma experiência digital mais humana, baseada em amizades, pertencimento e conexões reais.

A iniciativa convida interessados a registrar seu apoio e indicar outras pessoas para participar. Ainda não se trata de uma rede social em funcionamento, e não há uma data de lançamento confirmada.

A proposta foi apresentada em uma carta na qual Büyükkökten critica os rumos da internet. Para ele, as plataformas passaram a priorizar algoritmos, engajamento e tempo de permanência, deixando em segundo plano as relações humanas.

O criador defende recuperar uma característica marcante do Orkut original: comunidades formadas por interesses compartilhados, conversas e amizades, em uma experiência menos dependente da disputa constante por atenção. 

Lançado em 2004 pelo Google, o Orkut se tornou um fenômeno no Brasil e foi encerrado oficialmente em setembro de 2014. As contas, fotos e recados antigos não serão recuperados nessa nova iniciativa. 

O projeto ainda precisa mostrar como pretende transformar esses princípios em uma plataforma capaz de competir com as redes atuais. Por enquanto, a novidade é o convite para reunir pessoas interessadas em participar dessa construção.

Você voltaria a usar o Orkut se ele ganhasse uma nova versão?

Fontes: Orkut.com, carta de Orkut Büyükkökten e TechTudo. by @radardapista
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8 days ago
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Um esquema que combinava inteligência artificial, milhares de contas falsas e reproduções automatizadas terminou com a condenação do músico e empresário americano Michael Smith a 18 meses de prisão e uma multa de aproximadamente R$ 40,4 milhões.

Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a fraude funcionou entre 2017 e 2024. Smith criou contas falsas em plataformas de streaming e utilizou programas para reproduzir músicas continuamente, simulando a atividade de ouvintes reais.

Com o avanço do esquema, passou a utilizar também faixas produzidas com auxílio de inteligência artificial, ampliando seu catálogo e acumulando pagamentos por reproduções que não correspondiam a uma audiência verdadeira.

Para evitar suspeitas, os acessos eram distribuídos entre milhares de músicas. Assim, nenhuma faixa concentrava um volume de reproduções tão elevado que pudesse chamar imediatamente a atenção dos sistemas de detecção de fraudes.

A dimensão da operação aparece em um dado apresentado pelas autoridades americanas: em abril de 2023, as músicas ligadas a Smith somaram 80,9 milhões de reproduções no YouTube. No mesmo período, segundo os dados citados no processo, Taylor Swift registrou 9,3 milhões.

O caso expõe uma vulnerabilidade do mercado musical: sistemas que remuneram artistas por reproduções podem ser manipulados quando contas automatizadas simulam o comportamento de usuários.

A investigação também evidencia a diferença entre utilizar IA na produção musical e empregar músicas geradas artificialmente como parte de um esquema para desviar royalties. O crime envolveu a fabricação de audiência e a obtenção fraudulenta de pagamentos.

Segundo a acusação, a operação retirou milhões de dólares que poderiam ter sido destinados a artistas e titulares de direitos legítimos.

Fonte: g1, com informações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. by @radardapista
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8 days ago
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As eleições de 2026 ampliaram a presença de pessoas LGBTQIA+ nos espaços de decisão política do Brasil. Foram 35 candidaturas eleitas para cargos legislativos, quase o dobro das 18 registradas em 2022. Juntas, elas receberam mais de 10,7 milhões de votos.

O levantamento é do Instituto Plena Cidadania (IPC), responsável pela iniciativa VoteLGBT, e considera representantes eleitos para a Câmara dos Deputados, Senado, assembleias legislativas e Câmara Distrital.

O avanço foi especialmente expressivo na Câmara dos Deputados, onde a representação passou de quatro para 13 parlamentares. O Senado manteve uma representante, enquanto outras 21 pessoas foram eleitas para legislativos estaduais e do Distrito Federal.

Há ainda um recorte político importante: todos os 35 eleitos pertencem a partidos de esquerda. São 17 pelo PT, 14 pelo PSOL, três pelo PCdoB e uma pelo PV.

A diversidade também aparece na composição do grupo: 27 são mulheres, 22 são pessoas negras e sete são mulheres trans ou travestis. A presença territorial também avançou, passando de oito estados com representantes eleitos em 2022 para 14 neste ano.

O crescimento ocorreu em uma disputa marcada também pela violência política. Em pesquisa realizada pelo IPC com candidaturas LGBTQIA+, 94% relataram algum episódio de violência durante a campanha e 81,8% situações consideradas graves.

O número de candidaturas também cresceu: foram 519 em 2026, contra 327 em 2022, aumento de 58,7%.

Com o resultado das urnas, a diversidade ganha mais espaço justamente dentro das instituições responsáveis por discutir e votar leis que podem afetar direitos, proteção contra a discriminação e políticas públicas nos próximos anos.

Fonte: Instituto Plena Cidadania / VoteLGBT, com dados do TSE. by @radardapista
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9 days ago
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Em 2007, dez deputados estaduais do Rio de Janeiro apresentaram um projeto de lei que criava regras específicas para raves e festas de música eletrônica. Entre os autores estava Flávio Bolsonaro, que na época exercia o mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro.

O PL nº 1.089/2007 previa limite de seis horas para esses eventos, presença da Polícia Militar do início ao fim, detectores de metais e autorização prévia de sete órgãos públicos. Também exigia seguro de vida e acidentes para os participantes e outras obrigações para os organizadores.

Na justificativa, os autores afirmavam que esse tipo de festa vinha causando “vários tipos de problemas” à sociedade e relacionavam esses eventos a intoxicações e à morte de um adolescente.

Segurança, fiscalização e redução de danos são discussões necessárias em qualquer grande evento. Mas a escolha de criar restrições específicas para a música eletrônica também ajuda a lembrar que política e pista nunca estiveram completamente separadas.

A própria história dessa cultura passa por grupos que durante décadas enfrentaram preconceito e exclusão. O house se desenvolveu em uma cena fortemente ligada às comunidades negras, latinas e LGBTQIA+ de Chicago. O techno nasceu pelas mãos de artistas negros de Detroit. Clubes e pistas se tornaram espaços importantes de encontro e liberdade para pessoas queer.

Essa história atravessou gerações e diferentes vertentes da música eletrônica. No Brasil, ela também pode ser percebida na forte relação do tribal house com o público LGBTQIA+ e com a cultura das festas gays.

Quem frequenta essas festas, encontra liberdade nesses espaços participa de uma cultura construída, em grande parte, por grupos que precisaram lutar para existir publicamente.

E é aí que aparece uma contradição: consumir e celebrar uma cultura construída por essas comunidades enquanto se apoiam projetos políticos que restringem seus direitos, sua liberdade ou seus espaços também é uma escolha política.

Quase vinte anos depois daquele projeto, essa história continua servindo de alerta: as decisões tomadas na política podem chegar até a pista em que você dança. by @radardapista
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9 days ago
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Ser DJ hoje também significa conviver com uma quantidade enorme de números. Seguidores, visualizações, curtidas, streams, agenda, tamanho dos eventos, posição no lineup e cachê podem facilmente virar uma régua para medir se uma carreira está avançando.

E nas redes existe sempre alguém aparentemente avançando mais rápido.

Vemos o anúncio do festival, a viagem internacional, o backstage lotado e o vídeo que viralizou. Raramente aparecem os períodos sem agenda, os “nãos”, as dificuldades financeiras ou tudo aquilo que aconteceu entre uma conquista e outra.

Para o artista, existe outro peso: estar nas redes também virou parte do trabalho. Um estudo publicado em 2025, baseado em entrevistas com músicos, identificou pressão para produzir conteúdo constantemente e preocupação com likes, compartilhamentos e crescimento de seguidores. As métricas passaram a funcionar também como sinais públicos de relevância profissional.

O problema é que essa régua pode nunca parar de subir. O DJ conquista mais datas, aumenta o cachê ou ganha seguidores, mas as redes oferecem novas referências o tempo inteiro: alguém com uma agenda maior, tocando em um festival maior ou alcançando números muito superiores. Nesse ambiente, até uma carreira em crescimento pode parecer pequena para quem a observa sempre em comparação com a dos outros.

Essa percepção pode ter consequências. Uma pesquisa com 254 músicos de 13 países encontrou associação entre a forma como os artistas avaliavam o próprio sucesso e indicadores de ansiedade, depressão e bem-estar. O estudo não permite afirmar que comparação ou redes sociais causem esses transtornos, mas evidencia o peso que a percepção da própria trajetória pode assumir.

E as métricas não existem apenas na cabeça dos artistas. Seguidores, engajamento e alcance também podem ser observados pelo mercado, aumentando a pressão para que o músico seja, ao mesmo tempo, artista e produtor constante de conteúdo.

A comparação sempre existiu na música. Hoje, porém, existe uma vitrine atualizada diariamente, disponível no bolso, mostrando números e conquistas de centenas de outras carreiras.

E para você, o que define o sucesso de um DJ? by @radardapista
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10 days ago
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