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Trecho de entrevista que realizei no Palais de Tokyo sobre o meu o projeto "Go tell it on the mountain".(Se o disseres na montanha), da série Primeiro Beijo, para a exposição "Hors de la nuit des normes (hors de l’énorme ennui)".

A principal tese que o trabalho apresenta é que a homofobia, dentre outros fatores, foi introduzida e perpetuada como uma estratégia política nos países africanos e em certos territórios asiáticos pelos europeus que os colonizaram. Em um continente tão diverso culturalmente, existiam comunidades que aceitavam relações homossexuais livremente, enquanto outras impunham certas restrições. Contudo, é indiscutível que a institucionalização legislativa dessa homofobia, por meio de leis punitivas, foi uma inovação ocidental trazida com a colonização.

Segundo @valentina_davenia em texto que acompanha o projeto diz: Ao coletar depoimentos de diferentes culturas em relação à sua própria, Rafael RG investiga as estratégias adotadas por pessoas LGBTQIAP+ que compartilham uma história colonial e que continuamente atualizam lógicas de carinho radical. Sua abordagem está inserida em uma perspectiva anticolonial que reflete a riqueza de algumas culturas africanas em relação à homossexualidade (Oyeronke Oyewumi, 1997; Collectif Cases Rebelles, 2021). Esse trabalho contribui para criar um arquivo no qual documentos antigos, livros, experiências pessoais e história oral se entrelaçam.

#rafaelrg #palaisdetokyo #paris #artcontemporain #contemporaryart taken in Palais de Tokyo by @rafael.rg
101
2 years ago
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#Repost @blackrocksenegal with @let.repost 
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“Most of my work is connected to the idea of love. Not only romantic love, but the love that manifests itself in friendship and family relationships. The love we have with the people who cross our path. During my residency at Black Rock, I was interested in researching how relationships were built ancestrally and it was beautiful to learn about the concepts of friendship developed by the Seerer people.” - @rafael.rg , 2022

While in residence, Rafael worked on a project in collaboration with Diego, a Senegalese artist, creating wood combs based on a Seerer proverb and inspired by materials found in the local markets of Dakar. 

1. Rafael RG at Black Rock Senegal, 2020
2. Rafael RG and Diego, “Combs,” 2019
3. Seerer's concept of "Eponym-to-homonym relation and transmission of friendship". In "Nomination, reincarnation and/or guardian ancestor? A survival mode. The example of  Seerer people". Essay  By Marguerite Dupire.

Check out today’s stories to see more of Rafael’s work! 
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#kehindewiley #blackrocksenegal #senegal #support #artists #artistresidency #poet taken in Dakar, Senegal by @rafael.rg
27
4 years ago
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Amanhã vem a público um trabalho que me deu muita felicidade em realizar.

Minha primeira instalação em co-autoria  junto a incrível Maria de Jesus Almeida.

Todo trabalho é montado sobre lençóis usados que foram trocados por novos em bordéis do bairro do Desterro em São Luís, e por lençóis usados em meus últimos encontros sexuais.

Um convite para assistir a lenta evaporação dos líquidos corporais derramados sob lençóis de poliéster.

Agradeço aos meus amantes "G." "B." e "D." por cederem, voluntário ou involuntariamente seus líquidos corporais.

"Desterro" é uma instalação composta por textos e imagens que tem como ponto de partida encontros realizados com um grupo de mulheres profissionais do sexo de São Luís do Maranhão com mais de 50 anos. No primeiro  encontro, as participantes eram estimuladas a dividirem histórias e relatos sobre situações em que se apaixonaram por seus clientes. No segundo encontro, @sabedoria.da.mulher.ancestral foi convidada para realizar uma leitura de cartas trazendo aspectos sobre a vida, o futuro e formas de empoderamento de cada participante.

Agradeço a

Maria  de Jesus Almeida, Paixão e Cleia Rios pelos encontros e relatos 

Paulo Pinturas arrasando novamente nas pinturas 

@claudia_mar_reiros pelos registros fotográficos impecáveis.

Akayá Kapio Puri pelo cuidado, atenção e axé nas leituras de cartas

@valentina__davenia e @rulietti que foram pontes de comunicação com o pessoal do Desterro desde quando deixei São Luís

 @andre_victor pela parte gráfica e de quebra um fds perfeito no Rio !

Carol Angelo pela produção executiva

Mateus e @tiagogui_s pela montagem

Equipe @chaoslz pelo apoio e acolhida

E @residenciaartisticafaap pelo espaço de trabalho em São Paulo e pela articulação e diálogos com alunes.

Esse trabalho não seria possível sem a ajuda, apoio e cia da the only and one @lygiacarpe porque quem tem amigos tem tudo.

@lisettelagnado , @pitol.andre e @yudirafael pelo convite e conversas.

Propor uma vida permeada de mais encontros, mais histórias vividas, mais atravessamentos e mais trocas de olhares. taken in Sesc Pompeia by @rafael.rg
62
4 years ago
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No baixio do Viaduto Santa Tereza, o artista visual Rafael RG e o MIR Estúdio transformaram descargas elétricas atmosféricas em linguagem artística.

Com feixes de luz, cerâmicas, espelhos e hastes de para-raios, a instalação redesenhou a arquitetura do Centro de BH.

Deslize para conhecer o processo e o resultado de “Para-Raios”, obra que articulou tecnologia contemporânea, saberes ancestrais e escultura na quinta edição da Festa da Luz. ⚡️

#FestaDaLuz #Pública #ArtePública #RafaelRG #MIRestúdio

[ENG] Beneath the Santa Tereza Viaduct, artist Rafael RG and MIR Estúdio transformed atmospheric electrical discharges into artistic language — with light beams, ceramics, mirrors and lightning rod terminals that redrew the architecture of the space during Festa da Luz 2026. Swipe to explore the process and the result of ““ara-Raios”, a work that brought together contemporary technology, ancestral knowledge and sculpture at the fifth edition of Festa da Luz. taken in Belo Horizonte, Brazil by @rafael.rg
10
6 days ago
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Conheça o júri de seleção da Imersão Planejar o Fracasso.

Um processo de seleção não consiste apenas em avaliar trabalhos individualmente. Ele também envolve imaginar o grupo que será formado, os encontros possíveis entre diferentes práticas e de que maneira a experiência proposta poderá contribuir para cada pessoa selecionada.

Por isso, a seleção — ou a não seleção — não está relacionada somente à qualidade dos projetos. Ela atravessa critérios curatoriais, as possibilidades de acolhimento da residência e a construção de uma atmosfera em que as pesquisas possam conviver, se deslocar e se contaminar mutuamente.

Questões de diversidade, equidade de gênero, raça e territorialidade são fundamentais nesse processo. Ao mesmo tempo, interessa-nos formar um grupo no qual as questões de linguagem ocupem um lugar central: como cada artista produz sentido, constrói sua presença no mundo e transforma experiências, dúvidas e desejos em prática.

Selecionar é também pensar relações. Observar o que cada pessoa pode oferecer ao grupo, o que pode encontrar na experiência e quais caminhos podem surgir quando diferentes processos passam a dividir o mesmo espaço e o mesmo tempo.

Agradecemos às pessoas que já compartilharam conosco seus projetos e, desde já, àquelas que ainda irão se inscrever e dividir conosco suas trajetórias, pesquisas e desejos. Cada inscrição amplia as perguntas que movem esta imersão e participa, à sua maneira, daquilo que estamos tentando construir juntos.

*Também participará da seleção uma pessoa responsável pela direção da ATO. taken in Alcântara, Maranhao, Brazil by @rafael.rg
14
11 days ago
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É com alegria que o JA.CA anuncia sua segunda convocatória de 2026 para residências artísticas em sua sede, no Jardim Canadá. Neste ano, o programa conta com o apoio do edital Funarte de Ações Continuadas.

Deitar no céu para olhar o chão
Ciclo 5 / Módulo 4: Narrar o Escuro — Escritas Siderais

A convocatória Deitar no céu para olhar o chão se abre para artistas interessades em explorar as relações entre arte e o céu, seus astros, ciclos, narrativas e orientações. O convite parte de cosmologias que têm o céu como guia e propõe olhar, a partir dele, para o chão, para a linguagem, para os gestos e para o corpo.
Localizado em Nova Lima, o JA.CA está a poucos metros da Plataforma de Observações Astronômicas Francisco Prado, que integra o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça. 
Nesse encontro entre arte, ciência e território, o programa acontece sob coordenação do artista e escritor Rafael RG.

No Módulo 4: Narrar o Escuro — Escritas Siderais, a convocatória se dirige a artistas interessades em investigar a palavra, o gesto da escrita e as múltiplas temporalidades da linguagem como matérias de criação.
Na astronomia, corpos celestes deixam rastros de luz, desenham trajetórias e órbitas. Na escrita, o gesto também deixa inscrições. Ambas são tentativas de registrar movimentos, fixar o efêmero e dar forma ao que atravessa o tempo.
Entre o acontecimento e sua chegada, existem intervalos, ruídos, lapsos e falhas de comunicação. É também nesses espaços que a poesia pode nascer. Se, no universo, o silêncio é ausência de meio, na literatura ele pode ser espaço de ressonância: um vazio onde a linguagem se expande.

São bem-vindas propostas de artistas da palavra, da poesia, da literatura, da poesia visual, do slam, do rap e de outras práticas de escrita e oralidade. O módulo acolhe textos, performances, publicações, falas, escutas e experimentos entre o legível e o ilegível, o som e o silêncio, aquilo que o universo escreve em nós e o que, em resposta, tentamos narrar no escuro.

A residência acontece do dia 5 de outubro a 5 de dezembro.

Inscrições de 13 de julho a 13 de agosto.
Acesse a convocatória completa e inscreva-se pelo link na bio. by @rafael.rg
41
12 days ago
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Ouvir o caminho de volta

Encontro com Podeserdesligado

Como escutar um trabalho enquanto ele ainda está sendo construído? Que sons, gestos e procedimentos ajudam uma performance a encontrar sua narrativa?

Em Ouvir o caminho de volta, Podeserdesligado abre ao público parte de seu processo de criação sonora. A atividade integra o programa Escuta do Fazer, dedicado ao compartilhamento de práticas, escolhas, tentativas e modos de produzir que atravessam a criação artística.

A partir de sua experiência no campo da performance, Podeserdesligado apresentará três procedimentos sonoros desenvolvidos para a construção de texturas, atmosferas e narrativas em seus trabalhos. Mais do que explicar técnicas ou apresentar resultados acabados, a artista propõe uma aproximação com aquilo que acontece durante o fazer: as experimentações, os encontros entre som e corpo, as repetições e os caminhos que surgem quando uma ideia é colocada em prática.

Ao longo do encontro, os procedimentos serão comentados e experimentados ao vivo pela artista. O público será convidado a acompanhar como diferentes sonoridades são produzidas, organizadas, sobrepostas e transformadas até passarem a integrar a dramaturgia de uma performance.

Ouvir o caminho de volta propõe uma escuta voltada não apenas para aquilo que uma obra comunica, mas para os movimentos que a tornam possível. Uma viagem ao interior do processo, na qual o som pode funcionar como matéria, memória, paisagem e forma de orientação.

Sobre Podeserdesligado

Podeserdesligado é produtora musical, performer e investigadora sonora. Formada pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, iniciou sua pesquisa com sonoridades no campo da performance e das artes visuais, desdobrando sua prática em diferentes contextos, como música, cinema, dança e teatro.

Fotos por: Desna 

📍 Galpão Cine Horto

📅 Terça - Feira, 7 de julho

🕓 19:30h

🎟️ Atividade gratuita

A Escuta do Fazer é realizado por meio do edital Funarte de Ações Continuadas e conta com a parceria do Grupo de Estudos Lastro BH 2026 (@lastro.art ) e do Núcleo de Pesquisas em Perfomatividades Negras.

#funarte #acoescontinuadas #minc #artesvisuais taken in Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil by @rafael.rg
27
22 days ago
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Roda roda Jequiti II taken in Revendedora Jequiti by @rafael.rg
13
25 days ago
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Em 9 de novembro de 1885, às oito horas da noite, no Imperial Observatório do Rio de Janeiro, no Morro do Castelo, Henrique Morize apontou uma câmera para o céu.

Na placa de vidro, apareceu um relâmpago arborescente: uma luz aberta em galhos, riscando a noite como se o céu também tivesse raízes. A imagem é considerada o primeiro registro fotográfico das observações de raios realizadas por Morize no Brasil: um fenômeno rápido demais para ser segurado, mas que por um instante aceitou virar imagem.

Em algumas tradições voduns da África Ocidental, Hevioso é a força celeste do trovão, do raio, da chuva e do fogo. Sua presença não se limita ao fenômeno atmosférico: o raio aparece como linguagem de justiça, corte e transformação, uma energia que atravessa o céu para reorganizar o mundo.

O trovão é a memória sonora da luz. Como a paixão, que às vezes começa antes da palavra, numa primeira troca de olhares. O relâmpago seria esse instante em que os olhos se acendem no encontro, uma claridade breve atravessando os corpos. O trovão vem depois: não como atraso, mas como lembrança física dessa luz. Aquilo que foi visto primeiro pelos olhos retorna pelo corpo inteiro, em vibração, em eco, em abalo.

Concebida para a Festa da Luz em parceria como Mir Studio e trilha sonora produzida por Glau Tavares, Letrícia e Sanara Rocha, Para-Raios ocupa o baixio do Viaduto Santa Tereza, em Belo Horizonte, transformando a paisagem urbana em um campo de observação e experiência coletiva. Por meio de lasers, esculturas, dispositivos luminosos e paisagens sonoras, a obra aproxima tecnologias contemporâneas, saberes ancestrais e cosmovisões ligadas aos raios, investigando sua potência simbólica, sensorial e espiritual.

Agradeço a mais uma parceria com meus amigos incríveis da @mir.estudio + @sophialapertosa ao convite da @festadaluz.art , a toda produção, técnicos e equipes de segurança. taken in Belo Horizonte, Brazil by @rafael.rg
13
a month ago
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Registros do último Educativo Casa Rosada Gasmig Minas Convida! 💖

As #Joyces realizaram um belíssimo trabalho na ação APOSTAS: Bingo dos amores que passaram e dos que ainda virão, ao lado das convidadas mais que especiais do Grupo de Convivência 50+ do Viaduto das Artes.

Foi uma noite de dia dos namorados com lindos de encontros, memórias, trocas e muitas histórias compartilhadas. ✨

Agradecemos imensamente a todas as participantes pela presença e generosidade, ao café Afeto @caixa.afeto pela parceria e cessão do espaço, e às Joyces pela condução tão sensível dessa experiência.

E amanhã tem mais bingo na Casa Rosada, na 17° noite de Museus e bibliotecas 🎉 De 19h às 21h ❤️

A participação é gratuita e o link do Sympla para garantir seu ingresso está disponível nos nossos stories. ❤️

Fotos: @tropica_cria @day_tropicaos by @rafael.rg
13
a month ago
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❤️🎲 APOSTAS: Bingo dos amores que passaram e dos que ainda virão 🎲❤️

No Dia dos Namorados, o coletivo #Joyces convida você para uma edição especial de bingo sobre amor, sorte e encontros!

✨ Histórias, afetos, diversão, premiações e surpresas
✨ Especial para o público 50+, aberto a todas as idades (16+)
✨ Atividade gratuita

📍 Casa Rosada
📅 12 de junho de 2026 (sexta-feira)
🕕 18h às 20h

Vamos celebrar as muitas formas de amar, desejar, encontrar e compartilhar amorosamente a vida. 💕

Educativo Casa Rosada Gasmig Minas Convida apresenta esta programação especial para reunir pessoas, histórias e boas energias em uma noite de encontros e diversão.

🎟️ Entrada gratuita e aberta ao público, sujeita à lotação.
🔞 Classificação indicativa: a partir de 16 anos.

Esperamos você! ❤️✨ by @rafael.rg
12
2 months ago
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Roda roda Jequiti taken in Venezia by @rafael.rg
10
2 months ago
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