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Agenda 2026 aberta para atendimento em Psicanálise.

Abrindo espaço para perguntas que não buscam respostas prontas, mas que merecem ser sustentadas.

[vagas sociais esgotadas]

Contato na bio.

Crédito das imagens: nickie zimov by @rafasarinho
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7 months ago
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Corte, colagem e tessitura:
Modos de criar entre ciência e arte

Este curso propõe pensar a criação a partir de operações fundamentais: cortar, colar, costurar.
Atravessando práticas artísticas e modos de produção de conhecimento, investigamos como esses gestos produzem rupturas, recomposições e novas formas de sentido.

Partimos dos trabalhos de Francis Bacon, Louise Bourgeois, Regina Parra e Rosana Paulino, observando seus gestos de criação: quebrar, desmembrar, emaranhar — mas também recompor e costurar.

Um curso voltado a artistas e não artistas que desejam trabalhar temas próximos a esses campos, interessado nos espaços de criação e fricção entre arte, ciência e pensamento crítico.

O curso será ministrado pelas pesquisadoras Letícia Pumar e Rafaela Travassos Sarinho.

Data: 06/04/2026 a 25/05/2026
Terças-feiras, das 19h às 21h

mais informações em: 
https://ccec.puc-rio.br/site/Folder?nCurso=corte,-colagem-e-tessitura%3A-modos-de-criar-entre-ciencia-e-arte&nInst=CCE

#designpucrio #pucrio #educaçãocontinuada by @rafasarinho
7
6 months ago
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O alimento que volta em Copa de 94, de Anette Fadul
por Rafaela Sarinho

O alimento: um corpo untado de alho, pimenta-do-reino, perfumado de coentro, serrado na faca, espetado pelo garfo. Encontra um outro corpo e adentra sua boca. Desliza entre papilas gustativas em um movimento de deglutição tão ordinário que faz com que o bloco atravesse tenro pela garganta sem parecer matéria austera. A massa extravagante parece combinar muito naturalmente com o outro corpo. Serve de nutrientes, até ser lançado como sobra. Mas, como diz Freud, esse mesmo corpo torna-se atrevido quando transformado em objeto das vicissitudes dos afetos. Passa a funcionar como máscara, mensageiro temporário, lembrete temperado demais. Indigesto, rompe com a sinfonia até então coordenada da digestão, transmutando-se em sintoma: um retrogosto que nunca se deixa ser lançado. No refluxo, o excêntrico condimentado encontra novas arestas. De volta à boca, fermenta na língua, como quem fica com o problema. Nessa cavidade, se mistura às palavras e se faz enzimas, fazendo aflorar o afeto de volta ao corpo da menina de seis anos de idade recém-completos, que agora dissolve o alimento que ali dormia. Encarando-se na distância do tempo, vinga-se pelas palavras que seleciona. No embate da semântica, devolve à boca a “frescura” da significação. by @rafasarinho
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2 years ago
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Parte das reflexões que compartilho aqui surgiu durante um longo percurso de investigação e que encontrou, hoje, na minha banca de qualificação do mestrado em Psicanálise, um novo fôlego. Tive o privilégio de ouvir as generosas contribuições de dois mestres que são importantes referências para mim.

Ao retomar o percurso da pesquisa, percebi que uma questão vinha insistindo e percorrendo todo o trabalho: afinal, trata-se do gesto de tecer ou de tecer um gesto na obra de arte? Aos poucos, essa distinção começou a se desfazer, conduzindo à hipótese de que o tecer pode ser compreendido como um verbo-ato, no qual gesto e criação se constituem mutuamente. Nessa perspectiva, fios, costuras e tramas deixam de ser vistos apenas como elementos formais para se afirmarem como modos de fazer, de criar e de representar. Nesse movimento, uma concepção de representação orientada pela busca de uma forma definitiva cede lugar a um processo contínuo de fazer, desfazer e refazer — sintetizado por Louise Bourgeois em sua conhecida formulação “I do, I undo, I redo”.

De fio em fio, o que, afinal, conforma uma obra? O foco passa, então, do resultado ao processo de criação. A obra de arte deixa de ser pensada como uma forma acabada para ser compreendida como um espaço de elaboração, ficcionalização e criação, no qual tempos, lembranças e fragmentos coexistem sem se organizarem em uma narrativa plenamente reconciliada, estável ou apaziguada.

Sem a promessa de uma estabilização (ou mesmo de uma "boa forma", nos termos da Gestalt), o ato criador revela que a arte se sustenta naquilo que resiste à uma conformação plena. É na falha, na descontinuidade e no inacabamento que emerge a criação. Todo fazer traz consigo um furo, um encontro desconcertante que destitui o sujeito da ilusão de controle e o coloca diante daquilo que Lacan denomina “troumatisme”: o encontro inaugural da linguagem com o corpo, inscrição de uma marca primeira produzida pela incidência da castração sobre o gozo. Nessa perspectiva, criar não consiste em reparar ou apaziguar absolutamente nada, mas em inventar modos possíveis de habitar o desamparo de um corpo que insistentemente busca o “real” do gozo. by @rafasarinho
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11 days ago
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Artistas como Francis Bacon, Regina Parra, Louise Bourgeois e Rosana Paulino são vistos como disparadores de imagens. A observação atenta de seus gestos vira fagulha para a criação em imagens, video ou textos dos participantes do curso. by @rafasarinho
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16 days ago
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“SURREALISMOS: arte para além da razão” chega à Pinakotheke São Paulo e imediatamente me lembrei de uma aula que dei, alguns anos atrás, dedicada às mulheres surrealistas: artistas que, durante muito tempo, permaneceram à margem da narrativa oficial da história da arte.

Frequentemente lembradas como musas, amantes ou acompanhantes dos grandes nomes masculinos do Surrealismo, muitas dessas artistas produziram obras experimentais, capazes de tensionar os limites entre identidade, gênero, fantasia e criação. Apenas recentemente seus trabalhos vêm sendo retomados com maior atenção, revelando a importância estética e política de suas investigações. Prova disso é a exposição “Surréalisme au féminin ?”, dedicada às artistas surrealistas mulheres, que visitei em 2023 no Musée de Montmartre, em Paris.

Diferentemente de uma tradição surrealista masculina que frequentemente transformava o corpo feminino em objeto de projeção do desejo, muitas dessas artistas apropriaram-se da máscara e da metamorfose como formas de invenção de si. Em vez de buscarem uma identidade fixa ou uma essência feminina estável, recusaram a ideia de um eu absoluto e investiram em existências múltiplas, móveis e contraditórias. Seus corpos tornaram-se espaços de experimentação, superfícies de encenação e fabulação.

Muitas delas borraram deliberadamente as fronteiras entre humano e animal, masculino e feminino, realidade e mito. Habitaram figuras híbridas (esfinges, deusas, criaturas monstruosas, personagens andróginas) como forma de desafiar classificações rígidas e escapar das representações tradicionais da mulher.

Ainda hoje, muitas dessas artistas permanecem menos conhecidas do que seus colegas homens. Recuperar suas trajetórias significa reconhecer que elas transformaram profundamente os modos de pensar a criação artística e o desejo.

A pequena animação que produzi para a aula que dediquei a elas surge como uma tentativa de reparar simbolicamente a imagem das mulheres surrealistas, reinscrendo seus rostos e personalidades naquela que se tornou uma fotografia clássica do grupo surrealista. by @rafasarinho
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2 months ago
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A cena e A Outra cena 🕳🪡🧶 by @rafasarinho
2
2 months ago
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there's nothing on the top but a bucket and a mop
and an illustrated book about birds
you see a lot up there but don't be scared
who needs action when you got words

🧗‍♀️🧗‍♀️🤍 by @rafasarinho
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4 months ago
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#Repost - @ccecpucrio by @get_regrammer
O que acontece quando o corte, a colagem e a tessitura deixam de ser apenas técnicas e passam a ser modos de pensar?

No curso Corte, colagem e tessitura: modos de criar entre ciência e arte, da PUC-Rio, você participa de um espaço de investigação teórica e prática sobre processos criativos contemporâneos.

Ao longo dos encontros, obras e processos de artistas visuais são analisados como gestos que produzem ruptura, recomposição, emaranhamento e novas formas de linguagem entre os campos da ciência e da arte.

Não perca essa oportunidade. Matricule-se já!

📞0800 970 9556
📱 WhatsApp: (21) 97658-6094 by @rafasarinho
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4 months ago
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Sob quais primeiras palavras fomos falados?
Quais foram os significantes inaugurais que nos teceram?

Lacan evoca a existência de um significante primordial, algo como um primeiro “ronronar”, uma cadência inaugural que ressoa nas primeiras palavras elaboradas por quem cuidou de nós. 

São essas palavras mínimas, ditas quase como um canto, que nos antecedem e nos fundam.

Elas nos inscrevem antes mesmo que possamos falar. Lacan nos diz que somos o efeito desses ditos primeiros, dessas marcas sonoras que nos atravessam e nos constituem.

Trata-se de uma palavra perdida, impossível de ser plenamente reencontrada, mas entranhada. Perdida como origem mas operante como estrutura. by @rafasarinho
0
5 months ago
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Extimidade

O dentro nunca é um puro interior, nem o fora é um simples exterior. 

É na extimidade que o sujeito descobre que aquilo que lhe é mais íntimo retorna como estrangeiro, alojado no fora que o constitui.

dentro/fora/dentro/fora

Borda 🕳

[Agenda aberta para atendimento clínico. Contato na bio] by @rafasarinho
6
6 months ago
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Janeiro. Mais, ainda ☔️☀️ by @rafasarinho
3
6 months ago
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