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✝️🇻🇦Mt 11:25-30
🇺🇸 Anesthesiology Resident IMG in Miami
📚 USMLE and MATCH tips
🇧🇷 Anestesiologista UFCSPA / MBA FGV
*The views expressed are mine
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Um dia, nós dois planejamos mostrar o mundo inteiro pros nossos filhos.

Mas desde que chegaram às nossas vidas, descobrimos que, na verdade,são eles que nos ensinam, todos os dias, a enxergar o mundo com outros olhos e ainda nos deram um sentido bem maior à nossa vida.

Graças e Louvores se deem a todo momento!

Feliz dia das crianças, amamos vocês, nossos maiores presentes de Deus. 🩵🎀 by @ramonvilela
19
4 days ago
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Ninguém entrega um mapa pra quem decide estudar medicina fora do Brasil.

Você aprende as siglas, os cargos, a ordem de quem manda em quem, tudo do jeito mais difícil: errando.

Ou perguntando pra quem já passou por isso.

Esse vídeo é o mapa que faltava. by @ramonvilela
6
a month ago
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Quando comecei a trabalhar dentro de um hospital americano, achei que as maiores diferenças estariam na tecnologia, nos equipamentos ou na própria estrutura.

Mas uma das coisas que mais me chamou atenção foi muito menos visível:

os processos.

Existe uma preocupação enorme em definir como as coisas devem acontecer.

Como uma medicação é dispensada. Como uma informação é transmitida durante uma troca de plantão. Como o paciente é identificado. Como um procedimento é confirmado. Como um erro é reportado. Como determinado resultado é medido.

E isso tem raízes interessantes na própria história da administração americana.

No início do século XX, Frederick Taylor começou a sistematizar a ideia de estudar o trabalho, dividir processos e buscar maneiras mais consistentes de executá-los.

Pouco depois, em 1924, Walter Shewhart, trabalhando nos Bell Labs, introduziu uma ideia que mudaria profundamente o controle de qualidade: não bastava olhar apenas para o produto final. Era preciso medir o processo enquanto ele acontecia e identificar suas variações.

Essa lógica atravessou a indústria americana e ajudou a construir boa parte do pensamento moderno sobre qualidade:

padronizar → medir → comparar → identificar variações → melhorar.

Décadas depois, encontramos exatamente essa mentalidade dentro da saúde.

Protocolos. Checklists. Indicadores de qualidade. Auditorias. Acreditação. Comparação de resultados entre hospitais. Metas objetivas de segurança.

Até o conceito de benchmarking ganha enorme importância: se podemos medir um resultado, podemos entender onde estamos, comparar com outras instituições e descobrir onde precisamos melhorar.

Talvez essa tenha sido uma das mudanças de mentalidade mais importantes para mim trabalhando aqui.

O objetivo não é retirar autonomia ou julgamento do profissional.

tentar fazer com que a segurança e a qualidade dependam cada vez menos do improviso e cada vez mais de um sistema bem desenhado.

Claro que os Estados Unidos estão longe de ter um sistema perfeito. E existem excelentes processos e instituições no Brasil.

[….] by @ramonvilela
1
a month ago
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Essa foto foi tirada às 6:53. Meu plantão começava às 7:00.

Pode parecer um detalhe pequeno, mas uma das mudanças culturais que mais senti trabalhando nos Estados Unidos foi justamente a relação com horário, responsabilidade e compromisso profissional.

Aqui, troca de plantão acontece em horário muito bem definido. Chegar atrasado é realmente mal visto, porque existe uma compreensão simples: se você atrasa, alguém precisa permanecer trabalhando por sua causa.

Intercorrências acontecem, claro. O que me chamou atenção foi perceber a diferença entre o atraso como exceção e o atraso sendo tratado quase como parte natural da rotina.

Lembro de inúmeras vezes, no Brasil, esperar 20 ou 30 minutos por uma troca de plantão. Não porque os profissionais não fossem comprometidos, mas porque determinados comportamentos acabam sendo normalizados dentro de uma cultura de trabalho.

E isso vai muito além da medicina.

Uma coisa que sempre me impressionou nos Estados Unidos é como existe, em muitos ambientes, uma expectativa elevada em relação àquilo que foi combinado. Horário, entrega, atendimento, qualidade do serviço e responsabilidade com o consumidor.

Talvez por isso também seja tão comum encontrar empresas com políticas de devolução e satisfação extremamente favoráveis ao cliente, algumas permitindo trocas ou devoluções muitos meses depois da compra. Não porque todo americano tenha uma ética de trabalho superior, mas porque confiança, previsibilidade e accountability fazem parte de muitas relações comerciais e profissionais daqui.

Depois de alguns anos vivendo nesse ambiente, consigo perceber uma mudança em mim mesmo.

Minha régua profissional ficou mais alta.

Hoje tenho uma preocupação muito maior em chegar antes, cumprir exatamente aquilo que combinei, respeitar o tempo das outras pessoas e entregar um trabalho do qual eu realmente possa me responsabilizar.

Isso não significa dizer que falta ética de trabalho ao brasileiro. Muito pelo contrário. Conheci profissionais extraordinários no Brasil e continuo conhecendo.

[…] by @ramonvilela
3
a month ago
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Durante muito tempo, uma das grandes diferenças práticas entre residentes com H-1B e J-1 era a possibilidade de aumentar a renda durante a residência através de moonlighting.

Desde setembro de 2025, médicos residentes e fellows com visto J-1 podem participar de supplemental clinical activities remuneradas dentro da própria instituição de treinamento ou em clinical sites já aprovados pelo programa.

Na prática, isso abre espaço para atividades que muitos programas chamam de internal moonlighting, ECD ou extra clinical duties.

Mas existe uma coisa importante: isso NÃO significa que o J-1 agora permite trabalhar livremente fora da residência.

O moonlighting externo continua proibido. Você não pode simplesmente pegar um plantão em outro hospital ou clínica porque apareceu uma oportunidade. A autorização é vinculada ao programa e ao local de treinamento aprovado.

Também não é algo que o residente decide fazer sozinho.
É necessário ter aprovação do Program Director e seguir o processo institucional com submissão da documentação exigida pela Intealth. A atividade continua sujeita às regras do ACGME, inclusive limites de duty hours, e não pode prejudicar as responsabilidades da residência.

Além disso, o médico J-1 continua atuando de forma supervisionada. Não pode utilizar essa autorização para trabalhar como attending independente ou faturar independentemente pelos serviços prestados. 

Para quem está fazendo residência nos Estados Unidos com J-1, é uma mudança bastante relevante. by @ramonvilela
3
2 months ago
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Saí do hospital e parei para abastecer o carro.

Morar nos Estados Unidos me fez refletir sobre a relação que construímos com as tarefas comuns do cotidiano. Em economias mais ricas, ganhar bem não significa necessariamente terceirizar tudo. É comum abastecer o carro, limpar a casa, montar móveis e resolver pequenas coisas do dia a dia. Não porque faltem serviços, mas porque o tempo de quem os presta custa mais.

Parte disso pode ser entendida pelo efeito Balassa-Samuelson. Quando a produtividade cresce nos setores expostos ao comércio internacional, os salários tendem a subir e essa pressão chega também aos serviços locais. Só que ninguém limpa uma casa ou corta um cabelo dez vezes mais rápido porque a economia ficou mais produtiva. Por isso, em países de renda mais alta, serviços que dependem diretamente do tempo de uma pessoa tendem a ser relativamente mais caros.

A divisão do trabalho continua enorme. Há muita demanda por delivery, limpeza rápida de estofados, manutenção em domicílio e qualquer serviço que devolva tempo ou aumente eficiência. A diferença é que a conveniência custa mais. Você paga quando o tempo poupado compensa e faz por conta própria quando não.

No Brasil, a desigualdade reforçou outra dinâmica. Muitos serviços continuam baratos para alguns porque o tempo de uma enorme parcela da população ainda é mal remunerado. Entre 2016 e 2025, os preços medidos pelo IPCA subiram quase 65%. Isso não quer dizer que todos os salários perderam exatamente esse valor, mas mostra a pressão acumulada sobre quem já recebia pouco. Muitas vezes, a comodidade de um lado só é possível pela fragilidade econômica do outro. Ou seja, tá certo em reclamar quem ganha mais, mas ainda está aquém do que merece e também está certo em reclamar quem ganha um salário mínimo e não consegue ter sustento básico para se viver. 

Essa foto, então, não é sobre mim abastecendo o próprio carro. É uma reflexão sobre como economia diretamente pode afetar nosso dia a dia, nosso trabalho e qualidade de vida. by @ramonvilela
10
2 months ago
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Uma coisa que sempre me chama atenção nos Estados Unidos é a quantidade de etapas que existem para continuar exercendo medicina dentro dos padrões esperados.

Provas, certificações, educação continuada, renovação de licenças, credenciamento hospitalar, avaliação de competências. Dependendo da especialidade e do local onde você trabalha, diferentes mecanismos se sobrepõem para garantir que aquele profissional continua apto a exercer sua função.

Para quem está do outro lado, isso gera uma coisa muito importante: confiança.

Existe uma expectativa clara de que medicina é uma profissão altamente técnica, que exige formação longa, atualização constante e responsabilidade proporcional ao impacto que aquele profissional tem na vida das pessoas.

E talvez por isso eu perceba uma diferença tão grande quando leio discussões sobre médicos aqui e no Brasil.

Quando médicos americanos discutem melhores condições de trabalho, remuneração, limites de jornada ou proteção da qualidade da formação, existe frequentemente um apoio considerável da própria população. Existe uma compreensão de que preservar boas condições para quem presta um serviço complexo também ajuda a preservar a qualidade daquele serviço.

E aí vem uma pergunta importante: por que essa relação parece tão diferente no Brasil?

Minha impressão é que os Estados Unidos ainda preservam, em alguma medida, uma combinação que o Brasil já teve de forma muito mais evidente no passado.

Uma profissão com barreiras importantes de entrada, treinamento rigoroso, cobrança permanente por competência e, ao mesmo tempo, remuneração e condições de trabalho compatíveis com esse nível de exigência.
Essas coisas não deveriam ser analisadas separadamente.

Segue nos comentários […] by @ramonvilela
4
2 months ago
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Uma coisa que muita gente não sabe sobre residência médica nos EUA é que, apesar de entrarmos em um programa com duração definida, o contrato de trabalho costuma ser renovado ano a ano.

Essa renovação acompanha a sua progressão dentro da residência, desempenho, avaliações e cumprimento dos requisitos do programa. Ou seja, existe uma expectativa real de que você continue evoluindo para avançar para o próximo ano.

Mas uma das coisas que mais me chamou atenção quando vim para cá foi perceber o quanto os programas também precisam ser competitivos para atrair residentes.

Salário é só uma parte do pacote.

Seguro de saúde, dental e visão, alimentação, estacionamento, auxílio para educação, livros, congressos, licenças, seguro de responsabilidade profissional, retirement benefits e vários outros benefícios podem mudar bastante de uma instituição para outra.

E ainda existe outra diferença interessante: o salário descrito no contrato não necessariamente representa tudo o que você pode ganhar durante aquele ano.

Dependendo do programa, da sua licença, do seu visto e das regras institucionais, podem existir oportunidades de moonlighting ou ECD, Extra Clinical Duties, em que você assume atividades clínicas adicionais e recebe separadamente por elas.

Claro que residência continua sendo residência. A carga de trabalho é grande e ninguém deveria escolher programa pensando apenas em quanto consegue ganhar fazendo hora extra.

Mas entender contrato, benefícios e possibilidades de remuneração também faz parte de entender como funciona a residência médica nos EUA.

E são detalhes assim que dificilmente aparecem quando a gente começa a pesquisar sobre USMLE e Match, mas que passam a fazer bastante diferença quando você realmente começa a trabalhar aqui. by @ramonvilela
10
2 months ago
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Essa “torre” que aparece no vídeo é uma Interpreter Tower. Em poucos minutos conseguimos colocar um intérprete profissional na conversa quando o paciente se sente mais confortável se comunicando em outra língua.

E isso faz muita diferença antes de um procedimento.

Quando explicamos uma anestesia ou cirurgia, por exemplo, o paciente precisa entender o que será feito, quais são os riscos, os benefícios, as alternativas e ter espaço para fazer perguntas.

Se o inglês não é a língua na qual aquela pessoa consegue compreender melhor essas informações, usamos o intérprete.

Parece um detalhe, mas para mim diz muito sobre segurança do paciente.

Consentimento informado não é simplesmente assinar um documento. É ter informação suficiente para participar de verdade da decisão sobre o próprio cuidado. by @ramonvilela
1
2 months ago
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O conteúdo do USMLE Step 1 é público e qualquer pessoa pode consultá-lo. Ter domínio total dessa arquitetura é parte vital pra fazer a prova. 

Patologia representa de 45% a 55% da prova. Fisiologia corresponde a 30% a 40%. Farmacologia, Microbiologia e Anatomia Macroscópica com Embriologia aparecem cada uma na faixa de 10% a 20%. Se você somar esses números, o total ultrapassa 100%, e isso não é um erro. As questões são elaboradas para que uma única pergunta seja contabilizada em mais de uma disciplina. Um único caso clínico pode avaliar Patologia, Farmacologia e Fisiologia ao mesmo tempo. Essa é justamente a lógica do Step 1: avaliar se você consegue integrar diferentes áreas do conhecimento dentro de um mesmo contexto clínico, e não apenas lembrar fatos isolados.

A distribuição por competências reforça essa ideia. Entre 60% e 70% das questões avaliam a aplicação das ciências básicas. Cerca de 20% a 25% focam em diagnóstico. Comunicação e habilidades interpessoais representam de 6% a 9%, enquanto aprendizagem e melhoria da prática correspondem a 4% a 6%. É justamente nessas competências menos comentadas que muitos candidatos acabam perdendo pontos. Além disso, Bioestatística e Epidemiologia, sozinhas, representam de 4% a 6% da prova e costumam ser alguns dos conteúdos mais fáceis de ganhar pontos.

Quando analisamos por sistemas, Reprodutor e Endócrino lideram com 12% a 16% da prova. Em seguida vêm Respiratório e Renal, com 11% a 15%. Sistema Nervoso e Ciências Comportamentais aparecem com 10% a 14%, enquanto Hematologia, Sistema Linforreticular e Imunologia representam de 9% a 13%. Cardiovascular corresponde a 7% a 11%, e Gastrointestinal fica entre 6% e 10%, menos do que muitos estudantes imaginam.

Por fim, vale lembrar que o Step 1 é aprovado ou reprovado, e, na prática, acertar aproximadamente 60% das questões costuma ser suficiente para passar. O objetivo não é alcançar a perfeição. É construir um conhecimento amplo, integrado e capaz de conectar diferentes disciplinas dentro do mesmo raciocínio clínico. by @ramonvilela
2
2 months ago
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A maioria das pessoas acha que essa máquina serve só para guardar remédios.

Na prática, ela é mais uma camada de segurança para o paciente.

Antes de pegar um medicamento, tudo fica registrado. Quem retirou, qual medicamento foi retirado, em que horário e para qual paciente. Isso diminui a chance de erros e aumenta a rastreabilidade de todo o processo.

No centro cirúrgico, onde muitas decisões precisam ser tomadas em segundos, ter sistemas como esse faz diferença.

São detalhes que quase ninguém vê, mas que ajudam a tornar uma cirurgia muito mais segura.

Essas são as coisas que eu gosto de mostrar daqui da residência nos EUA. Muita tecnologia chama atenção, mas o que realmente impressiona é como ela é usada para reduzir erros e proteger o paciente. by @ramonvilela
8
2 months ago
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Uma mudança importante aconteceu nas regras do visto J-1, mas o primeiro ponto precisa ficar claro: o visto utilizado por muitos médicos estrangeiros para fazer residência e fellowship nos Estados Unidos não acabou.

A mudança está na forma como o governo determina o período em que uma pessoa pode permanecer legalmente no país.

Atualmente, médicos com J-1 costumam entrar nos Estados Unidos com a anotação D/S no I-94. Essa sigla significa Duration of Status. Na prática, não existe uma data fixa de saída registrada no momento da entrada. A permanência é autorizada enquanto o médico continua participando regularmente do programa e cumprindo as exigências do seu status.

Com a nova regra, o governo passará a estabelecer uma data específica de permanência. Para médicos em treinamento, essa data deverá acompanhar o término da residência ou do fellowship informado no SEVIS, respeitando um período inicial máximo de quatro anos.

É nesse contexto que aparece a mudança no DS-2019.

A Intealth informou que pretende começar a emitir o documento com a duração completa do programa aprovado. Um médico entrando em uma residência de três anos, por exemplo, poderá receber um DS-2019 cobrindo todo esse período, em vez de receber um novo documento a cada ano.

Isso pode trazer mais previsibilidade para o residente e sua família, além de facilitar processos que dependem das datas do DS-2019, como a solicitação de determinados vistos para viagens e a validade da carteira de motorista. Esses benefícios ainda dependem das regras dos consulados e de cada estado.

Mesmo com um DS-2019 de longa duração, o patrocínio da Intealth continuará precisando ser renovado anualmente. Esse é provavelmente o ponto que mais pode gerar confusão. O documento poderá cobrir vários anos, mas as obrigações anuais do sponsorship continuam.

💬 CONTINUAÇÃO NOS COMENTÁRIOS 💬

@ramonvilela 

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#USMLE #ResidenciaMedicaNosEUA ResidenciaNosEUA #MedicinaNosEUA MedicosBrasileiros IMG InternationalMedicalGraduate Match2027 Match2028 #ECFMG Intealth J1Visa #vistoj1 DS2019V by @ramonvilela
4
3 months ago
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