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Se eu jogar todo o lixo fora, desligar o passado e o futuro nem que seja por alguns segundos, me resta o que realmente importa: O presente. O aqui e o agora, que me mostram detalhes que eu jamais perceberia...Sempre tem algo acontecendo.

Rotina, lida, cultura e arte. Resistência, calma e descanso. 

Paraty x Praia do Sono x São José dos Campos taken in Paraty RJ by @raulronde
7
3 months ago
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É nas experiências, nas lembranças, na grande e triunfante alegria de viver na mais ampla plenitude que o verdadeiro sentido é encontrado.

- Into The Wild by @raulronde
2
2 months ago
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Ando observando dois artistas interessantes: Charry Jin e Wong Kar-way.

Sair com ela pela cidade é como estar em um filme dele.
E assistir aos filmes dele de certa forma me lembra os passeios com ela. As fotografias, o filtro verde, os LEDs pontuando as cenas, os diálogos e outras atmosferas que permeiam tanto o cinema de Wong quanto o lado artístico e pessoal da Charry. 

Observar ele de longe e ela de perto realmente abriu muito minha cabeça nos últimos dias.

Apesar de Fallen Angels e In the Mood for Love estarem na minha lista de filmes há anos, eu só parei pra assistir por ela ter me falado tão bem do diretor!

Obrigado por me colocar no meio da sua mente criativa e dirigir nossas fotos, @eu_charry 🌻✨ by @raulronde
13
2 months ago
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Presentemente, eu posso me considerar um sujeito de sorte
Porque apesar de muito moço, me sinto são, e salvo, e forte. taken in São Sebastião Litoral Norte by @raulronde
2
6 months ago
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Se eu pudesse intitular essas duas fotos, o nome seria: 
Isso não é um homem sentado num banco.
Uma referência clara à pintura "A Traição das Imagens" de René Magritte, onde carrega a frase "Ceci n'est pas une pipe" ("Isto não é um cachimbo").

Porque esse nome?
Na real, para além do significado da pintura não representar um objeto em si, aqui na fotografia não é só um homem, é um mistério inteiro sobre o que não podemos saber de ninguém, e sobre a beleza estranha de se importar mesmo assim.
Eu o acompanhei chegar sem pressa, sentar, não sacar um celular, observar, mexer com algo pequeno nas mãos em vez de consumir uma tela e depois se levantar e ir embora, isso durou uns 40 minutos. Entre os idosos é mais comum esse costume, ele está em uma relação com o tempo que a maioria de nós perdeu ou ainda vai perder...
O curioso é que eu só fotografei o banco vazio, justamente por saber que tinha alguém ali antes. Eu poderia ter ido embora, mas fiquei e fotografei o que restou, e o que restou não é o vazio, é a impressão de alguém. Ele foi embora, mas o banco que por alguns minutos recebeu o peso de uma vida inteira ficou aquecido. A grama marcada. E minha mente curiosa...

E... Por quê ele estava sozinho?
Se foi por escolha, há uma sabedoria ali, uma paz consigo mesmo que poucos alcançam.
Se foi porque ninguém quis ir, há uma melancolia discreta, a invisibilidade que a velhice às vezes impõe, e a gente nem tenta entender.
Se foi porque alguém falta, putz... uma cadeira vazia em casa, um lugar no banco que ninguém mais ocupa ao lado dele e conversas que não existem mais, então as fotos ganham uma camada de luto silencioso que eu nem imaginei no momento...
E o que me impressiona é que a imagem comporta todas essas possibilidades ao mesmo tempo. Você não precisa escolher uma. A fotografia é grande o suficiente para todas elas viverem juntas.

Ou talvez, tudo isso seja só coisa da minha cabeça 🙃

De qualquer forma, eu quase fui embora antes dele. Fico feliz que não fui 🙏

#fotografia #photography by @raulronde
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6 months ago
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Esse é o olhar dele em uma das nossas últimas viagens ❤️

Meu pai é fotógrafo profissional há décadas.
Eu, tô aprendendo um hobby novo.
O Kan? Talvez só esteja sendo tão curioso quanto eu. Afinal, como é interessante registrar momentos!

"Em tudo existe poesia, até nos menores detalhes." 

Obs.: Cuidado com o fusca azul 😁 by @raulronde
4
6 months ago
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Sobre.Viver

Abril de 2026 e algumas das minhas primeiras fotos. by @raulronde
1
a month ago
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Testando umas parada...
Ali no Parque dos Eucaliptos tem uns 30 gatos, e esses 4 aqui não saíram correndo quando me viram, então consegui pegar seus olhares. Qual será a reação, o sentimento ou o pensamento por trás deles? Curiosidade, medo, carência ou algo que a gente ainda nem nomeou? De qualquer forma, tem algo importante ali dentro, por trás de todo o pelo e pele, não é só mais um gato, mais um bicho, é um ser experimentando a vida como cada um de nós faz dia após dia, a gente também não sente curiosidade, medo, carência e emoções que ainda não aprendemos a nomear? Nem tudo é igual, mas também nem tudo é tão diferente assim...

Aproximar o olhar revela mais do que a gente espera. by @raulronde
0
6 months ago
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"Só quando sentiu intensamente que um dia ele desapareceria, é que pôde entender exatamente o quanto a vida era infinitamente valiosa. E quanto maior e mais clara era uma face da moeda, tanto maior e mais clara se tornava a outra. Vida e morte eram os dois lados de uma mesma coisa." by @raulronde
7
5 months ago
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sem nem falar fei

obrigado por ontem @estudio.ruera 

🖤✨️

Respeito é pra quem tem

@raulronde
@domcoficial
@mattenie_ 
@rato_mc 
@meire.dorigem 
@1995sales by @raulronde
27
6 months ago
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A vida me surpreende a cada saída de casa... Então, planejar demais é esquecer que o caminho se inventa enquanto se percorre. O seguro não passa de mais uma outra forma de angústia, não existe segurança... 

Lembre-se que és mortal, então aproveite o dia.
(Memento Mori et Carpe Diem) by @raulronde
4
6 months ago
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Essa foi a 5° vez que assisto Central do Brasil, e esse, é sem dúvidas, um dos melhores filmes da história (E eu não limito minha opinião à produção nacional)

Um filme sobre sutilezas, amizade, amor, compaixão e desapego.

Dora, por mais rabugenta que seja, se apega a Josué, criando talvez um sentimento materno. Além disso, acima de tudo, ela o entende porque também não teve uma presença paterna. Mesmo com toda a sua impaciência, egoísmo e até sua improvisação durante todo o filme, a relação deles se torna bonita justamente por não ser tão idealizada.

A forma como ele ganha cores do meio para o fim, mostrando como a amizade deles também muda de tom, o cuidado, a preocupação dela com ele, o carinho dele por ela, como a história entrega algo contrário a própria premissa, que eles não encontram o pai, mas encontram pertencimento um no outro, cada detalhe é incrível.
A simbologia do nome Jesus, pai de Josué, com toda a crença do menino de que um dia seu pai vai "voltar", mas nunca volta, é, para mim, uma sacada genial.

O filme inteiro gira em torno de cartas. Pessoas escrevendo para quem está longe. No fundo, a própria relação entre Dora e Josué termina como uma, como tentativa de manter um vínculo mesmo quando os caminhos se separam. É uma forma elegante de fechar a narrativa, porque retorna ao elemento que abriu o filme, mas agora carregado de significado emocional.

É um filme lindo, apesar de demonstrar tanta vulnerabilidade do nosso país, algo que infelizmente ainda está presente até hoje.

Assistir ao filme com a orquestra ao vivo deixa tudo isso mais forte, bonito e profundo! Parabéns a cada músico responsável por esse espetáculo. Eu nunca vou me esquecer dessa experiência e tenho certeza de que meu filho também não. by @raulronde
0
4 months ago
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