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Passando pra compartilhar com vocês esse artigo que acabou de sair num dossiê tematico da revista Opiniães a propósito dos 80 anos da obra de Guimarães Rosa.

Nesse ano, de celebração de 70 anos de Grande Sertão: Veredas, fico contente de deixar uma  contribuição do modo como tenho lido esse romance e tecido diálogos que alimentam e inspiram minha caminhada como pesquisadora, não só da literatura. Tenho achado importante me apresentar como alguém que além do doutorado em literatura, tem pesquisado um tanto de coisa, há muito tempo...e olha que a diversidade das pesquisas aqui é babado!
Transitando por veredas várias, tento não abandonar esse interesse e gosto pela literatura, buscando conciliar e costurar com ela essa colcha de retalhos que venho tecendo.

Nesse ano, em que o querido professor João Adolfo Hansen se encantou numa terça de Carnaval, não podia deixar de enfatizar nesse escrito, o quanto o diálogo com sua leitura do romance é fundamental no meu modo de ler. Há muitos anos, leio e releio o livro de Hansen O o: A ficção da literatura em Grande Sertão: Veredas, sempre a aprender algo novo, cada vez mais me especializando na arte de ouvir sem dominar, sem pretensão de entender tudo.
Quando ele se encantou, eu estava numa fase de releitura de seus textos sobre o Rosa. 
Quando vi a chamada de artigos para o dossiê, fiz questão desse dialogo com o trabalho dele, tentando compartilhar o quase nada que sei, e sigo desconfiando.
Além disso, quis esboçar nesse artigo os diálogos que venho e quero seguir tecendo.
Vou gostar se o texto puder acompanhar vocês num cafezinho e vocês quiserem me contar o que acharam😉 by @renascidinha
16
a month ago
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Depois de uma pausa nessa rede, volto aos pouquinhos a frequentá-la e agora especialmente para compartilhar com vocês essa beleza que é o novo livro de poemas de minha amiga Analu @analu_cristina .
Tive a satisfação de ser uma de suas primeiras leitoras e de acompanhar momentos dessa semeadura. Mais do que isso, num momento doloroso e desafiador o convite de Analu foi um acalanto e seus poemas uma grata companhia nesse ciclo de renascimentos.
Foi também com satisfação que revisitei o último post que fiz e percebi as conexões que venho tecendo a partir das amizades, da literatura e da convivência com as plantas e seus ciclos.
Agradeço por renascer nas parcerias que alimentam, germinam e fortalecem  raízes.
Se for à bienal do livro, não deixe de passar no estande da @editora_nua, prestigiar seu belo catálogo e fortalecer as editoras independentes.
No dia 12/09  estarei por lá para celebrar o lançamento do livro Sementes no escuro! Uma ótima oportunidade de sair com um exemplar autografado pela autora.
Fica o convite para conhecer também os outros livros de Analu @analuescritora e o álbum Empretecer, disponível nas plataformas digitais. by @renascidinha
18
2 months ago
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É muito difícil gerir a matéria orgânica da vida. E não estou falando exatamente de compostagem... A gestão, como controle de tempos e fluxos, é  uma tarefa miserável, orientada por expectativas de sucesso e fracasso. Ela é bem sucedida enquanto política de controle, domínio e submissão da vida em nome de uma forma de vida superior e supostamente nobre, e também nesse ponto é que ela fracassa, pois o que em nós e ao nosso redor permanece organicamente vivo e insubimisso expõe a  fragilidade da soberba e a mesquinhez da meta.
Ainda assim, seguimos... lidando com essa gestão em diversas escalas da existência de nossas pessoas físicas e desencantadas, "nos perdendo em contemporâneas solidões e cansaço", como @psicanalise_decolonial nos convida a refletir em seu último post...
Gerir faz parte da cartilha tipicamente capitalista que conjuga progresso e catástrofe social, como nos ensina Walter Benjamim. Essa segunda natureza, como aprendemos com Marx. Isso que chamam de desenvolvimento... como estamos a aprender com Nego Bispo.
Continua nos comentários. by @renascidinha
6
2 years ago
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Gente, pus um textinho no mundo... faz tempinho já que ele saiu, mas a publicação mesmo é desses dias.
Passo aqui para compartilhar com vocês as coordenadas pra acessar a publicação e a alegria de ter um texto publicado. É um texto que eu escrevi a convite da Revista Na Ponta do Lápis, e que me possibilitou estudar e escrever sobre coisas que me interessam e eu acho que pode interessar outras pessoas também. Compartilho no texto leituras novas, outras nem tanto e diálogos que considero importantes na minha trajetória. É um texto que passou por um acabamento que destoa um pouco da perspectiva que orientou a escrita, mas o fio e a costura bruta estão com o estilo que eu queria comunicar e eu fico contente com a receptividade das editoras que acolheram a proposta e possibilitaram que essas elaborações ganhassem forma.
No perfil do @escrevendo.o.futuro tem o link pra chegar na revista.
Que esse textinho alimente novos diálogos! by @renascidinha
8
2 years ago
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Minha afilhada Maria tá fazendo dezoito anos hoje... Parece que foi ontem que ela reclamou que não tinha foto dela na minha geladeira ...vou colocar aqui nessa geladeira tá?
A dinda tem um álbum extenso aqui, e no meu coração vc conquistou morada desde o dia em que pegou na minha mão pra eu buscar água pra vc...um toquinho de gente que me encantou  e me ensinou a ser criança, reviver minhas criancices... sem medo e sem vergonha, com ternura e muita abertura pra sermos quem somos...sou grata a minha cumadi Ana Flor que me deu a honra de caminhar lado a lado...amo vcs demais da conta e quero seguir com vcs nessa construção de amor ❤️ 
Celebro esse dia e a existência de vocês✨ by @renascidinha
19
2 years ago
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Releio bell hooks enquanto reescrevo este “textinho” que venho esboçando há um tempo para iniciar uma divulgação do meu trabalho por aqui.

Ao longo desses últimos anos em que tenho trabalhado com revisão de textos, venho refletindo sobre as possibilidades de desenvolver esse ofício experimentando outras entradas. 
Além de trabalhar com textos já concluídos, tenho desenvolvido e sistematizado um trabalho que se volta ao processo de escrita, como uma relação de orientação, de tutoria, que junto com minha amiga irmã @anitalimulja batizamos de tutameria*. 
 
A proposta parte de uma reflexão sobre a escrita, sua relação com os diferentes usos da língua e com outras linguagens. 
Parte também de reflexões sobre a prática da pesquisa, a realidade das universidades brasileiras, a formação e o caráter dessas instituições, as transformações recentes e as diferentes condições sob as quais se cursa a graduação e a pós-graduação.

Como esse contexto atravessa a experiência da escrita de textos dos gêneros acadêmicos, com suas convenções, protocolos, métodos e resultados?

Como saber o que sabemos nessa linguagem que isola a escrita da fala e faz dela uma língua distante, estrangeira?

Penso que a dificuldade que enfrentamos na escrita é atravessada por essas questões que dizem respeito à relação que estabelecemos socialmente com ela. Acredito que reconhecer o contexto em que escrevemos, as expectativas que temos em relação ao resultado, os desejos que nos motivaram a ir por esse ou aquele caminho, pode possibilitar aprendizagens importantes sobre como sabemos o que sabemos.

A proposta vai um pouco por aí.
E a ideia, por aqui, é ir compartilhando referências, experiências e elaborações para quem se interessar em conhecer melhor esse trabalho.

*Tutameria, combinação de tutoria com tutaméia, é a forma como eu e Anita nos referíamos aos encontros de estudo e acompanhamento de sua pesquisa de doutorado. Vira e mexe, eu trazia para a conversa a leitura de Tutaméia, livro de Guimarães Rosa. 
Por ora, digo que esse livro reúne muitas das reflexões que têm me interessado como pesquisadora. Voltarei com ela aqui, apresentando melhor as possibilidades da nossa tutameria. taken in Nonada by @renascidinha
20
3 years ago
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A última das poucas postagens que fiz aqui no feed foi num daqueles momentos bem críticos da pandemia, quando quem podia ainda estava ficando em casa.
Desde o começo, ficar em casa foi lidar com constrangimentos vários...o de poder ficar em casa, o de ter uma casa pra ficar, o de estar numa casa confortável, com quintal, na companhia das plantas...o de ter o que comer, enquanto enquanto a carestia e o desamparo social se intensificavam...
Pra quem já tinha uma rotina casa-escritório nao foi tão novo cumprir uma rotina de isolamento, mas foi extremamente angustiante para muites de nós, como recordo pelas conversas e relatos... Com motivações diferentes e comuns, nossas angústias eram atravessadas pelo medo da morte, pelo horror de estar diante de tanta morte e sofrimento, enquanto sentíamos e víamos passar, com desespero e sensação de impotência, um rolo compressor de violências em escala e intensidade brutais.
Sabíamos que o retorno desse pesadelo não seria à normalidade... sabiamos que não seríamos mais os mesmos... desejávamos o retorno dos encontros...os abraços em meio ao choro e o riso...a sensação de alívio, algum brilho nos olhos da acesa esperança...
De lá pra cá e de antes de lá ainda, a sensação é de que se passaram eras geológicas... não foram meses, anos e dias...foi perplexidade, solidão, medo, falta de perspectiva, ansiedade, exaustão, constrangimentos... Não sei pra onde volto nem quem volto... não re conheço quem agora fala...e sinto que esse ar de volta à normalidade que entra pelos pulmões tem sido um pouco sufocante, vocês não acham?
Lembrando aqui de um texto não tão antigo da amiga @lilabarbosas que perguntava "Onde é que as pessoas se encontram pra dizer 'Nao, não está tudo bem. Tudo bem é apenas a resposta plausível da pressa. Ou da indiferença'?" 
Continua nos comentários by @renascidinha
13
4 years ago
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Tem dias que esse amor me pega
Faz lembrar que é processo
Há dias e dias 
E sobreposições num mesmo 
Enquanto uma floresce outra murcha
Uma terceira morre outras é mais outras sementes viram e quando menos se espera 
renascem... by @renascidinha
0
6 years ago
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GERAL CONTRA COVID  é uma campanha de caráter emergencial. As doações arrecadadas pela vaquinha viabilizarão a produção de 13 mil escudos faciais que serão distribuídos para os principais epicentros da pandemia. Em meio a tantas situações urgentes entendemos essa ação pontual como parte de um processo mais amplo de fortalecimento do SUS. Dar visibilidade aos riscos a que os profissionais de saúde estão expostos é parte de uma campanha para que esses profissionais recebam do poder público os equipamentos de proteção necessários. Quem adoece na linha de frente sobrecarrega ainda mais o nosso sistema de saúde que vem sofrendo numerosos ataques.
Ajude essa campanha, doando, divulgando e fortalecendo a luta contra o desmonte do SUS.
@makerscontracovid.19
http://www.catarse.me/geralcontracovid by @renascidinha
0
6 years ago
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A mirra florida, muito linda... by @renascidinha
2
6 years ago
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 by @renascidinha
0
6 years ago
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 by @renascidinha
1
6 years ago
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