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@nnd_azeco Enoque vai ao Centro da Terra - até 10/10
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ENOQUE VAI AO CENTRO DA TERRA | Programação de encerramento

Para encerrar a exposição, a NND | AZECO convida o público para dois encontros que partem da imaginação como espaço de experimentação, troca e criação.

No dia 3 de outubro, às 14h, Bertô e Thaís Bambozzi convidam os artistas participantes da exposição e o público para uma roda de conversa sobre as possibilidades de pensar o surrealismo no Brasil contemporâneo. (Link de inscrição na bio)

No dia 10 de outubro, às 14h, Carol Tudili conduz uma aula de práticas a artísticas que propõe experimentar a criação a partir do gesto, da imaginação e das possibilidades do fazer manual. (Em breve mais informações)


Praça da Bandeira, 53 — Centro Histórico de São Paulo taken in São Paulo, SP by @rober.berto
6
6 hours ago
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AMANDA D’ONOFRIO | NANA GUARNIERI | FELICIANO CENTURIÓN | BERTÔ | ANTÔNIO BRANDÃO | CAROL TUDILI 

A presença dos animais atravessa diferentes imaginários reunidos em Enoque vai ao centro da Terra. Entre criaturas reconhecíveis, formas fantásticas e figuras que parecem emergir de outros mundos, esses trabalhos aproximam natureza e imaginação, realidade e fabulação.

Amanda D’Onofrio, Nana Guarnieri, Feliciano Centurión, Carol Tudili Antônio Brandão e Bertô apresentam diferentes maneiras de transformar o animal em matéria poética: ora reconhecível, ora inventado, ora próximo do universo mítico e fantástico. Mais do que representar a natureza, suas obras criam seres, situações e mundos próprios, nos quais o animal pode assumir dimensões simbólicas, afetivas ou imaginativas.

Um percurso por diferentes formas de imaginar o mundo, em que a realidade cotidiana se abre para o extraordinário e para aquilo que existe entre o conhecido e o desconhecido.

Animals are a recurring presence in the imaginary worlds brought together in Enoque vai ao centro da Terra. From recognizable creatures to fantastical forms and beings that seem to emerge from other worlds, these works bring nature and imagination, reality and fantasy into dialogue. 

Amanda D’Onofrio, Antonio Brandão, Nana Guarnieri, Feliciano Centurión, Carol, and Bertô explore different ways of transforming the animal into poetic matter: sometimes recognizable, sometimes invented, and at times closer to the mythical and fantastic. Rather than simply depicting nature, their works create beings, situations, and worlds of their own, in which animals take on symbolic, emotional, and imaginative dimensions.

In this sense, the group resonates with the broader proposition of Enoque: a journey through different ways of imagining the world, where everyday reality opens itself to the extraordinary and to everything that exists between the familiar and the unknown.

AMANDA D’ONOFRIO
Sem título, 2025
Alumínio gravado em ponta seca, tinta calcográfica e metal fundido
12,5 x 18,5 cm

NANA GUARNIERI
Coral I, 2026
Argila fria, tinta acrílica
30 cm

FELICIANO CENTURIÓN
ciervo, 1994
Acrílico sobre cobertor
232 x 191 cm

BERTÔ
saiu um taken in São Paulo, Brazil by @rober.berto
6
11 hours ago
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"Pensamentos se atropelam e levanta-se a reflexão, já feita por Apollinaire em um poema: 

Qual 
Céu 
Triste 
Trilha 
Onde 
Vai o 
Alvo 
Sor- 
rir 
Da lua a me ver escrever 
(e pintar)" 

Trecho do texto de Thaís Bambozzi para a exposição "Enoque vai ao centro da Terra". 

Visitação até 10/10 ⛰️⛰️⛰️⛰️

"quatro cavernas deleitosas", 2026

Óleo sobre linho
65 x 60 cm

📸 Mateus Augusto Rubim by @rober.berto
2
2 days ago
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*Formulário de inscrição na bio

Inspirada na proposta experimental da Escola Entrópica, de Tomie Ohtake, a roda de conversa propõe pensar as possibilidades de um surrealismo no Brasil contemporâneo, a partir das relações entre arte, imaginação e cultura brasileira.

No dia 3 de outubro, Bertô e Thaís Bambozzi convidam o público e os artistas participantes da exposição para se encontram na NND | AZECO.

Praça da Bandeira, 53 - Centro Histórico de São Paulo
3 de outubro (sábado)
14h

-

Inspired by the experimental approach of Tomie Ohtake’s Escola Entrópica, this conversation proposes exploring the possibilities of surrealism in contemporary Brazil through the relationships between art, imagination, and Brazilian culture.
On October 3, artists Bertô and Thaís Bambozzi invite the public and the artists participating in the exhibition to join them at NND | AZECO for an open conversation. taken in São Paulo, Brazil by @rober.berto
4
3 days ago
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"Tanto  suor  é  capaz  de  formar  um  lago  profundo  e  arroxeado,  onde  todas  as imagens  estão  espiritualmente  amalgamadas.  Se  as  mãos  estiverem  livres,  é possível  sentir  gelar  a  espinha.  Pelos  em  riste.  Vez  ou  outra  pesca-se  alguma epifania  para  escutar  outras  versões  de  um  mesmo  lugar"

Trecho do texto de @thaisbambozzi para a exposição "Enoque vai ao centro da Terra" 

Visitação até 10/10 🏰

1. "delírios com areia movediça", 2025
Óleo sobre linho
20 x 30 cm 

2. "castelos híbridos para herdeiros assexuais", 2025
Óleo sobre linho
20 x 30 cm 

📸 @mateusaugustorubim by @rober.berto
6
10 days ago
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"Outro  ruído  entope  os  ouvidos  e  o  eco  embaralha  os  sentidos.  O  ritmo  do  chiado  vai aumentando  a  cada  passo  incerto.  As  paredes  amontoam-se  ao  redor,  formando  uma espécie  de túnel incandescente; o calor emana pelos quatro cantos e o centro é mesmo quente  como  brasa"

Trecho do texto de @thaisbambozzi para a exposição "Enoque vai ao centro da Terra".

Em exibição até 03/10 🧜‍♀️🐂

1. "as mulheres seduzidas serão transformadas em sereias", 2026

Óleo sobre linho
65 x 90 cm 

2. "saiu um touro da terra, e ele era branco", 2026

Óleo sobre linho
60 x 75 cm

📸 @mateusaugustorubim by @rober.berto
2
17 days ago
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toque toque 💁🏻‍♀️💕 by @rober.berto
6
22 days ago
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"Mancha  de  tinta  sobreposta  até  que  o  linho  aguente  mais  uma  camada.  Tropeçar embriagado  pelo  que  dizem  as  sereias,  aquelas  que  não  se  sabe  serem  cúmplices  ou vítimas, mas certamente tomadas por dor e drama. Ir mais fundo, pr'além do movimento de seus rabos. Náufrago de si. À beira". 

Trecho do texto de @thaisbambozzi para a exposição "Enoque vai ao centro da Terra" 

Visitação até 03/10 🧜‍♀️🧜🏻‍♀️🧜🏼‍♀️🧜🏽‍♀️🧜🏾‍♀️🧜🏿‍♀️

Sem título, 2026
Óleo sobre linho
20 x 30 cm

📸 @mateusaugustorubim by @rober.berto
11
22 days ago
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"Águas-vivas  cintilam  em movimentos que nunca cessam; cada pincelada prevê o próximo gesto e assim por diante, até  o  oceano  do  artista  ser  tomado  por  estes  seres  e  tantos  outros" 

Trecho do texto de @thaisbambozzi para a exposição "Enoque vai ao centro da Terra" 

Visitação até 03/10 🪼🪼🪼🪼

"levaram-me ao lugar das águas vivas e do fogo ocidental", 2026

Óleo sobre linho 
90 x 70 cm

📸 @mateusaugustorubim by @rober.berto
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24 days ago
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" [...] gigantes famintos a devorar todos os tipos de corpos. Os gritos acabam abafados pela agilidade do gesto.  Do  outro  lado, a margem é fogo, queima e incendeia tudo tudo tudo, todos todos todos. " 

Trecho do texto de @thaisbambozzi para a exposição "Enoque vai ao centro da Terra". 

"caos-ensinos-gigantes-violência", 2026 
óleo sobre linho 
70 × 65 cm 

📸 @mateusaugustorubim by @rober.berto
7
a month ago
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Casas tatuadas concentra o núcleo da poética de Efrain Almeida. Enfileiradas na parede, as pequenas arquiteturas de madeira natural trazem, em baixo-relevo, a inscrição da coroa de espinhos: a marca não é aplicada sobre a casa, é escavada nela. Formado entre a talha popular e a imaginária religiosa do Nordeste, Efrain alcança uma síntese quase minimalista, e é aí que reside sua potência — com a escala mínima e um único motivo repetido, abre um universo inteiro de fantasia. A casa aparece como corpo, abrigo que carrega ferida, e o erotismo não está numa imagem explícita, mas no gesto que fere e enfeita ao mesmo tempo. Efrain faz da contenção uma forma de desejo.

A mesma tensão entre delicadeza e violência atravessa a manta pintada de Feliciano Centurión, à esquerda, onde um cervo cruza uma floresta verde-azulada sobre um suporte doméstico. Sua obra nasce da experiência de um artista gay paraguaio, marcada por afeto, vulnerabilidade e pelo convívio com uma sociedade conservadora.

Abaixo das casas, a tela de Chico da Silva, de 1967, devolve o animal à cena, agora irreconhecível: um imaginário popular que inventa criaturas regidas por lógica própria, nascidas da experiência cotidiana e não de um surrealismo tomado como estilo. Entre a talha, a manta e a pintura, território, desejo, religião e fantasia deixam de funcionar como categorias separadas.

EFRAIN ALMEIDA
Casas com tattoo, 2002
Políptico de quatro
16 x 12,5 x 17 cm (cada)

Tatuadas Houses concentrates the core of Efrain Almeida’s poetics. Arranged in a row along the wall, the small structures carved from natural wood bear, in low relief, the image of the crown of thorns: the mark is not applied onto the house but carved into it. Trained within the traditions of popular woodcarving and the religious imagery of Northeastern Brazil, Efrain achieves an almost minimalist synthesis, and it is precisely here that the work derives its power — through a reduced scale and a single repeated motif, he opens up an entire universe of fantasy. The house appears as a body, a shelter that carries a wound, while eroticism lies not in an explicit image but in the gesture that wounds and adorns at the same time. Efrain turns taken in Sao Paulo Centro by @rober.berto
1
a month ago
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Em Enoque vai ao Centro da Terra, a escultura de Zé Carlos Garcia, inédita e produzida especialmente para a exposição, estabelece o tom da mostra. Com 2,40 metros de altura, o pássaro coberto por penas negras articula uma imaginação ao mesmo tempo surreal e profundamente tropical brasileira. Entre animal, mito e aparição, a obra anuncia o universo que se desdobra ao seu redor.

Esse universo se prolonga na pintura de Daniel Barreto, que transita entre abstração e figuração para transformar elementos do cotidiano em cenas oníricas. Seus peixes parecem voar e mergulhar simultaneamente, suspensos na trama da própria pintura. Esse estado encontra eco em uma aquarela sobre papel de Gerben Mulder, na qual surge um estranho pássaro humanoide, alado, que parece ao mesmo tempo caminhar e levantar voo. As duas obras compartilham uma instabilidade entre corpos reconhecíveis e formas em transformação.

O diálogo se amplia com Cornucópia, crisântemos, figos e romãs, de Maria Livman. Em porcelana esmaltada, frutos, flores e formas vegetais compõem uma abundância quase fantástica. A cornucópia, símbolo de fertilidade e fartura, é deslocada para um território em que natureza, ornamento e artificialidade se confundem.

O percurso segue em direção à cultura indígena e à literatura brasileira, com uma pintura de Isaka Huni Kuin e duas raras iluminuras de Ariano Suassuna. Criado por Suassuna no Recife, em 1970, o Movimento Armorial buscou construir uma arte erudita brasileira a partir das matrizes da cultura popular, aproximando cordel, xilogravura, música, teatro e os imaginários míticos do Nordeste. Em suas iluminuras, palavra e desenho se fundem em um universo de símbolos, animais fantásticos e referências populares.

É desse encontro entre diferentes tempos, tradições e formas de imaginar — do mito à cultura popular, do sonho à natureza reinventada — que emerge uma das perguntas que atravessam a exposição: que formas pode assumir hoje um surrealismo brasileiro?

ZE CARLOS GARCIA
futuro do pretérito, 2026
Madeira (sapoti) e penas
240 x 35 x 75 cm

DANIEL BARRETO
Cocoroca voadora, 2026
Tinta óleo e acrílica sobre madeira
100 x 100 cm

GERBEN MULDER
Bird, 2020
Desenho a lapis
21 x taken in Sao Paulo Centro by @rober.berto
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