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Relespública - Quadrophenia
The Shorts - Nico
Escambau - Rock and Roll Circus
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🥨 Talks sobre os filmes.
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Comparativos entre "Quadrophenia" (Franc Roddam, 1979) e "Trainspotting" (Danny Boyle, 1996) não abundam à toa. Além do retrato primoroso de extratos expressivos da juventude britânica, do papel estrutural da música e dos textos originais vigorosos, as duas produções contam com um trunfo comum: Brian Tufano.
Após uma década trabalhando em séries e filmes para televisão inglesa, o diretor de fotografia estreou no cinema justamente na adaptação da ópera rock do The Who realizada pelo também debutante Roddam.
A estreia de Danny Boyle também foi marcada pela parceria com Tufano, mas no filme Cova Rasa/Shallow Grave (1994). Dois anos depois, a dobradinha se repetiu com a transposição do romance livro homônimo de Irvine Welsh para as telas grandes.

Rock in Cine:
Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.
Produção: Observatório Criativo.
#Quadrophenia #RockinCine #TheWho #FrancRoddam #DannyBoyle #BrianTufano
#FCC #FundaçãoCulturaldeCuritiba #PrefeituraMunicipaldeCuritiba by @rockincine
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5 years ago
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Antes do filme (1979), tinha um disco (1973).
Quadrophenia foi o sexto álbum de estúdio e segunda ópera rock do The Who, que já havia testado o conceito com sucesso em “Tommy” (1969). Mesmo não superando o patamar atingido pela primeira experiência, o disco quádruplo é considerado um dos pontos mais altos da banda britânica.
Mod convicto, desafeto dos rockers e aficionado por anfetaminas, Jimmy Cooper é o personagem central da narrativa. Ele sofre de uma esdrúxula doença de personalidade múltipla – cada uma associada a um dos integrantes do grupo: Roger Daltrey (dançarino inábil, mas invocado), John Entwistle (romântico incorrigível), Keith Moon (pancada) e Pete Townshend (“um mendigo, um hipócrita”).
A obra-prima escrita por Townshend ultrapassa a mera representação das discórdias subculturais juvenis do início dos anos 1960, servindo como valioso retrato da sociedade inglesa do período, além de canal para o autor escarafunchar o passado e a própria personalidade problemática.

Rock in Cine:
Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

#Quadrophenia #RockinCine #TheWho #petetownshend #KitLambert #GlynJohns
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5 years ago
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Para uma melhor compreensão do filme Quadrophenia (1979), são imprescindíveis dois pequenos retrocessos no tempo. Primeiramente, para Londres do começo dos anos 1960, período em que despontaram dois grupos contraculturais nascidos do pós-guerra.
De um lado, os “rockers” e seus topetes besuntados com brilhantina, ostentando motos barulhentas, vestindo jeans, camisetas e jaquetas de couro. Na vitrola, como a denominação sugere, muito rock ‘n roll e rockabilly.
No sentido oposto, os “mods”. Adeptos de visual sofisticado, trajando casacos militares ou ternos feitos sob medida, gravatas finas e exibindo penteados nouvelle vague. As scooters (Vespas ou Lambrettas) eram seus meios de locomoção prediletos. A trilha sonora não poderia deixar de ser igualmente refinada, contemplando rhythm and blues, soul, ska e jazz jamaicano.
A medida em que ganhavam volume, também aumentavam os conflitos entre os dois grupos, marcados por diferentes origens, hábitos e ideais.
Rock in Cine:
Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.
Produção: Observatório Criativo
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5 years ago
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Transcendendo a falta de semelhanças físicas e vocais, Trine Dyrholm recorreu a conexões mais profundas para interpretar Nico.
As afinidades entre atriz e biografada começam pela música. Antes de ingressar no cinema, a atriz dinamarquesa havia investido na carreira de cantora. 
O início precoce nas artes, aos 14 anos, também suscitou rótulos e pré-julgamentos. Dyrholm adquiriu certa experiência com turnês mambembes acompanhada de bandas independentes. Mas a maternidade é apontada como o principal elo entre as duas. O próprio filho de Nico declarou ter se impressionado com a interpretação quando viu o filme.
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#RockinCine #Nico #Nico1988 #FCC #FundaçãoCulturaldeCuritiba #PrefeituraMunicipaldeCuritiba #Theshorts
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5 years ago
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A italiana Susanna Nicchiarelli desviou de todos os caminhos óbvios possíveis ao assumir roteiro e direção do primeiro filme ficcional sobre Nico. Até então, detalhes sobre seus últimos dois anos eram ignorados mesmo pela maior parte do seu público - seja da fase Velvet Underground ou da carreira solo.
A grandiosidade da obra aflora de um olhar sofisticado sobre suas turnês de baixo orçamento percorridos em vans desconfortáveis e divididas com a banda anônima, enquanto luta contra o vício e o próprio passado. Contrastando com a sacrossanta imagem de jovem musa pop, emerge a mulher beirando os 50 anos, autossabotando a própria beleza e revelando uma ainda oculta faceta materna. 
Somente uma cineasta seria capaz de clarificar o quanto, ao longo da carreira, a artista foi subestimada como força criativa e subjugada por produtores e compositores do sexo oposto.
“Eu estive no topo. Eu estive no fundo do poço. Ambos os lugares estão vazios.”
Nico.

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Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

Imagens: Magnolia Pictures

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5 years ago
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Desertshore (1970) é outro ponto alto da carreira solo de Nico. Os arranjos e a produção ficaram a cargo de John Cale, que também havia assinado The Marble Index no ano anterior. Ele reassumiria o posto em The End (1973) e Camera Obscura (1985). 
Já a coprodução de Desertshore ficou com Joe Boyd, que atuou com Nick Drake, Pink Floyd, R.E.M., Billy Bragg, entre outros.
As oito faixas contrapesam folk, rock, gótico e música clássica. Parte do álbum foi incluso na trilha sonora de La cicatrice interieure (Philippe Garrel, 1971), estrelado por Nico e seu filho Ari Boulogne.
As experiências profissionais, as vivências internacionais e a trajetória conturbada serviram de insumo para as letras dos seis álbuns de Nico. "Janitor of Lunacy", que abre Desertshore, é uma homenagem a Brian Jones, com quem a artista teve um breve relacionamento antes de ingressar na carreira musical. A composição serviu como homenagem ao fundador dos Rolling Stones, falecido em 1969.

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5 years ago
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A discrepância permeou aspectos estéticos e musicais de Chelsea Girl (1967) e The Marble Index (1968). Entre o disco de estreia e o segundo trabalho solo, Nico passou um período na Califórnia. Recebida por seu “irmão de alma” Jim Morrison, degustou peiote e absorveu altas doses de poesia e romantismo byroniano.
A longa sessão de transferência de conhecimentos (o atual “mentoring”) rendeu inesperados e duradouros frutos. As transformações, entretanto, não se restringiram à indumentária, à maquiagem e ao cabelo.
Inspiradas em música medieval e vanguarda europeia, as composições amadureceram significativamente. Pela primeira vez, Nico assinou todas as letras, rumando definitivamente para a independência.
Muitos consideram The Marble Index precursor do rock gótico. A influência do álbum, entretanto, se estende a artistas e bandas de uma ampla gama de estilos, como Primal Scream, Bauhaus, Sisters of Mercy, PJ Harvey, Bjork, Gene Loves Jezebel e Dead Can Dance.
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5 years ago
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O desligamento do Velvet Underground não significou o fim da parceria entre Nico e os integrantes da banda.
Participaram ativamente do seu álbum de estreia, Lou Reed, John Cale e Sterling Morrison – além de Bob Dylan, Tim Hardin, Tim Buckley e Jackson Browne. Mesmo não assinando uma letra sequer das 10 faixas do disco, Chelsea Girl (1967) foi essencial para consolidar a carreira musical da artista. Compõe o trabalho temas como "These Days", “Little Sister” e “It Was A Pleasure Then”, presentes até os últimos shows de Nico.
O título do álbum faz menção ao filme experimental homônimo lançado um ano antes por Andy Warhol.
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Lou Reed, John Cale, Sterling Morrison e Maureen Tucker. Não bastando a conjunção quase planetária que originou o Velvet Underground, um fenômeno ainda mais inesperado, potente e meteórico marcaria o início da banda.
Proporcionada pelo produtor/padrinho Andy Warhol, a chegada de Nico teve por objetivo inicial a realização dos eventos multimídia Up-Tight!, que começaram em janeiro de 1966. A mistura de dança, cinema, performance, projeções e “otras cositas más” se transformaria em The Exploding Plastic Inevitable.
Velvet Underground & Nico veio a público em março de 1967. Além dos vocais principais em três joias do álbum de estreia ("Femme Fatale", "All Tomorrow's Parties" e "I'll Be Your Mirror"), a cantora germânica faria também os backing vocals de "Sunday Morning".
Nico, 1988 (Susanna Nicchiarelli, 2018) faz menções en passant sobre esse período – a proposta da cinebiografia foi abordar apenas os últimos dois anos da artista.
Já o documentário The Velvet Underground (Todd Haynes, 2021) reconta o início da história da banda novaiorquina com mais consistência. Mesmo que o espaço destinado à Nico tenha sido relativamente pequeno, a produção de Haynes é fundamental para o entendimento da formação e importância de uma das bandas mais originais e influentes de todos os tempos.
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Da carreira de modelo à entrada no mundo da música, Nico fez uma escala de quase uma década no cinema. Após alguns papéis como coadjuvante na Europa – um deles em "La dolce vita" (Fellini, 1960) –, a artista estabeleceu carreira em Nova York. Lá, passou a estudar teatro e conseguiu seu primeiro papel como protagonista, em "Strip-Tease" (Jacques Poitrenaud, 1963).
As parceiras mais duradouras ocorreram, primeiramente, com Andy Warhol e Paul Morrissey. Com eles, Nico atuou nos experimentais Chelsea girls, The Closet e Sunset (1966); e Imitation of Christ (1967).
A segunda parceria mais consistente na sétima arte se deu com Philippe Garrel, entre 1970 e 1978. Ao todo, foram sete filmes, começando com La cicatrice intérieure (1972), passando por Un ange passe (1975) e encerrando com Voyage au jardin des morts (1978).
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5 years ago
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Ainda que "Nico, 1988" (filme selecionado pela banda The Shorts para o Rock in Cine) enfoque a fase final da trajetória de Christa Päffgen, uma contextualização inicial é inevitável.
Nascida em Köln (Cologne), em 1938, a artista alemã abandonou a escola muito cedo, com apenas 13 anos de idade. Após um curto período vendendo lingeries, adentrou no mundo da moda, onde teve carreira expressiva.
Em Paris, trabalhou como modelo em revistas do porte de Vogue, Elle e Vie Nuove. Lá, conheceu Herbert Tobias, autor desse conjunto de imagens datadas de 1955 a 1957. 
O fotógrafo foi responsável por rebatizá-la como Nico. O motivo não poderia ser mais ordinário: na época, ela namorava o diretor francês Nikos Papatakis, que utilizava o mesmo apelido.

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Os riscos da Ômicron colocam em dúvida a realização de bailes, desfiles e festejos Brasil afora em 2022. Mas não chegam a ameaçar nosso inconteste título de “Melhores quanto ao Carnaval”.
Lançada pelo Escambau em 2017, a composição surgiu repentinamente em meio às gravações de “Sopa de Cabeça de Bagre”. 
A urgência da mensagem foi determinante para a ampliação do álbum, que acabou se tornando o primeiro LP duplo da história da música paranaense.
Versão gravada e filmada no estúdio Gramofone para o Rock in Cine.
Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

Coordenação e Produção: Ramiro Pissetti
Produtora executiva: Giusy de Luca
Vídeo
Direção: Luciano Popadiuk
Direção de Fotografia: Diogo Schechtel
Câmeras: Eduardo Moura, Diogo Schechtel e Otto Vigantzky
Edição: Luciano Popadiuk e Otto Vigantzky
Finalização e Color Grading: Luciano Popadiuk
Áudio
Coordenação de estúdio: Alvaro Ramos
Técnico de gravação e mixagem: Vitor Pinheiro
Masterização: Gramofone
Gravado ao vivo na Gramofone www.gramofone.com.br
Curitiba, 22 de setembro de 2021.

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