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“o trovador de estranhamentos “
— cinema / música —
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— a cecília (pt 1 - 3)

treze amigos de vinte e poucos anos, com vontade de formar um coletivo.
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fomos atrás de um espaço que coubesse nessa ideia, e encontramos um casarão abandonado em Santa Cecília. montamos ali a — Associação Cultural Cecília. (@ceciliacultural )

em cima, um salão amplo, de pé direito alto, parede de tijolinho, aberto pra nossa imaginação e criação.
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embaixo, uma produtora de áudio com estúdio de música e o escritório de arquitetura. nos fundos, numa edícula separada, o estúdio de vídeo — foi ali que fiz parte da minha primeira produtora, a MMC Filmes.

foi nesse processo que fomos entendendo nosso propósito. do salão, começamos a ver o que sairia daquele espaço — teve gastronomia, fotografia, artes plásticas, oficinas, cineclube, teatro. mas o coração era a música. 

foi nela que a gente se ancorou, e nossa missão começou a fazer sentido.

a Cecília virou um bastião da cultura independente —  um lugar que dava espaço pro experimental, pro autoral.
 
quem já tinha nome e quem ainda estava construindo se sentiam em casa ali.

sempre na unha, até achar nossa verve. by @roguan_
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6 hours ago
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— no corpo

no meu segundo ano de cinema, logo comecei a trabalhar no estúdio da Fátima Toledo — a preparadora de elenco por trás de Pixote, Central do Brasil, Cidade de Deus, Cidade Baixa, O Céu de Suely, entre tantos outros. 
não sabia quem ela era — a preparação era pouco falada naquela época. mas sabia o que me faltava — tinha acabado de dirigir atores em mais um curta independente e percebi que não sabia nada sobre como chegar neles, como ir nas emoções. quando vi aquele trabalho pela primeira vez, entendi que ali estavam as ferramentas que eu precisava como diretor.

comecei filmando as aulas. fui passando por todos os preparadores da casa — cada um com uma linguagem, cada um com seus exercícios. ali aprendi a criar uma dinâmica de grupo, construir minha estética, uma atmosfera antes de entrar em cena.
senti no corpo — a meditação Kundalini, a bioenergética, o psicodrama, e mais que tudo, essa conexão abrindo as emoções, criando presença. aquilo mudou minha percepção sensorial de forma definitiva. 

fui me aproximando da Fátima até que ela me chamou pra ser seu assistente. e me chamou pra trabalhar no 
Tropa de Elite. três meses no Rio — dois de preparação com o elenco, junto com o BOPE, dentro de um universo muito denso. um mês só eu com os atores, no set. 
foi uma experiência muito intensa e transformadora. 
essas fotos que fiz registram esse momento — num dos filmes mais marcantes do cinema nacional.

foram quase seis anos na Fátima. nesse período, passei pelas oficinas do Linha de Passe, de Walter Salles, do Infância Roubada, de Bruno Barreto, do Alice, de Karim Ainouz e Sérgio Machado, do musical Fantasma da Ópera.

nessa mesma época, me tornei preparador da casa. comecei a ter turmas — aí que iniciei a criação da minha linguagem — a minha condução — meus próprios workshops. 
a música sempre no centro. 

a beleza de entrar em contato com o ser humano, explorar as emoções e transformar isso em atuação — pra mim é a parte mais bonita do cinema. o método começava com uma pergunta: quem é você?

me identifico com esse lugar de visceralidade e busca pela verdade — carrego isso até hoje, no set e no palco. meu álbum abre com essa pergunta. não foi acidente. by @roguan_
18
5 days ago
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— três pontas

já tinha feito uns quinze filmes quando peguei minha primeira câmera digital e comecei a trabalhar num lugar mais autoral. 

o quarto curta dessa fase, Destino Cidade Ademar, foi um dos vencedores do Festival do Minuto — e ganhei também uma menção honrosa com direito a um curso de edição. (esse relógio era o troféu da premiação)

foi ali que aprendi a montar. e foi entendendo que podia filmar, editar e dirigir — as três pontas na mesma mão — que cristalizou uma insatisfação que já vinha crescendo. estava no último ano de comunicação e nada daquilo me preenchia. larguei e fui fazer cinema.

nessa fase de formação dirigi, escrevi e atuei em uma narração poética sobre uma trilha sonora — cenas subjetivas, imagens que criam atmosfera antes de criar sentido. 
se chamava — Sete Grilos / Dois Cachorros.

foi pra festivais internacionais — entre eles o Potenza Film Festival na Itália e o Zebra Film Festival na Alemanha. esse curta também saiu na Rattapallax — revista literária de Nova York, ao lado de Abbas Kiarostami, Takeshi Kitano e 
Arnaldo Antunes.

só anos depois eu ia entender: aquilo já era música — 
a poesia que escrevia desde a adolescência, 
finalmente encontrando seu lugar. by @roguan_
0
6 days ago
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— sem saber

duas memórias me voltam quando penso no começo. 
uma sou eu tocando “asa branca” numa apresentação da escola de piano — uma criança pequena num palco pequeno, mas já sentindo que aquilo era real. a outra é uma peça de teatro infantil.

lembro da roupa, da minha fala. não sei explicar por que essas duas memórias ficaram. talvez porque já anunciavam algo — que eu seria sempre atraído por mais de uma linguagem ao mesmo tempo.

aos dez anos chegou uma câmera — uma jvc vhs. 
naquela época ter uma era coisa rara, era outro mundo. 
o primeiro impulso que tive foi fazer um stop motion com bonecos. sem internet, sem referência, sem saber que isso tinha nome. foi puro instinto.

depois vieram os filmes com a família — paródias, humor, os irmãos e primos todos envolvidos. 

a gente apresentava pra família e eles riam. 
eu percebi que gostava disso: construir uma história, fazer as pessoas sentirem algo. 

com ela, a montagem acontecia na hora — 
você rebobinava, regravava, até a sequência ficar certa. era cinema sem saber que era cinema.

nessa época ainda pensava que queria ser ator. 
estudei teatro por algum tempo. até que um dia entendi que não queria que ninguém colocasse palavras na minha boca. 
queria dirigir e atuar nos meus próprios filmes. by @roguan_
0
7 days ago
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acabei de lançar meu site — e pra quem viu, pôde ler a parte da trajetória em que amarro como meu trabalho foi se desenvolvendo até tomar forma e expressão.

agora pra quem não viu, vou deixar esse registro aqui nas redes, com uma série de posts com textão e carrossel.

pra dividir com quem tá chegando e com quem não teve tempo pra navegar.

senta que lá vem a história!
hasta

roguan.com.br — link na bio

📸: @mtolk_________p (<3) by @roguan_
1
10 days ago
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site no ar!

pra quem acompanhou meu último post, falei sobre a profundidade que foi realizar esse trabalho.

costurar, enxergar e alinhar essa visão foi essencial — pra compreender minha estrada e tomar as rédeas da minha narrativa e identidade.

divido o trabalho essencialmente entre o cinema e a música — e aproveito pra me debruçar sobre minha trajetória e como tudo se amarrou. uma história que vou dividir por aqui na sequência.

pros chegados e interessados — se puderem — acessem pelo computador, pra visualizar melhor!

manda dm se gostou!

link na bio
(roguan.com.br)

noizzzz by @roguan_
10
12 days ago
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quase um ano atrás eu tava escrevendo um textão sobre a minha expansão artística com o lançamento do meu trabalho musical.

lá eu ainda tava cheio de expectativas..incertezas do que esse caminho seria..só com a certeza de que realizar seria minha satisfação…e de uma forma complexa..como tudo é..sinto que encontrei o que imaginava - e o encaixe e a mistura das artes fecharam um ciclo e um sentido.

nesse ano iniciei o trabalho do meu site. 
não pensei que seria tão profundo. 
se debruçar em mais de 20 anos de trabalho..em que já experimentei tantos caminhos..foi um desvelar e se entender..essencial pra minha direção - 
e pra compreensão da minha identidade. 
e da minha arte.

durante esse aprofundamento de identidade, em uma das melhores críticas que saiu do álbum - fui chamado de 
“o trovador de estranhamentos”. guardo com carinho essa alcunha. uma bela síntese da minha expressão e de como vou me revelando.

quando lancei o álbum, questionaram se eu tinha parado com os filmes. nunca parei. amo o cinema, construí uma carreira nele. meu sustento. assim como o comercial vai continuar convivendo com o autoral — não como concessão, mas como parte da mesma construção. balanceando os dois e construindo convergência e propósito no criar.

nesse desvelar, tracei todo um mapa. uma cartografia. 
uma busca por equilíbrio. e o mais importante - saúde.

semana que vem faço o lançamento do site. 
que é muito mais do que a apresentação do meu trabalho — 
é pra mim um marco de uma nova estrada, muito mais clara, de onde quero ir e do que quero produzir.

tenho ctz que nada do que planejei será realizado como o plano. mas tb tenho ctz que o desconhecido sempre fez sua parte.

quando se faz uma imersão dessa vc acaba fazendo um balanço..e é foda ver essa história..e me vi no devaneio..que se eu morrer com 83 (meta boa) - tenho mais 14600 dias de vida..quatorze mil e seiscentos.. vixx..

tem muita coisa pra viver. 
e sinto que tô no melhor momento pra expressar tudo que aprendi.

te vejo nessa caminhada. hasta

📸 : @fffffguilger (<3) by @roguan_
35
a month ago
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 by @roguan_
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a month ago
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 by @roguan_
1
2 months ago
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engraçado..hj acordei cantando essa demo  que se chama “rastros calmos” (2) -que fiz um tempo atrás.  é louco quando vc canta uma música sua com prazer - sem nenhuma preocupação de como vai chegar nas pessoas.

nos ultimos bons tempos da minha vida tava um caos - desde o lançamento do meu album. na vida pessoal mudando de casa e vivendo pelo menos sete meses de obra com todo dia gente por aqui. fora que resolvi sair da produtora que trabalhava e começar do zero.  alinhar minha arte entre cinema música e o que mais tiver propósito com que expresso. nesse processo tava fazendo meu site - juntando esse quebra cabeça e fazendo um profundo trabalho de auto analise. e mais que isso projetando e estruturando minha carreira pra dar sustento e paz pra minha arte ser livre. 

durante esse processo de recesso - de imersao de copa de mundo - rs - me dei o espaço pra observar (nunca fui de falar muito por aquj - meu primeiro post foi 2022) - e de começar a buscar um trabalho mais acertivo ,estrategico de como construir minha linguagem nesse formato das redes sociais.e tb, pra falar a verdade, por estar empapuçado do instagram. que claro, tem coisas legais e trocar é legal.mas pra mim tenho muito dificuldade de desejo de sentido no que produzir aqui .

mas uma hora acho a mão. e escrever isso assim no impulso ja é meu teste de laboratório. de encontrar uma forma que me instigue nesse game e nao esteja por aquj querendo vender algo ou que me sigam por numeros , sem troca - num exibicionismo por busca de likes e dopamina barata. tenho ctz que a busca é bem maior que essa- é o desejo de querer oferecer algo que tenha troca.
esse pra mim é o tesão em fazer arte.

e ultima..essa demo é a primeira que desenvolvi no baixo - instrumento novo na minha vida. ja tenho 50 demos pro proximo album e to me organizando -planejando - pra que ele venha na hora que que tiver que ser.
logo mais bora pro ataque. 
pq sem identidade , plano e estratégia nao tem hexa. 
esse é o trabalho. esse é o caminho. by @roguan_
6
2 months ago
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- o que te escolhe -
a imagem ou a palavra?

em terras rasas
escolho
a fuga

o espaço entre

entre o verbo
entre o quadro

/entre
entro\

escolho a fuga.

—————-

((ligue o som))- trilha e fotografia originais* by @roguan_
4
4 months ago
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esse é o take que entrou no album. 
(ato 3 - “o agora”)

como percussionista fui desenvolvendo essa batucada na viola e toda vez aparece algo novo. 
nunca mais acertei essa mão que ta ai nesse take..
por isso guardo com carinho.

esse é um mini doc que fiz da gravação do disco. 
vou jogando trechos por aqui até colocar tudo no ar.

——————————————————-
producão artística- @mayrauad 
produção musical-  @rodrigo.trq 
engenheiro de som- @bpontalti 
produtora de áudio- @mandril_audio by @roguan_
18
5 months ago
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