Instagram story viewer> @schneidercarpe> Posts
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Que alegria ver o argentino Copi de volta às livrarias brasileiras. E mais: com um livro sobre esse nosso tempo de guerras. Ainda é preciso realocar Copi na tradição da literatura latino-americana do século XX e esse romance ajuda no processo. Esse é um romance que faz rir e assusta na mesma medida. Você fica sem saber para onde olhar o tempo inteiro ou se corre para longe ou se entrega à carona suspeita (no fundo todas as caronas são suspeitas). É justamente isso o que fazem os discos voadores (you know what I mean...). Foi uma surpresa quando o pessoal da @ercolanoeditora me chamou para contribuir na edição desse livro e ainda ver a @amoiramara se juntar ao projeto. E essa capa linda da @terezabettinardi . Gente, façam um poster dessa capa e deixem os leitores serem suas próprias Barbarellas de sala (e que esqueçam Spielberg, há naves mais interessantes). 2026 é todo sobre discos voadores e segundo sol (aquele!). by @schneidercarpe
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4 days ago
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Ao mesmo tempo que é irregular, tem alguns dos contos mais perturbadores e algumas das passagens mais bonitas que a Mariana Enriquez já escreveu. Aqui ate os espíritos são meio sexy! À certa altura, uma personagem se pergunta como se livrar de uma coisa que não existe. A pergunta primordial! E Buenos Aires continua à meia-luz dos seus subúrbios de tangos assombrados, tal e qual As coisas que perdemos no fogo (sua obra-prima).Enfim, um novo livro de Mariana Enriquez é sempre um prazer, capaz de animar até o mais triste dos fantasmas. A tradução é da @menezeselisa by @schneidercarpe
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7 days ago
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Feliz de, depois do ter ganho o APCA desse ano, ver o Presente do acaso do @joao.barile ser semifinalista do Jabuti Acadêmico. Que presente incrível Barile deu ao leitor com esse livro, ao descortinar a corrida do biógrafo atrás do biografado (e imagina quando o biografado é alguém como Silviano Santiago), ao mostrar o jogo de gato e rato atrás de pistas, de segredos… no fundo toda biografia é meio um procura-se Susan desesperadamente. E é bom ver o desespero na corrida atrás do personagem/objeto. Sem o desespero tem nem graça ;) @autenticaeditora by @schneidercarpe
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11 days ago
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 by @schneidercarpe
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13 days ago
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Tinha algo envenenado nas canções de amor do começo dos anos 80. Talvez alguma coisa a ver com a meia-luz que a aids projetaria, talvez fosse o arrepio diante de um fim de um século que não deu muito certo, talvez só a ressaca de todos aqueles dancing days e suas utopias neoliberais. São inúmeras as possibilidades da equação... Mas não deixo de pensar que há várias letras falando de uma iluminação que fere os olhos, de um som que implode os ouvidos. Tudo é enevoado, ameaçador. Como se algo fosse pular antes do refrão e agarrar seu pescoço. Penso na sombra do Nosferatu subindo as escadas naquele clássico que deu o tom do século XX entre as guerras. E ele continua a subir, ad infinitum. E falaremos de vampiros de novo mais à frente. A década começou com o Joy Division, e o seu veredito que, assim como em Kafka, vem antes do julgamento (Love will tear us apart). E até o ABBA reapareceu quase como um cronista de terror num dos seus últimos singles, mandando sua dancing queen tirar a maquiagem e voltar para seu apartamento de classe média, em The day before you came. Nessa canção, a narradora detalha seus afazeres antes da chegada de algo-alguém que vai estraçalhar sua rotina já tão bem ensaiada por anos a fio. Ao apagar as luzes, ela nos informa acompanhada por um sintetizador que soa como a batida de um coração mumificado: “e com aquele barulho no telhado, devo ter ouvido o som da chuva / no dia anterior à sua chegada”. Sejá lá sobre o que ela esteja falando, está perto, bem perto. Não sabemos se vai dar certo ou não. A música se apaga abrupta antes da resposta. (Continua nos comentários) by @schneidercarpe
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16 days ago
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Temporada de arco-íris. by @schneidercarpe
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20 days ago
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O Confessions II só me lembrou o Like a prayer. Não estou falando propriamente de sonoridade, mas de uma forma de tratar o passado sem morfina, da confissão não como livramento (a cura na pista de dança de antes), mas como constatação (o que sempre é mais delicado e só é possível se livrar de algo reconhecendo o problema). O disco começa com uma invocação (Thanks for coming são as primeiras palavras), e a gente reza justamente pra chamar ou afastar algo ou alguém. Depois segue na euforia do transe de quem chega ou parte para sempre e vai silenciando ao longo das faixas, como quem adormece rezando. E desde essa madrugada fico pensando que Love sensation é meio como Cherish, só que o mar cheio de sereios agora é a boate. Ou seja lá onde você dance.E como ela mesmo nos disse em Like a prayer: cedo ou tarde você vai precisar de alguém que lhe leve até “lá”. by @schneidercarpe
16
22 days ago
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“A história que você está prestes a ler aconteceu entre Olinda e Recife, nas décadas de 1970 e 1980. Ela é habitada por bonecas, frangos, monges, militares, hippies, pernas longas e cabeludas e outras assombrações. Ela começa na Igreja, sai às ruas, ocupa teatros e floresce no mangue, em uma casa rodeada por um sobrado e muitos mocambos, onde a beleza nunca vem sem lama. Há muita pobreza material, sempre revestida de lantejoulas, plumas, paetês, purpurina, perucas e muita convicção, mas nunca escondida. Tudo o que está aqui, por mais pitoresco que possa parecer, aconteceu. Ou pelo menos, se construiu como verdade nas memórias de quem esteve lá.“Enfim chegou completo no meu e-mail e é assim que começa “Lantejoulas no mangue”, novo volume da coleção “Nossas histórias” (o primeiro foi Na noite lésbica que saiu em junho), voltada a contar marcos da história LGBTQ do Brasil. Escrito por @marciobsts o livro sai em setembro pela @autenticaeditora e mostra o grupo Vivencial como ícone esquecido do teatro brasileiro. A Nossas histórias tem edição minha e coordenação do @renan_quinalha by @schneidercarpe
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24 days ago
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Sun shines through the rain. by @schneidercarpe
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a month ago
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Show me show me show me how you do that trick! by @schneidercarpe
1
a month ago
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Xanadu ficava num mangue entre Recife e Olinda, lá entre o fim dos anos 70 e começo dos 80. Uma casa de passagem de frango, um café-concerto de desviados... Assim era o Vivencial Diversiones, tema do segundo livro da série Nossas Histórias, que agora é escrito por @marciobsts e sai já já pela @autenticaeditora . A série Nossas Histórias, coordenada por @renan_quinalha , é voltada para contar marcos da história LGBTQI brasileira. by @schneidercarpe
10
a month ago
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É preciso de algum zigue-zague para falar de O idioma materno, de Fabio Morábito. A começar pela nacionalidade do autor, que nos leva a refletir sobre a escolha do título: filho de pais italianos, nasceu no Egito e aos quinze anos foi radicado no México. Em meio às línguas como opção para sua escrita literária, preferiu o espanhol. O que ele chama, então, de “idioma materno”? Seria algo totalmente distinto do chamado “idioma literário”? Segundo nos informa um dos textos da coletânea, o “idioma materno” se aproxima de um encosto, o fantasma sempre à espreita.✒️ Schneider Carpeggiani (@schneidercarpe)🔗 Leia “Idiomas, fantasias e Kafka” no site da @quatrocincoum📖 “O idioma materno”. Fabio Morábito. Trad. Mariana Sanchez (@holamarianasanchez). Editora Relicário (@relicarioedicoes)📌 Assine a Quatro Cinco Um no link na bio e entre para a nossa comunidade de leitores, que tem acesso irrestrito ao site e ao nosso clube de benefícios, com descontos de até 40% em livros e outros produtos culturais.📷 Alejandro Arras/Reprodução by @schneidercarpe
3
a month ago
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