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Corpo, memória e narrativa. Doutoranda em Artes Contemporâneas. Teatro & escuta como criação História de Mulheres Reais 🇧🇷 🇵🇹
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A Estrela pode estar pendurada no céu ou esticada na lona de um circo de estrada. Aonde brilha, ela carrega o esperançar, esse verbo de ação diante dos escombros e do medo. L’étoile, l’étoile, que traz em sua palavra a variação à fonte, passa pelo corpo humano. Todo brilho dependerá da nossa ação.

Nessa carta, a mulher despojada de si está grávida de futuros.

A Estrela nos recorda que o mesmo cálcio que está nos nossos ossos é encontrado nas estrelas. Somos parentes deste brilho, por isso é inevitável caminhar em direção a essa luz.

As estrelas no céu servem para nós não nos perdermos. Na terra, orientam o nosso caminho.

São guardadas na ponta do dedo das crianças, curiosas diante do infinito. E são o norte para tantos povos do caminho, povos nômades, que se orientaram, que se orientam pelo brilho das possibilidades.

Um futuro é feito de possibilidades.

É ali que amanhecem os nossos sonhos, feitos em purpurinas. by @ssandra_lessa
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2 hours ago
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🚨 ALERTA DE ATIITUDE by @ssandra_lessa
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12 hours ago
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Imagens produzidas ao lado do fotógrafo - amigo querido - João Duarte, no Pátio da Inquisição, em Coimbra, a partir da projeção de imagens de dedos de políticos sobre o corpo feminino. Um trabalho que nasce do encontro entre gesto de poder, memória e arquivo.

Hoje é só pra lembrar, porque sempre se tratará de memória.  @j.o.a.o_duarte by @ssandra_lessa
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4 days ago
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Em uma semana tão importante, com eleições por todo o país, as feiticeiras e bruxas ativistas nos lembram da importância da memória. É preciso aprender a reconhecer quem está ao nosso lado — e quem está ao lado dos inquisidores, do “cidadão-de-bem”, daqueles que ainda hoje alimentam a caça às bruxas.

É preciso também afinar o faro para reconhecer de que mãos vem o fogo que ainda atiça a fumaça da perseguição, da intolerância e do silenciamento.

É nesse território entre memória, oralidade, resistência e encantamento que acontece a residência artística Bruxaria e Oralidade: Feitiços para não desaparecer no mundo contemporâneo, nos dias 31 de outubro e 1º e 2 de novembro, n’A Casa Tombada.

Conduzida por Sandra Lessa e Marília Pisani, a residência acontece entre o Dia das Bruxas e o Dia dos Mortos, abrindo um espaço de investigação e criação a partir de histórias, livros, palavras, memórias e práticas de saber.

Ao longo de três dias, a residência atravessa a história das perseguições às bruxas, a oralidade e a memória, a escuta de histórias e experiências, a dramaturgia e as práticas artísticas, buscando criar modos de fazer a memória sobreviver — e de transformar aquilo que foi silenciado em matéria de criação.

Nesta postagem, destacamos alguns princípios, valores e práticas das bruxas e feiticeiras ativistas que orientam nossa investigação.

Para a nossa alegria, as vagas estão esgotadas! Mas é possível se cadastrar na lista de espera e, caso haja alguma desistência, entraremos em contato. Além disso, criaremos uma lista de interesse para próximas ações.

O link está na bio. by @ssandra_lessa
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8 days ago
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18 anos de Museu da Pessoa. A escuta ficou maior de idade. @soniahelenadorialondon e Márcia, minhas coordenadoras e amigas: tantas histórias de vida fazendo morada no meu coração. by @ssandra_lessa
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13 days ago
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O Tribunal do Santo Ofício de Coimbra foi um dos primeiros tribunais erguidos em solo português para criminalizar gestos e ações cotidianas de pessoas ditas como feiticeiras.

Esses tribunais condenaram centenas de mulheres ao degredo para o Brasil. E aqui elas chegaram.

Com seus gestos e práticas de cuidado, que seguiram sendo criminalizados e, ainda assim, mesmo com a corda no pescoço, essas mulheres foram responsáveis por ampliar a nossa cultura e os nossos modos de ser e de estar em um corpo feminino.

Suas histórias atravessaram o Atlântico. Seus gestos seguem sendo narrados nessa rede de doutorado Biografêmeas: uma travessia transatlântica narrada por bocas vermelhas.  Performance: Vermelho Antigo by @ssandra_lessa
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13 days ago
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Residência artística “Bruxaria e Oralidade: feitiços para não desaparecer no mundo contemporâneo” com Sandra Lessa e Marília Pisani.

Para a nossa alegria, as vagas estão esgotadas! Mas é possível se cadastrar na lista de espera e, caso haja alguma desistência, entraremos em contato. Além disso, criaremos uma lista de interesse para próximas ações.

O link está na bio! by @ssandra_lessa
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15 days ago
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Por que partir das bruxas ativistas norte-americanas? A pergunta importa politicamente.

Ao nos vincularmos a esse movimento, em diálogo com o pensamento filosófico de Isabelle Stengers, assumimos os desafios políticos postos pelo que se chama atualmente de Antropoceno, com as crises ecocidas que se revelam prontamente genocidas: a destruição dos meios de vida como destruição e subjugação das condições de vida.

Tais bruxas e feiticeiras ativistas entenderam, já nos anos 1970 e 1980, que o que se chama de “bruxaria” pode ser uma resposta inventiva e situada à política imperialista: a expansão neoliberal pelo globo, passando pela colonização via tecnologias feiticeiras e suas violências diretas e indiretas, a corrida armamentista e a crise ecológica — sobretudo após as denúncias de Rachel Carson, em sua obra fundamental, Primavera Silenciosa, de 1962.

E mais: há algo na relação entre espiritualidade e política que elas colocam em cena — tema tabu na academia e nos meios intelectuais.

Política desde o início, a perseguição às bruxas assume, neste século XXI, a arena política, em articulação com o feminismo, o socialismo, o anarquismo, o anticapitalismo, o anticolonialismo e tantos outros movimentos de libertação: zonas ofensivas de defesa de espaços e tempos que importam para a vida florescer.

O que liga os cristais, o trabalho com as ervas, os incensos das bruxas urbanas — ou não — àquela violência da acumulação primitiva que perdura através dos séculos?

Esta pergunta guia a residência artística “Bruxaria e Oralidade: feitiços para não desaparecer no mundo contemporâneo”. 

Nela, pretendemos contra-efetuar, através da criação de “contra-feitiços” cênico-coreográficos, os processos de captura.

Trata-se de liberar o gesto erótico de seu enclausuramento estereotipado, assumindo-o como politicamente selvagem.

Para a nossa alegria, as vagas estão ESGOTADAS. Mas é possível se cadastrar na lista de espera e, caso haja alguma desistência, entraremos em contato! Além disso, criaremos uma lista de interesse para próximas ações.

O link está na bio! by @ssandra_lessa
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22 days ago
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Fechando a sequência de postagens sobre o livro História da Bruxaria, de Jeffrey Russell e Brooks Alexander

– que apresenta desde discussões nominais da diferença entre bruxaria e feitiçaria, assim como as diferentes versões da palavra nas diferentes línguas, as raízes da bruxaria nos tempos antigos e os desdobramentos modernos e contemporâneos – 

destacamos o capitulo final, intitulado “O papel da bruxaria”, com duas sequencias de citações que fecham o livro e deixam em aberto a pergunta fundamental. 

As postagens fazem parte do compartilhamento do processo de estudos para a Residência Artística: Bruxaria e Oralidade: feitiços para não desaparecer no mundo, com Sandra Lessa e Marília Pisani.

Uma travessia teórico-prática de convivência, onde filosofia e oralidade se encontram como práticas vivas de investigação e criação.

A partir da leitura crítica de arquivos inquisitoriais e do trabalho com histórias de vida, objetos de afeto e práticas cotidianas, o percurso propõe a criação de contra-narrativas que reativam saberes historicamente silenciados.

Para a nossa alegria, as inscrições encontram-se encerradas. Mas é possível se cadastrar na lista de espera e, caso haja alguma desistência, entraremos em contato! Além disso, criaremos uma lista de interesse para próximas ações.

✷ De 31 de outubro a 2 de novembro.
✷ Presencial, n’a Casa Tombada @acasatombada : Rua Ministro Godói 333, Perdizes, São Paulo.

Inscrições pelo link na bio.

Imagem 1 - Performance “Saia da Frente”, direção de Claidia Shapira @claudias3chapira84 , máscara de Sônia Costa @soniacostart , atuação Sandra Lessa. by @ssandra_lessa
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a month ago
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Apresentamos a segunda edição da residência artística Bruxaria e oralidade: feitiços para não desaparecer no mundo com Sandra Lessa e Marília Pisani! Uma travessia teórico-prática de convivência, onde filosofia e oralidade se encontram como práticas vivas de investigação e criação.

A partir da leitura crítica de arquivos inquisitoriais e do trabalho com histórias de vida, objetos de afeto e práticas cotidianas, o percurso propõe a criação de contra-narrativas que reativam saberes historicamente silenciados.

No momento, para a nossa alegria, as inscrições encontram-se encerradas. Mas você pode se cadastrar na lista de espera e, caso haja alguma desistência, entraremos em contato!

✷ De 31 de outubro a 2 de novembro
✷ Presencial, n’a Casa: Rua Ministro Godói 333, Perdizes, São Paulo

Inscrições pelo link na bio. by @ssandra_lessa
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a month ago
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Investigar a história da bruxaria é se debruçar em encontros, disputas, apagamentos e deslocamentos de sentido que continuam reverberando no presente.

Esta é uma das investigações que fazem parte da preparação para nossa residência artística.

A própria palavra witch carrega camadas de significado que nos atravessam ainda hoje.

A investigação aqui é acompanhar os caminhos que essa palavra percorre, tanto na história da bruxaria europeia quanto nos mundos que ela ajuda a construir; as memórias que insistem em permanecer vivas; pensando também nos desvios, nos estereótipos e nas consequências dessa história europeia no Sul Global.

Bruxaria e Oralidade: feitiços para não desaparecer no mundo contemporâneo
com Sandra Lessa e Marília Pisani @marilia_pisani 

📍 Casa Tombada @acasatombada 
📅 31 de outubro a 2 de novembro

Inscrições pelo link na bio.

📚 Fonte: Russell, Jeffrey B.; Alexander, Brooks. História da bruxaria: feiticeiras, hereges e pagãs. Tradução de Álvaro Cabral e William Lagos. São Paulo: Goya, 2019. by @ssandra_lessa
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a month ago
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A caça às bruxas não foi apenas uma perseguição religiosa. Foi a expropriação de conhecimentos, a destruição de saberes femininos e a ruptura com modos de vida que reconheciam a natureza como viva e relacional.

Apresentamos a segunda edição da residência artística Bruxaria e oralidade: feitiços para não desaparecer no mundo com Sandra Lessa e Marília Pisani! Uma travessia teórico-prática de convivência, onde filosofia e oralidade se encontram como práticas vivas de investigação e criação.

A partir da leitura crítica de arquivos inquisitoriais e do trabalho com histórias de vida, objetos de afeto e práticas cotidianas, o percurso propõe a criação de contra-narrativas que reativam saberes historicamente silenciados.

✷ De 31 de outubro a 2 de novembro
✷ Presencial, n’a Casa: Rua Ministro Godói 333, Perdizes, São Paulo

Inscrições pelo link na bio. by @ssandra_lessa
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