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compositor e maestro
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#BoraLula #NOPComLula #Lula2026 #CulturaComLula #ViraVirou
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No último domingo assistimos à ópera Amor Azul, de Gilberto Gil e do maestro Aldo Brizzi, executada pelo Núcleo Ópera da Bahia, com coro, orquestra e direção musical pelo maestro.

E que maravilha ouvir essa ode ao amor de Rādhā e Krsna, com toda a grandeza da música clássica ocidental, costurada com os elementos herdados de África tão familiares da nossa brasilidade, tudo isso manifesto pela genialidade e simplicidade do Gil, esse artista que é naturalmente um grande devoto.

Baseado em textos como o Meghadūta, de Kalidāsa, e Gītagovinda, de Jayadeva, a ópera fala da dor de Rādhā em ver Krsna com outras gopīs, apesar do amor entre eles, fechando com a união dos dois. Essa temática, muito presente na cultura hindu, aponta simbolicamente para o sofrimento humano, a dor do indivíduo em não obter aquilo que deseja na vida, não sentindo seu amor ao Divino ser correspondido. O ciúme e a inveja de ver outros aparentemente obtendo satisfações, enquanto ele próprio não é capaz de usufruir da felicidade por não ter seus desejos satisfeitos. A ausência do reconhecimento de que tudo é o Divino, e que a felicidade não se encontra na satisfação dos seus desejos. Como é grande a dor daquele que não reconhece o Divino em todas as situações, sejam de alegria ou de tristeza!

Mas aquele que tem discriminação para reconhecer que os desejos não são capazes de conduzir à felicidade que busca, e que reconhece esse Divino em todas as coisas, esse é o devoto, tendo o Divino sempre em mente. E que, em última instância, reconhece a identidade de si mesmo com este Divino, alcançando a própria Plenitude que sempre foi buscada, "unindo-se" a ele através do conhecimento. Essa é a Plenitude do amor de Śrī Rādhā e Śrī Krsna, a visão de identidade entre o indivíduo e o Todo, que aponta a minha natureza como sendo da própria imortalidade, "a morte da morte".

Jaya Śrī Rādhe!
Jaya Śrī Krsna!

"A conjunção da pele escura e do claro colar
As mãos de Krishna e o seio de Radha
Ofertam alegria em plenitude
Como as águas que se unem
Quando o Ganges abraça o Jamuna

Não morreu o que pode eternamente esperar
E a morte depois, morrerá também

Abre o coração ao canto
Da mais pura luz!"
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.a homenagem.

Quando perguntei a Graça, minha amiga e diretora do NOP sobre o que vestiríamos em Amor Azul, esperava que dissesse: Azul, né Milla? Mas, a resposta veio de Aldo: desta vez será livre, escolham a cor que quiserem… 

Fiquei tão surpresa que imediatamente lembrei do vestido que guardei para um dia muito especial, mas custava a acreditar que seria em Portugal que faria a surpresa para Amália! Eu usaria o vestido da Juliana!

Quando lá chegamos, achando eu que veria o elenco em diversas cores, todas as minhas amigas cantoras, levaram vestidos azuis… Fiquei um pouco deslocada até ouvir sensivelmente de Gal: Milla, era para ser assim💚… No fim, a homenagem se tornou ainda mais bonita, o Amor Azul, onde moram todas as cores, me permitiu cantar com ela no palco, levando mais tanta gente que nessas terras me marcaram a alma e o coração para sempre.

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Amor Azul - ópera-canção de Aldo Brizzi e Gilberto Gil
Versão concerto apresentada no Coliseu dos Recreios - Lisboa / Portugal em 10/10/2026

Realização: @nop_nucleodeopera_bahia 

#AmorAzul #GilbertoGil #AldoBrizzi #Portugal #CllaudiaSoaresAtelier
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Créditos das fotos de Juliana Telmo e Amália: Facebook da Associação Setúbal Voz

Fotos do concerto: Ben do Rosario / João P. Moutinho / As fotos do Eco
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Gilberto Gil, Aldo Brizzi, Núcleo de Ópera da Bahia - Amor Azul — Coliseu dos Recteios, Lisboa.

#amorazul💙 #gilbertogil #coliseudosrecreios #lisboa
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