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📍maranhão, br • @emilyamaral
📚 falando sobre artes, livros e afins
💭 “é preciso que a leitura seja um ato de amor”
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Que jornada.
Não sei se é algo meu ou da humanidade encarar com passividade as conquistas. Analisar uma situação não como algo que foi conquistado, mas como mais uma tarefa concluída… qual a próxima?!
Além dessa inércia característica minha, o tempo também foi um fator determinante para a atenuação de todo o processo da graduação. Os desafios, as provações, aquele sermão de uma professora específica dizendo que ninguém ia ser arquiteto (rs)… tudo parece pequeno agora. 
Com a chegada desse momento de conclusão, a perspectiva foi aos poucos se alterando. Afinal, fui a primeira filha a se formar, sei do esforço dos meus pais para que tivesse a melhor educação desde sempre, o apoio para escolher minha profissão e para que me realizasse nela. 
Nesse período, a Fau Uema foi uma segunda casa. Lugar onde, para além de iniciar a formação acadêmica, continuei minha formação crítica e pessoal. Conheci pessoas e profissionais que foram essenciais nessa etapa, e levarei pra toda vida! 
A escolha de Josué Montello para o meu trabalho de conclusão logo me pareceu óbvia. Maranhense, fez da escrita seu instrumento de resgate e memória da terra que tinha tanta saudade: a capital maranhense. A prosa de Montello é um registro histórico do que São Luís já foi um dia, e a cidade torna-se um elemento central de seus enredos, um personagem. O saudosismo de Montello virou o meu. Ciclos se encerram, mas a cidade permanece, como uma história viva. 
“[…] reconheceu de si para si que o tempo só apaga o tempo criando o próprio tempo, relance e substância da eternidade.” (A décima noite, Josué Montello)
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“Quanta beleza na arte, desde que possamos reter o que vimos. Jamais ficamos então deserdados, nem verdadeiramente solitários, jamais sós.”

é sobre encontrar na arte - qualquer que seja -, a beleza e o refúgio necessários para escapar do mar de obscurantismo que nos cerca. 

“(…) ache belo tudo o que puder, a maioria das pessoas não acha belo o suficiente.”

*Trechos retirados do livro “Cartas a Theo” (Vincent Van Gogh)
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