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🌐 Boom: Ideas sobre América Latina.
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Jon Lee Anderson
Boris Muñoz
Patrício Fernández
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O artista plástico Fabrício Brambatti (@ursomorto) pensa muito sobre a morte. Ele já desenhou mortos, fotografou mortos. Até que, em abril deste ano, ele atravessou a pé a selva da morte, uma floresta tropical entre a Colômbia e o Panamá onde pessoas enfrentam doenças tropicais, fome, sede, roubos, sequestros e afogamentos tentando alcançar uma vida melhor. 

Ouça o episódio “Cartões postais do fim do mundo”, do podcast Rádio Novelo Apresenta. Está no nosso site e nos aplicativos de áudio.

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📚Tenha uma história do Rádio Novelo Apresenta na sua estante. São 12 livrinhos com 12 histórias com narrativas completamente diferentes, para você poder colecionar – e, quem sabe, se inspirar também a contar as suas histórias. Todos estão à venda neste link: radionovelo.com.br/plaquetes

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Trump já disse diversas vezes que imigrantes “não são pessoas, são animais”. Ontem repetiu no debate presidencial uma mentira viral no Twitter de que os imigrantes estão comendo cães e gatos de estimação. O objetivo dele é usar a desinformação, racismo e xenofobia para ganhar votos. 

A verdade é que os imigrantes enfrentam correntezas, abismos, animais selvagens, doenças tropicais, o risco de sequestro, estupro e morte para tentar chegar aos Estados Unidos com seus filhos porque a vida que eles tinham antes era simplesmente insuportável.  Vistos e muros não os impedem de tentar encontrar uma outra vida. Só os leva para rotas cada vez mais perigosas, como o Darién, a “selva da morte” que separa as Américas. 

Este ano, eu produzi (com meu sócio Jon Lee Anderson), um documentário curta-metragem (El Madito Darién, tá no Youtube com legendas) e um áudio-documentário (¡No Vengan, co-produzido pela Rádio Novelo, só em espanhol, em todos os tocadores) mostrando a jornada dos imigrantes — 20% deles crianças, algumas atípicas, muitas bebês de colo. 

Por 6 dias, o artista plástico Fabrício Brambatti, o fotógrafo Tommaso Protti e a repórter e produtora Natalie Gallón caminharam por 6 dias pela selva gravando os imigrantes (com a permissão deles). Uma das crianças que eles entrevistaram, uma menina venezuelana de não mais que 8 anos, diz que sua família fugiu porque vários familiares, inclusive uma priminha bebê, foram mortos, vítimas da violência urbana. Outro diz que seu maior medo naquela travessia é que sua mãe seja estuprada, como aconteceu com amigas delas. Criança alguma deveria conhecer esses medos. E o Trump as chama de animais.
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CLARICE Indica #7: Nesta sexta-feira, temos as indicações da querida Carol Althaller (@carolalt), pesquisadora e estrategista de comunicação com foco em questões de raça e gênero. Carol é diretora executiva do Instituto Update (@institutoupdate), uma organização que atua para fortalecer iniciativas e potencializar práticas inovadoras que nascem da imaginação política das mulheres: jovens, populares, negras, indígenas e LBTQIA+, aproximando lideranças e seus territórios da política institucional.

“Sonhar a água”, de Cecília Vicuña (@ceciliavicuna), na Pinacoteca, é sua primeira grande mostra no Brasil, com 200 obras que abrangem 60 anos de produção, destacando seu compromisso com lutas sociais e ambientais.

A “Casa Cosmos” (@acasacosmos) é um espaço dedicado à infância e parentalidade na Vila Madalena, SP, com livros e atividades para crianças e adultos.

O livro “Candidatas”, de Malu Gatto (@malu_gatto) e Débora Thomé (@deborathome.genderandbooks), apresenta histórias de mulheres que enfrentaram desafios para entrar e permanecer na política brasileira.

“Boom” (@boom.press) é um hub de ideias inovadoras sobre a América Latina, desenvolvido por jornalistas como Jon Lee, Boris Muñoz, Patrício Fernandez e Carol Pires.

O livro “Desobediência”, de Iana Vilela (@ianavillela), reúne reflexões sobre o papel da mulher na sociedade, ampliando o debate sobre o machismo no cotidiano.

“Lélia em nós”, no Sesc Vila Mariana, celebra o relançamento de “Festas populares no Brasil”, de Lélia Gonzalez, com registros fotográficos que destacam a herança africana na cultura brasileira.

CLARICE Indica é a coluna cultural do @estudio.clarice. Toda sexta-feira, dicas incríveis por mulheres incríveis, direto no seu feed.
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The Darièn Gap is a ruthless stretch of dense jungle between Colombia-Panama and is grounds for hundreds of thousands of people globally to migrate by foot to the US. It’s one of the most dangerous migrant trails in the world, sometimes proving deadly.

I had the opportunity to do this arduous journey again. Why a second time you ask?

The migrants and their stories bring me back. It’s an intimate connection you build as you trek for days alongside so many through moments of despair, dangers, risks, survival. And it’s an important story that needs to continue to be told.

This project (podcast & film links in bio) came at a perfect time following many transitions and lessons in my life- both liberating and painful.

@pirescarol w/ @boom.press reached out wanting me, a Latina woman, to report and lead on the ground in the Darién. She wanted an impactful, uncomfortable and personal take on the realities I’d witness, allowing me full poetic license for telling the story in audio form. She believed in me from the start. 

I’d also be working with a talented team making a short film- @ursomorto and @tomprotti.

The journey was difficult, taking emotional tolls, testing our limits and patience. The suffering and despair we witnessed as the rainy season began in the jungle was more than what I saw when crossing with CNN last year.

Over half a million people traversed the Darién in 2023. 113,000 of them children. Those record numbers are expected to be broken again this year.

But migrants aren’t just a number and shouldn’t be a money making business for criminal organizations and authorities. They are mothers, brothers, children— all fighting for a brighter, safer future. Some, too young to make their own life decisions.

How would I report their stories and do it justice while also embarking on a whole new form of storytelling?

¡No Vengan! Is a podcast produced by BOOM and @radionovelo documenting this ruthless journey. I encourage those who speak Spanish to take a listen and share this story with others.

Tagged is the podcast team, thank you endlessly.
📸: @tomprotti
#Darien 
April 2024
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Bogotown
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Nunca estive tão perto do fim, nunca estive tão longe do amor. Caminhei com os famintos e faminto fiquei. Acreditando em um sonho febril, cruzamos encharcados, desesperados, com a água pelo pescoço, um purgatório. Eu, @tomprotti, @pirescarol e Natalie escolhemos viver, escutar e contar uma história de terror. Agora convido vocês a sentir a tristeza, a dor e o ódio que senti ao enfrentar com os imigrantes o Maldito Darién. Compartilhe, não negue, conte comigo essa história porque, a partir de agora, você também tem parte nessa maldição.

O link para o filme, o podcast, textos, relatos e fotografias que produzimos está na bio e nos destaques
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