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Afrobeat collective from Portugal/Mozambique
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📝Ao terceiro dia, esgotado, desejámos que o conceito de esgotado tivesse umas poucas centenas de pessoas a menos. Os corredores entre o Lopes-Graça e as barraquinhas das bebidas, a entrada do palco Variações e a do Zeca Afonso ficaram entupidas qual EN110 em hora de ponta. O sábado é sempre o dia mais cheio do Bons Sons e, nesta edição, a programação parecia feita à medida de um público ligeiramente mais velho, com nomes como Jorge Cruz, Lavoisier ou Luta Livre.

Apesar da enchente e do frenesim, o arranque musical pautou-se por um tom mais intimista. O dia abriu com Suma no palco MPAGDP, seguidos da voz suave de Lisa Sereno no palco Giacometti. Mais tarde, o projeto Crua, coletivo de mulheres e adufes, proporcionou um momento único no palco Amália, tendo a igreja de Cem Soldos (actualmente em obras) como pano de fundo.

Rumámos ao palco Rosa Ramalho, desta vez numa localização diferente dos dias anteriores, para assistir ao concerto de Calcutá, o projeto de Teresa Castro. A sua sonoridade blues e eletrónica etérea, que nos transporta para um cenário desértico, funcionou na perfeição naquela clareira à entrada de Cem Soldos.

O contraste não podia ser maior no regresso ao coração da aldeia, onde encontrámos um palco Giacometti a abarrotar. O motivo era o concerto dos “meninos bonitos” do rock português, os Marquise. Ao som da banda do Porto, o público protagonizou aquele que foi o primeiro mosh neste palco. Riffs pujantes sob um calor abrasador tornaram o ambiente ainda mais quente, com os borrifadores do público a oferecerem a frescura possível. Levantou-se, inevitavelmente, a questão: não faria sentido uma banda com a dimensão dos Marquise atuar mais tarde, num palco maior? Não invejo a sorte de quem tem de decidir estes alinhamentos.

Quando o calor começou finalmente a dar tréguas, o palco Zeca Afonso preparou-se para receber Jorge Cruz. O artista apresentou-se com uma banda constituída em grande parte por músicos dos Retimbrar. Ao colectivo chamou “Jorge Cruz e a Torrente” e cheira-me que ainda vamos ouvir falar muito deste nome. 

[...] continua nos comentários
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Um resumo dos Bons Sons.🍉
Quando fui há 12 anos pela primeira vez a esta aldeia que vira palco de festival de música em língua portuguesa, haviam burros na entrada, eram três ruazinhas e dois pequenos palcos.
Entretanto cresceu e muito, são 7 palcos, muito público e imensa programação, não encontrei os burros destas vez, mas adorámos o palco garagem, onde te inscreves e podes tocar em modo jam numa pequena garagem da aldeia e o palco Zeca Afonso, num declive em meio às oliveiras com o campo no horizonte.
Um festival integrado na comunidade e feito também por ela.

@festival_bonssons #verão #aldeia #música
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