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Dotada de linda e afinada voz, e grande vocação musical, Dolores Duran precisou de apenas 29 anos de vida para ingressar no seleto rol dos maiores letristas da história da Música Popular Brasileira!

De origem humilde, a talentosa Adiléia Silva da Rocha nasceu no bairro da Saúde, região central do Rio de Janeiro, no dia 07 de junho de 1930, e começou muito cedo a encantar o universo musical!

Com apenas 05 anos de idade já se apresentava em concursos e festas populares, sendo que aos 16 anos conseguiu um emprego de crooner na boate Vogue, para ajudar no sustento da família, adotando daí em diante o nome que a eternizaria - Dolores Duran!

Atuando em rádios e boates, Dolores Duran brilhava com um repertório que inclusive abrangia sucessos internacionais, habilmente interpretados nas línguas originais (como inglês, francês, italiano e espanhol, e até esperanto), aos mais variados gêneros musicais brasileiros!

Imortal, a obra da cantora e compositora revela-se precursora, na medida em que as músicas cantadas e compostas por Dolores Duran abriram caminho para a Bossa Nova, pela forma mais intimista como interpretava, influenciando uma geração de artistas que vieram depois!

No dia 24 de outubro de 1959, Dolores Duran partiu, enquanto dormia, vítima de um infarto fulminante, sendo a mulher que teve mais composições gravadas na história da Música Popular Brasileira!

Sua passagem é uma das mais marcantes e comentadas de nossa história - Dolores Duran chegou de manhãzinha em casa, vinda do Little Club, no Beco das Garrafas, onde cantava, e disse à empregada: “Que sono! Vou dormir até morrer!”. Dito e feito! 

Com muita honra, compartilhamos uma das obras-primas de Dolores Duran, “Ternura antiga” (c/ José Ribamar), em sublime versão ao vivo com a espetacular cantora Célia, acompanhada pelo fantástico violonista Odilon Da Cunha Melo Jr. (1981)!

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“No quintal da minha casa, descobri que eu tinha um canto legal, porque esse negócio de cantar de verdade tem de nascer com o talento, e tem de ser desde pequeninha. Muito cedo você já sabe quem é do ramo e quem não é”!

A frase acima é da grande Célia, uma das vozes mais marcantes da Música Popular Brasileira, a qual partiu, aos 70 anos de idade, no dia 29 de setembro de 2017!

Uma das maiores expressões da vida artística paulistana, Célia Regina Cruz nasceu em São Paulo - SP, no dia 08 de setembro de 1947, e começou a tocar piano aos 08 anos de vida, mas aos 12 anos passou a tocar violão, inclusive tendo aulas com o mestre Paulinho Nogueira!

Levada pelo saudoso Fernando Faro, o “Baixo”, Célia foi revelada ao grande público no programa de Flávio Cavalcante, o famoso “Um instante, Maestro!”, lá se apresentando com Maysa Monjardim, Roberto Carlos, Elis Regina, dentre outros grandes cartazes da música e da teledramaturgia!

Dentre tantos clássicos eternizados pela cantora Célia, podemos destacar “Adeus batucada” (Sinval Silva), “Na boca do sol” (Arthur Verocai Official e Vítor Martins), “No clarão da lua cheia” (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro), “Onde estão os tamborins?” (Pedro Caetano), e “Minha embaixada chegou” (Assis Valente)!

Intérprete de voz grave que sabia e entendia perfeitamente o sentido do que cantava, Célia nunca recebeu, em vida ou postumamente, o devido valor da indústria fonográfica e da grande mídia!

Em suma, Célia merecia ter sido mais ouvida pelo Brasil!

Fiquem com a apresentação ao vivo de “Minha História” (Gesubambino) (Pallottino e Lúcio Dalla / versão Chico Buarque), em que a exuberante Célia é acompanhada por Ítalo Peron (violão) e Luizinho 7 Cordas (violão 7 cordas), diretamente do programa Sr. Brasil - TV Cultura, comandado pelo genial e inesquecível Rolando Boldrin!

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Célia não foi uma cantora comum. Quando surgiu no início da década de 1970, sua voz grave, imponente e precisa cortou o óbvio da MPB, misturando a malandragem do samba com o peso do jazz e do soul. Nascida em 8 de setembro de 1947, a paulistana completaria 79 anos hoje, deixando um legado que foge de qualquer fórmula comercial. 

Embora tenha passado parte da carreira sob o rótulo de "cult" , respeitada por gigantes da música, mas muitas vezes ignorada pelas grandes rádios , o tempo tratou de fazer justiça à sua obra. Anos após sua morte em 2017, canções como "Davi" e "Na Boca do Sol" romperam barreiras geográficas e geracionais, viralizando nas redes sociais e provando que a modernidade de Célia não era passageira; era à prova do tempo. 

Celebramos o dia de hoje lembrando que a grande música brasileira sempre dá um jeito de ser descoberta.

Viva Célia!!!!
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Hoje, Célia faria 79 anos. ❤️

Gigantesca cantora, dona de uma daquelas vozes que a gente reconhece nos primeiros segundos, intensa, elegante, cheia de personalidade e absolutamente inconfundível.

Célia foi uma das grandes intérpretes da música brasileira. Talvez nunca tenha recebido do grande público o reconhecimento à altura de seu talento, mas basta ouvi-la cantar para entender o tamanho dessa artista.

No vídeo inédito, ela interpreta “Eu Te Amo”, de Chico Buarque e Tom Jobim. E que interpretação! Célia transforma cada verso, cada palavra, em emoção.

Uma voz dessas não se esquece.

Viva Célia! ❤️🎶

8 de setembro de 1947 — 29 de setembro de 2017

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Nesse vídeo do programa Viola Minha Viola da TV Cultura a cantora Célia canta Guarânia  da Lua Nova. 
A canção foi gravada pela célebre dupla Cascatinha e Inhana é conhecida pelo título de “Guarânia da Lua Nova”, com composição de Luiz Vieira. É uma obra marcante do repertório raiz que mistura a melancolia da guarânia com fortes sentimentos de saudade e esperança de reconciliação.
O  tempo passa e traz lembranças. A saudade é comparada a um gosto de jiló plantado na lua nova. O cantor teme não encontrar o perdão no peito da pessoa amada.
O  ritmo é a guarânia, gênero paraguaio adotado com muita beleza pela  Célia . 
A interpretação usa elementos da terra para falar de dores do coração.
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Cantora Célia em sua Oração ao Tempo no programa Ponto de Encontro exibido pela RTC em 31 de agosto de 1980.

Em Oração ao Tempo, lançada em 1979, Caetano Veloso trata o tempo como uma entidade viva, nobre e íntima. Ele faz uma prece para negociar de forma harmoniosa com os dias que passam, pedindo sabedoria, bons momentos e aceitação da vida, em vez de lutar contra o relógio.
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Bom dia a todos ! Um étimo começo de semana e já para nos darmos aquela alegria pela manhã, vendo e ouvindo a maravilhosa Celia cantando “De Onde Vens?” no programa Café Concerto apresentado pelo Zimbo Trio nos anos 80 , programa este transmitido pela RTC.

“De Onde Vens?” é um clássico da MPB lançado em 1967, composto em parceria por Dori Caymmi e Nelson Motta. A obra é um samba melancólico e poético que fala sobre dores de amor, perdas, desilusões e o peso da saudade. Ficou eternizada na voz de grandes intérpretes da nossa música. 
Apresentada por Nara Leão em seu aclamado LP de 1967, contando com a participação especial de Edu Lobo fazendo o contraponto vocal.
Ganhou releituras marcantes na voz de Elis Regina, além de vozes como Alcione, Maria Creuza e Elizeth Cardoso.
A letra questiona o parceiro que retorna cansado e marcado pelas marcas da vida (“de que dor, de qual distância”).
O verso final sintetiza a melancolia da canção com a famosa máxima: “Dor de amor quando não passa, é porque o amor valeu”.
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