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Uno se comunica com carros desde criança. Quando uma lei coloca a empresa da família do pai em perigo, Uno busca o seu melhor amigo de infância: um carro. Junto com o seu tio, transforma-o no Carro Rei - um carro que pode falar, ouvir e até se apaixonar. Um carro que tem planos para todos.
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O que acontece quando o brega e suas texturas, cores e personagens encontra a ficção?

Nesta quinta-feira, dia 17, às 20h, Renata conversa com Nash Laila, Samuel Vieira, Amanda Gabriel, Dj Dolores e Sâmara Cipriano sobre a realização dos dois filmes, seus processos e sobre a presença de Sérgio nessa criação.

Esta quinta-feira, dia 17, às 20h. Vem participar!
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100% Recife - Olhares sobre o Brega

Texto: Felipe Karnakis e João Rego

Os dois filmes desta sessão habitam o mesmo universo, e quase se pode dizer que um está dentro do outro. Codirigido por Sérgio Oliveira e Petrônio Lorena, o documentário Faço de Mim o Que Quero não observa o brega a distância, faz-se corpo do filme. A câmera dança, percorre as ruas e as noites, conhece seus astros pelo nome e mede a força de cada letra que aparece na tela. Dirigido por Renata Pinheiro, com roteiro e produção de Sérgio, Amor, Plástico e Barulho redimensiona esse mergulho para a ficção. São shows de auditório, luzes de neon e um caldo que se adensa numa trama de rivalidade entre musas do brega recifense. Documentário e ficção, são duas faces de uma mesma pesquisa.

Faço de Mim o Que Quero é uma travessia pelo imaginário sonoro e visual do brega. Aqui o gênero se transforma na cultura presente nas ruas. Uma galeria de artistas populares povoa esse retrato, Conde do Brega, João do Morro, Vício Louco, Rodrigo Mell, Kelvis Duran, Samara Cipriano, Renatinha é Show, Sarita, registro hoje precioso de figuras decisivas para a cultura pop recifense. A inventividade do curta está em erguer esse mundo junto com quem o vive, seja nas performances feitas para a câmera, seja numa espécie de fotonovela embalada por ”Novo Namorado”, um hino do brega. O melodrama das canções compõe um filme profundamente enraizado em seu território, no qual o brega deixa de ser objeto a documentar e passa a contaminar a própria forma. Não por acaso, o curta se tornou uma referência para toda uma geração, teve forte presença em festivais e permanece incontornável na cinematografia pernambucana até hoje.

Quatro anos depois, Amor, Plástico e Barulho leva o brega para a ficção e funciona como a confluência dessa pesquisa. Jaqueline (Maeve Jinkings), diva veterana em declínio, e Shelly (Nash Laila), jovem dançarina disposta a tudo para brilhar, são espelhos uma da outra, o passado e o futuro de uma mesma trajetória. Elas se movem em um círculo que reitera o universo das canções do brega, uma dinâmica do cotidiano, do cruel, da paixão e da alegria. Renata Pinheiro filma tudo isso, num glamour sempre provisório, er
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