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Me veio na cabeça com o peso de uma rocha e obviedade do ar, a palavra transformar. As palavras drag queen não cabem na minha boca.  Gosto da transformação entre estados, gosto de ir ser monstro, ser outra coisa, que não obviamente humana. Gosto de pensar em possibilidades de mundos e existências outras. Depois que me permiti estar feia, CARICATA, não me preocupar com o bonito e delicado, saber subir a voz e olhar incisivamente, agarrar nossos espaços com unhas e dentes e só sair dali detida, eu acho que nasci. ⠀
Queria ser monstro, irreal, diferente de homens reais que estupram.⠀
Assim como hilda, minha amada despedida de palco, sempre fico besta quando me entendem.⠀
Isso tudo pra mim é o transformismo. É transformar a realidade. ⠀
Me deixei ser engolida pelo monstro e no final descobri que era eu.⠀
Naquela época ainda não entendia o poder da autoafirmação. Hoje sei que o que nós somos é a única coisa que podemos ter pra sempre e que ninguém nunca poderá tirar de nós. ⠀
sempre, pensando palavra como possibilidade de toque a distancia,⠀
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˜”*°•. 𝒶𝓃𝒶𝓇𝒸𝑜𝓅𝓇𝒾𝓃𝒸𝑒𝓈𝒶 𝒹𝑜 𝓅𝓊𝓃𝓀˜”*°•.
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Eu sou ex-atriz, cientista social (com ênfase em antropologia), trabalhadora da performance, da escrita e transformista. Sou artista e construo coletivamente a @sylkcwb  e a @membranaliteraria  com as amigas que amo y acredito. Meu processo acontece por meio da hibridização das artes do corpo, visuais, e escrita com o objetivo de conectar e funcionar como um dispositivo de transformação e estranhamento, para sempre a disposição da decolonização e emancipação das mulheres.⠀
No momento dessas fotos eu nem imaginava que já era o que sou hoje. Mesmo desistindo de trabalhar com companhias de teatro, correr com produção e e figurino, decorar e escrever textos, decorar marcas, o momento da transformação era sempre o esperado. Poder ser monstro. Levar o delineado na testa rolar no chão gritando, olhar no olho e fazer proposições estranhas à uma plateia a deriva.⠀
Não sabia que podia me assumir eu, inteira estranha, sempre tendo sido esquisita, sempre optando por dilacerar. Aí nessa foto, eu já tinha aprendido a respirar em espaços irrespiráveis, me fazer de holograma, ser toda transparente quando vinha o soco. A monstruosidade nunca esteve fora para eu me vestir dela. Eu sempre fui cabeça de monstra. ⠀1/3
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Queria acordar todas as manhãs e levar o mundo para passear.
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essas fotos do @dreamette com uma leve vibe de 2001: Uma Odisseia no Espaço
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✨✨ 📷 @dreamette
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Essas fotos ficaram tão lindas que nem sei dizer! 💚✨
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