Instagram story viewer> @fernandolimaadvogado> Tagged
POSTS STORIES REELS TAGGED
Na manhã desta sexta-feira, a OAB Subseção Imperatriz, por meio da presidente Lucélia Diogo, reuniu-se com representantes da advocacia de João Lisboa para tratar das informações sobre um estudo do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão que avalia a possível criação de uma Comarca Metropolitana, o que poderia resultar no fechamento das comarcas de João Lisboa e Senador La Rocque.

Durante a reunião, a advocacia manifestou total preocupação e desaprovação com o avanço dessa ideia, especialmente diante da possibilidade de fechamento de comarcas importantes e produtivas, que prestam serviços essenciais à população dos municípios atendidos.

Os advogados e advogadas presentes também manifestaram irrestrito e total apoio ao posicionamento da OAB Subseção Imperatriz, que defende a manutenção e o fortalecimento das comarcas de João Lisboa e Senador La Rocque.

Essa discussão vai muito além dos interesses da advocacia. O acesso do cidadão à Justiça está em risco.

Fechar uma comarca significa, na prática, obrigar pessoas que hoje conseguem buscar seus direitos perto de casa a se deslocarem para outra cidade. Isso representa mais distância, mais gastos e mais dificuldades, criando novas barreiras justamente para quem mais precisa do Poder Judiciário.

Modernizar e buscar eficiência é importante. Mas qualquer mudança precisa considerar a realidade do interior e, acima de tudo, preservar o acesso da população à Justiça.

A advocacia deixou uma mensagem clara: não podemos permitir que uma reorganização administrativa resulte no enfraquecimento da Justiça no interior e no distanciamento do Judiciário do cidadão.

A OAB Subseção Imperatriz seguirá acompanhando o tema e atuando em defesa da advocacia, das comarcas do interior e do direito da população de ter uma Justiça próxima, presente e acessível.
14
NOTA PÚBLICA

ADVOCACIA NÃO ACEITA QUE O TJMA RETIRE DO CIDADÃO O ACESSO À JUSTIÇA

A OAB Subseção de Imperatriz, por sua Presidência, vem a público manifestar sua desaprovação ao estudo do Tribunal de Justiça do Maranhão para criar uma “Comarca Metropolitana de Imperatriz”, fechando as Comarcas de João Lisboa e Senador La Rocque.

A advocacia não foi comunicada. Soube da iniciativa por documentos internos do Tribunal que chegaram ao seu conhecimento por vias não oficiais. É um levantamento em fase avançada, conduzido em silêncio, a portas fechadas, longe dos olhos dos Municípios atingidos, da advocacia e da sociedade. Decisão dessa magnitude não se toma sem transparência.

O argumento é financeiro, e os números do próprio Tribunal o desmentem. Pela própria Diretoria Financeira, as duas comarcas custam R$ 7,9 milhões por ano, 88% em pessoal, despesa que existirá onde quer que as varas funcionem. A economia possível seria de R$ 933 mil por ano, que o próprio documento chama de “economia bruta”, pois não desconta o que o Fórum de Imperatriz passará a gastar. Diante de um orçamento de R$ 2,27 bilhões da Justiça Estadual, fala-se em 0,04%. O Fórum de João Lisboa é prédio próprio e não gera aluguel. Não há lastro econômico para fechar duas comarcas.

Pior: o mesmo levantamento mostra que essas varas estão entre as mais eficientes do Estado. Pretende-se desmontar o que funciona.

O acesso à Justiça é direito fundamental (art. 5º, XXXV, da Constituição). Para o trabalhador rural, o idoso, a mulher em situação de violência e a família de baixa renda de João Lisboa, Senador La Rocque e Buritirana, fechar o fórum da sua cidade e mandá-los a Imperatriz para cada audiência, sem transporte público e com ampla exclusão digital, é fechar a porta da Justiça.

A advocacia não aceitará a retirada silenciosa de direitos do cidadão. O Conselho Seccional da OAB/MA já foi acionado para requisitar ao Tribunal as informações do estudo e exigir audiência pública nos Municípios atingidos.

Justiça que se afasta do cidadão não é economia. É retrocesso.

Lucélia Diogo
Presidente da OAB Subseção de Imperatriz
34
back to up