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Agricultora produtora do @nossoarrozorganico
Da Esquerda sempre
Animais,sertão,praia, Ceará/NE
Respeito ao próximo, só não falo com fascista🔥
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Já se passou mais de um mês desde a nossa mudança, e a adaptação tem sido muito mais difícil do que imaginávamos. 💔

Começamos a sentir os efeitos desse recomeço: nossos cães estão perdendo peso, surgiram pulgas, problemas de pele e tantas outras dificuldades.

E para mim, vê-los assim dói na alma.

Eu sei que estamos recomeçando. Sei que no antigo abrigo também enfrentamos dificuldades até conseguirmos construir tudo o que tínhamos. Mas eu sou humana. E existem dias em que o peso dessa causa parece grande demais e sufoca.

Hoje foi um desses dias.

Mas, olhando para eles, eu também encontro forças para continuar.

Por eles, vamos seguir lutando para transformar esse terreno em um verdadeiro lar. E hoje entendemos que o primeiro passo precisa ser a pavimentação dos 4 mil m² de areia onde eles vivem.

Essa semana vamos começar os orçamentos. Sabemos que será um investimento enorme, mas eles precisam disso.

Não queremos apenas um lugar para abrigá-los.
Queremos um lugar onde eles possam viver com saúde, segurança e dignidade. 🧡

Estamos recomeçando. E, mais uma vez, precisamos de vocês ao nosso lado.

📌 Pix: euapoio@causapet.com

#CausaPet #CausaAnimal #MudancaCausaPet #Solidariedade
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Hoje, em Fortaleza, uma banda de mulheres cantou Alcione num quintal. Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar. Era uma banda só de mulheres. Era sol forte, chão de cerâmica, pandeiro, suor. E eu, médica de quase trinta anos cuidando de quem parte, abri os braços e sambei.

Dancei com a dor nos joelhos, no quadril, na alma. Dancei com o cansaço de décadas cuidando de quem morre, vivendo.

 Dancei pela menina que me habita. Dancei pelas mulheres que vieram antes, as que pariram, as que enterraram, as que cantaram baixinho enquanto trabalhavam para os outros.

Eu sambei para elas. Por elas. Através delas.

Sambar é legado. É o que sobrou e o que floresceu depois do navio, do tronco, da senzala, do silêncio imposto. É a umbigada bantu atravessando séculos para chegar aqui, neste quintal, nesta tarde, neste meu gesto. Cada umbigada é uma avó africana dizendo que esteve aqui, e que eu existo porque ela resistiu.

Diante da dor, do envelhecimento, da misoginia, da rejeição, eu escolho sambar.

Escolho a alegria como ato político. Escolho o corpo como território. Escolho a roda como genealogia.
Não deixe o samba morrer. 
Não deixe a samba morrer.
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