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fotógrafo/diretor
SP
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Talvez este tenha sido o encontro mais desafiador do Filosofia Pop no @cartografiasqueer. Ao falar das possibilidades do encontro de “GAGA FEMINISM” de @jackhalberstam com @ladygaga, percebemos como a trajetória da artista encarna um dilema central da cultura pop contemporânea: depois do “ARTPOP”, aquilo que parecia uma aposta em experimentalidade e risco, Gaga converteu-se em uma estrela de carreira mais segura, e esteticamente conservadora (“A STAR IS BORN”). A questão não é apenas sobre a performer em si, mas sobre o próprio destino da arte pop: até onde é possível sustentar o gesto experimental em um mundo que exige eficiência, previsibilidade e máxima rentabilidade?

Essa pauta atravessou intensamente a mesa. Dialogamos também sobre o desejo de que artistas criem para além da identidade como mediadores de suas próprias obras, algo que parece difícil, mas necessário, se quisermos que a música e a performance sigam tensionando o presente e a própria noção dos binarismos hegemônicos.

Foi uma alegria ter a participação de @getulioabelha, uma das figuras mais instigantes da cena musical brasileira, e do pesquisador visual @gucciexx, cuja leitura ampliou a discussão para o campo das imagens.

Falar de Gaga, no fundo, é também falar sobre nós mesmos: como lidamos com as promessas não cumpridas do pop e de como ainda buscamos espaços de risco, invenção e futuro.

Curadoria por: @olhaaluiza e @massi_rodrigo @bibliotecamariodeandrade
Produção executiva por: @meirevilasboa 
Registros por: @forzaoperandi
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O que Beyoncé tem a ver com Necropolítica?
Tive a honra de fazer parte do evento “Filosofia Pop” organizado pelo @aliprando.exe na Biblioteca Mário Andrade, em São Paulo. Juntos, analisamos ao vivo alguns dos clipes mais famosos da cantora e refletimos de forma crítica sobre o teor político e filosófico da sua obra, em especial sua conexão com os conceitos do pensador Achille Mbembe. 

Mbembe é conhecido pelo conceito de “Necropolítica”, que reflete sobre como o papel do Estado moderno é não só cuidar da vida, mas promover a morte. A maior prova disso foi a eleição no Brasil de um presidente que dizia que “bandido bom é bandido morto”. A morte constante de certos grupos é vista como necessária para manter a ordem social, e ela acontece não só através da violência policial, mas também ao abandono de certos grupos ao relento, sem proteção e cuidado (como a Cracolândia). 

O dispositivo que organiza quais vidas devem ser protegidas e quais devem ser eliminadas é ele: o RACISMO. Foi ele que fez agentes de segurança matarem jovens negros inocentes nos EUA, iniciando assim o movimento Black Lives Matter que é referenciado no filme “Lemonade” e no clipe de “Formation”.

Isso foi só um pouquinho da nossa discussão, que analisou a crítica à falta de reconhecimento da arte negra presente em “Apeshit”, o impacto da era “Renaissance” pra comunidade queer e até as estratégias simbólicas e contradições da era “Cowboy Carter”.

Gratidão a todos que compareceram e Ali por movimentar a cultura dessa forma. Foi um prazer imenso, valeu galera! 🙏🏽💖✨
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📸 @forzaoperandi
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No encontro de Filosofia Pop, feito pelo @cartografiasqueer na @bibliotecamariodeandrade, mediado por @aliprando.exe, @ladygaga encontrou-se teoricamente com @jackhalberstam para repensar a música pop como espaço de ativismo queer e de confronto às normas da heteronormatividade. Com as participações de @gucciexx (pesquisador de direção visual) e @getulioabelha, a conversa iluminou como a performance e a estética gaga encarnam os limites do fracasso no neoliberalismo.

Entre política e espetáculo, o debate revelou que a cultura pop, longe de ser mero entretenimento, pode funcionar como dispositivo crítico — uma pedagogia das margens que reimagina corpos, desejos e modos de existir. 

📷: @forzaoperandi
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