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Pisquei e dezembro acabou
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O verão não foi fácil assim, mas a gente posta o que quer
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Dump de quando vovó veio pra Londres e fez mais amigos em uma semana do que eu em dois anos. 
Ja tá na hora de voltar! 💕
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A simplicidade de fazer uma música viva, carregada dos sentimentos que trazemos dentro de nós, e a determinação de estar sempre pronta a lutar pela arte apesar de todas as dificuldades são os exemplos transmitidos por essa paulista de Marília que dedicou grande parte da sua vida profissional ao crescimento da música e dos músicos de nosso estado. Nascida a 12 de novembro, Heloísa Müller aprendeu piano antes mesmo de ser alfabetizada. Sempre curiosa (qualidade que afirma ter sido essencial em sua carreira), nunca viu a música como uma arte isolada em seu fazer artístico. Logo após sua formatura na cidade de Goiânia, se transferiu para Brasília onde começou a trabalhar como pianista em uma escola de balé. Na tarefa de acompanhar bailarinas(os) de todo o Brasil, Heloísa iniciou a construção de uma concepção ampla do fazer musical aliado às outras artes e a consciência da riqueza que este encontro pode trazer para um instrumentista, riqueza essa que transmitiu para seu longo trabalho com música de câmara iniciado na UnB, onde se matriculou para continuar seus estudos de piano. Ali conheceu a flautista Maria Elizabeth Ernest Dias, com a qual formou um duo que atuou durante dez anos. Também ali encontraria grandes companheiros de profissão com os quais, durante anos, tocaria nas mais diversas salas de concerto do Brasil e do mundo e também no Amigo's, uisqueria da Asa Norte que acompanhou por muitas quintas-feiras a música erudita feita pelo agora trio de flauta, piano e violoncelo formado por Heloísa, Elizabeth e Antônio Guerra Vicente. Em 1990, Heloísa é contratada pela UFPB onde passou a dar aulas de piano e acompanhar alunos de todos os instrumentos em suas provas individuais e de música de câmara. Sempre alegre e bem disposta, fazia música com prazer e transmitia isso para todos que com ela compartilhavam o palco. Esse prazer vinha da concepção de que "só através da arte podemos aumentar nossa condição sensível", sendo o contato com a literatura e os mais diversos meios de expressão artística essencial nesse processo. 
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