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As reações das campanhas de Lula e de Flávio ao resultado da Quaest.

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Auxiliares do presidente Lula procuraram ministros do TSE na quarta-feira (21/10), após vir à tona uma proposta de bloqueio de canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores ao segundo turno.

Segundo apurou a coluna, ministros do governo e integrantes da campanha de Lula procuraram ao menos dois magistrados da Corte Eleitoral: o atual presidente do tribunal, Nunes Marques, e Floriano Marques.

Nas conversas, os auxiliares de Lula tentaram aferir a possibilidade de a proposta de bloqueio dos canais avançar. Como resposta, ouviram que a ideia não será submetida à votação no plenário do TSE antes da votação.

Nunes Marques, segundo relatos, disse a interlocutores de Lula que não concordava com a mudança de regras durante o fogo e que o eventual veto aos canais de WhatsApp agora poderia ferir o princípio da normalidade.

Em nota oficial, o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, afirmou que a proposta foi discutida por todos os integrantes do tribunal em duas reuniões: uma na sexta-feira (16) e outra na terça-feira (20).

“Nessas reuniões, houve consenso entre todos os ministros sobre a necessidade de tratar do assunto. Por decisão conjunta, ficou a cargo do ministro André Mendonça elaborar o texto, que seria submetido à avaliação e à deliberação de todos”, disse Mendonça.

O ministro afirmou que, por “tradição”, cabe ao vice-presidente do TSE redigir os atos normativos que o colegiado vai apreciar e fez questão de ressaltar que a minuta não era uma iniciativa individual.

Por volta das 14h da quarta-feira (21/10), Mendonça informou à coluna que a proposta não seria mais analisada pelo plenário do TSE. Segundo ele, o presidente da Corte teria avisado os ministros da decisão.

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🤳 Felipe Menezes/Metrópoles

#colunaigorgadelha
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Assim como Flávio Bolsonaro (PL), a campanha à reeleição do presidente Lula (PT) também passou a acenar com a possível volta do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).

Diferentemente de Flávio, que fez a promessa publicamente, a campanha de Lula tem feito o aceno sobre o programa a parlamentares e empresários ligados ao setor de eventos nos bastidores.

Segundo apurou a coluna, membros da coordenação da campanha petista procuraram o presidente da Frente Parlamentar do Turismo, Felipe Carreras (PSB-PE), para acenar com a possível volta do Perse.

Carreras foi procurado por interlocutores dos ex-ministros Camilo Santana e Rui Costa, que estão na coordenadação da campanha de Lula. A conversa teria acontecido antes do anúncio de Flávio.

Autor da lei que criou o programa, Carreiras defendeu à campanha de Lula que o presidente anuncie a retomada do Perse, encerrado em 2025, antes do prazo originalmente previsto, de 2026.

O deputado também apresentou dados do próprio governo, como Relatório Anual de Informações Sociais (Rais), que mostram a forte geração de empregos em setores como turismo e eventos após o fim da pandemia.

Após a conversa, ficou acertado que o tema seria levado tanto ao presidente Lula quanto ao ministro do Planejamento, Bruno Moretti, para que estudem um possível retorno do Perse caso o petista se reeleja.

Em nota, Carreras afirmou que vem mantendo diálogo com integrantes do governo federal sobre a possibilidade de retomada do programa. O deputado também comemorou a interlocução em torno do retorno do benefício.

“Essa é a verdadeira história do Perse: uma construção coletiva que atravessou governos e diferenças ideológicas porque sempre teve um propósito maior: proteger empregos e gerar mais oportunidades de crescimento para o Brasil”, afirmou.

Em vídeo divulgado por sua coordenadora econômica de campanha, Daniella Marques, na terça-feira (20/10), Flávio Bolsonaro afirmou que retomará o Perse caso seja eleito presidente no próximo domingo (25/10).

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🤳@kebecfotografo/Metrópoles

#colunaigorgadelha
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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, tem sido aconselhado a trocar o MDB pelo PL de olho na sucessão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2030, quando o governador não poderá mais tentar reeleição.

A avaliação de aliados do prefeito é de que ele precisará estar filiado ao PL para evitar que outras lideranças da direita em São Paulo tentem se viabilizar como postulantes ao Palácio dos Bandeirantes daqui a quatro anos.

Nunes deixará a prefeitura no início de 2029. Um dos desafios dele será se manter em evidência até as eleições de outubro de 2030. Para isso, aliados consideram que o prefeito terá de fazer dois movimentos importantes.

O primeiro seria Nunes garantir a eleição de um aliado como sucessor na prefeitura da capital. O outro movimento seria assumir uma secretaria no governo Tarcísio ou um ministério de um eventual governo Flávio Bolsonaro.

Segundo apurou a coluna, a possível filiação do prefeito de São Paulo ao PL tem sido articulada por aliados dele que mantêm interlocução com Flávio. O movimento já chegou, inclusive, aos ouvidos de integrantes da cúpula do MDB.

Sob reserva, caciques emedebistas dizem não considerar a ideia de todo ruim. A avaliação é de que, em troca da mudança, Nunes teria de prometer mais espaços ao MDB tanto na prefeitura quanto no governo paulista.

Procurado, o prefeito afirmou à coluna que recebe convites de vários partidos, mas que não há nada de concreto. “PL, Podemos, Republicanos… Todos convidam, mas por cordialidade. Tenho boa relação com todos”, disse.

Em 2023, vale lembrar, caciques do PL também chegaram a sondar Ricardo Nunes sobre uma possível troca partidária para as eleições de 2024, quando o prefeito da capital paulista disputou a reeleição e venceu.

Nunes, entretanto, preferiu continuar no MDB. Para garantir o apoio formal do PL, entretanto, o emedebista deu sua vice ao coronel da reserva da PM paulista Ricardo Mello Araújo, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

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🤳 Divulgação

#colunaigorgadelha
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Fora do STF há quase 30 anos, o ex-ministro Francisco Rezek renovou, no dia 8 de outubro, seu passaporte diplomático, que lhe permite entrar em países estrangeiros como uma autoridade brasileira.

A renovação tem validade de cinco anos e é uma prerrogativa de ex-ministros do Supremo. Como mostrou a coluna, ex-ministros como Rosa Weber, Carlos Velloso e Ayres Britto também renovaram o documento.

Rezek deixou o Supremo em 1997. Ele ocupou o cargo de ministro da Corte em duas ocasiões. Na primeira, ele foi escolhido pelo general João Figueiredo, último presidente da ditadura militar, e ocupou o posto de 1983 a 1990.

Em 1992, Rezek voltou ao STF por indicação do então presidente Fernando Collor. O magistrado se aposentou em 1997 para assumir o cargo de juiz da Corte Internacional de Justiça, sediada em Haia, nos Países Baixos.

A concessão de passaporte diplomático a ex-ministros do STF é regida por um decreto presidencial de 2006, que abre brechas para que o documento seja concedido a personalidades “em função do interesse do país”.

Foi a mesma justificativa usada pelo Itamaraty durante o governo Bolsonaro para conceder o documento a líderes evangélicos aliados, como o pastor R.R. Soares e o bispo Edir Macedo.

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🤳  @vinicius.foto

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Nikolas está imerso na campanha de Flávio no 2º turno e gera ciumeira, afirma Igor Gadelha.

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Flávio vai ignorar desafio de Lula sobre abertura de sigilos, diz Gadelha.

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Estratégia sobre quebra de sigilo ainda não furou a bolha petista, analisa Gadelha.

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Com as pesquisas indicando Lula (PT) em sua cola, o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, parece disposto a adotar a mesma estratégia de seu adversário, com um generoso “pacote de bondades”.

Na terça-feira (20/10), Flávio anunciou que, se eleito, vai retomar o Programa Emergencial do Setor de Eventos (Perse), criado por seu pai para socorrer setores como turismo e entretenimento durante a pandemia da Covid-19.

O programa foi encerrado em 2025, já no governo Lula, após atingir R$ 15 bilhões em renúncias fiscais. A equipe econômica do petista sempre resistiu ao Perse e defendeu o fim do benefício.

pacote de bondades de Flávio também inclui a tentativa, ainda atabalhoada, de capitalizar politicamente uma mudança no período de transição para quem deixa o Bolsa Família.

A proposta ampliaria o prazo dos atuais 18 meses para 24 meses. O anúncio foi feito pela coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, em uma entrevista na segunda-feira (19/10) à rádio CBN de Salvador.

Como mostrou a coluna, a fala da ex-presidente da Caixa Econômica acabou confundindo muita gente ao misturar a carteira assinada com o critério de renda, utilizado atualmente pelo Bolsa Família.

A estratégia de Flávio tem, entretanto, um entrave: o presidenciável também promete à Faria Lima um ajuste fiscal de R$ 200 bilhões, baseado essencialmente na redução dos juros.

O problema é que os juros costumam ser mais resistentes quando o governo da vez aposta na generosidade dos benefícios fiscais.

➡️ A reportagem completa está na coluna de @igorgadelham. Basta acessar metropoles.com

🤳 Renato Pizzutto/Band

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Em agendas de campanha em São Luís (MA) nesta terça-feira (20/10), o presidente Lula, candidato à reeleição pelo PT, deverá ter uma conversa com o ex-presidente José Sarney (MDB).

O encontro entre o atual presidente e o ocupante do Planalto entre 1985 e 1990 está previsto para depois do ato de campanha de Lula na capital maranhense, onde o petista cumpre uma de suas últimas agendas eleitorais.

Em 2025, Sarney chegou a defender publicamente que seu partido, o MDB, apoiasse a reeleição de Lula já no primeiro turno. Neste segundo turno, porém, diretórios importantes da sigla, como o de São Paulo, estão com Flávio Bolsonaro (PL).

Como mostrou a coluna, Lula está no Maranhão após perder votos no primeiro turno da eleição presidencial no estado, um dos principais redutos eleitorais da esquerda no Brasil.

Lula não esteve no Maranhão durante a campanha do primeiro turno. Flávio, por outro lado, desembarcou no estado e participou de uma agenda eleitoral em São Luís, o que garantiu um resultado menos negativo para o bolsonarista.

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🤳 Jefferson Rudy/Agência Senado

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