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Transmissão de conhecimento sobre Òrìṣà e Candomblé, sob ótica antropológica desde 2014. Links ⤵️
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Parte final - O retorno à casa ancestral. 

Ìyá Nitinha, quando viva, era pessoa mais antiga iniciada na família do Engenho Velho e umas das mais antigas do Brasil. 

Ela era enérgica, rígida com a tradição e doce como mãe. Mãe Nitinha era aquela mãe que se preocupava se você tinha coberta para dormir e mandava você calçar o chinelo pra não ficar resfriado.

Não dava muita importância para publicidade de suas ações. A felicidade dela era cultuar os Òrìṣà e estar cercada de filhos. Ela atendia todos. 
Nunca liguei para ela, para não ser atendido. Ela era presente em vários sentidos e continua presente do Ọrùn nos abençoando e nos orientando. 

Ìyá Nitinha faleceu em Salvador - BA, sua casa, em 04 de Fevereiro de 2008 deixando um legado inestimável. 

Ela não era apenas um exemplo de Ìyálòrìṣà, mas era uma grande administradora de pessoas e da vida. Ela tinha poder nas decisões e magia no olhar. 

Foi, incontestavelmente, uma das maiores lideranças religiosas do Brasil, mesmo sem fama de Internet e redes sociais.

Em 2009, com a sucessão, Ìyá Débora de Ọ̀ṣun assume o Àṣẹ Ìyá Nasò Ọka Ilé Ọ̀ṣun e vem exercendo todos os ensinamentos deixados por  Ìyá Nitinha.

Mo júbà Ìyá Nitinha! 
Mo júbà Oloṣundè! 

Texto escrito em 2014 e revisado em 2025 por @gillominiro , especialmente para a página.
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