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Set Designer / Food Stylist / Curator
Lisbon
Galicia from 1st to 30th September
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“Dancem. Fechem os olhos. O silêncio não existe, tal como o tempo.”
Fotografia de André Dinis Carrilho 
(2/3)

Ao recordar o André, fui reencontrando fotografias dos vários eventos que o convidei a fotografar. Lugares, pessoas e momentos que tinha de partilhar.

– Gostei sempre da tua sensibilidade, André. E sempre lhe arranjei lugar.

Ele ia vagueando à procura dos sítios onde a luz e a cor se faziam especiais. A máquina era a ponte: aproximava-o sem ter de entrar demasiado; dava-lhe uma distância e, ao mesmo tempo, uma maneira de pertencer.

– Gostavas de gostar. E gostavas que gostassem de volta.

E havia as pessoas. Sobretudo as pessoas. As de quem gostava, as de quem queria gostar, as do meio onde queria estar. Umas vezes, motivava um retrato e pedia uma pose; outras, camuflava-se à espera do genuíno. E depois dávamos por ele, lá ao fundo, a sorrir para nós, porque nos tinha tirado a pinta.

– Quantas vezes te apanhei só a olhar para mim. Quantas vezes vieste apenas dizer-me “és lindo”. E sei que não fui o único.

Talvez seja isso que mais encontro agora nestas imagens: o interesse em olhar, em contar a história. Não a verdade sobre as pessoas ou os lugares, mas a versão criada naquele instante. A versão dele.

– E na verdade, agora só é verdade o que tu decidiste eternizar.

E depois penso no sofrimento da validação artística. O eterno inalcançável. A obra que só é considerada quando entra na galeria; ou apenas quando os arautos proclamam ser Arte. Não sei. O que sei é que estas imagens perdidas vão voltar a encontrar as pessoas que o André olhou. Para mim, hoje, isso chega. A validação que se foda. “A arte é o que torna a vida mais interessante do que a arte.” E se a realidade dos dias lhe pesava, ele tratou de nos deixar a espuma dos momentos onde ainda o podemos encontrar.

– Oh, meu puto, o quanto nos rimos! Partilhámos muita vida. Estivemos presentes. Juntos fomos parvos. Estivemos passados. Errei e acertei. Falaste bem e mal. Da última vez que te vi, vieste só abraçar-me e foste, sem dizer nada. Entendi. Estamos bem. E espero que estejas a curtir o afterlife. Um dia vamos todos aí ter.

“Até lá é fazer valer e afetar os que convivemos com.” ADC
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Memórias bonitas 💖💫
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nada como apanhar uma gripezinha para ficar fechada em casa e perceber que não actualizo o portefolio há mais de ano e meio. então aqui fica um resumo dos últimos tempos em que andei alegremente a brincar aos filmes como realizadora 🎬 🥰 
continua a espantar-me o privilégio de poder trazer vida a imagens que nascem na minha cabeça, por isso sinto-me muito grata por todas as pessoas que me têm acompanhado nesta aventura. my people are the best people 💖
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