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Faz pouco mais de um ano e meio que eu decidi colocar minha vida nas mãos de uma banda de rock’n’roll. Desde que peguei a @maretardia pra criar já são duas bandas (sigam o @tropicalnada), uma festa de batuque&pistinha (sábado tem @festasaladamista.rj) e projetos suficientes pra eu provavelmente já ter entendido que esse negócio de trabalhar com música não deveria se resumir a apenas escrever sobre música.

Em abril do ano passado, quando, depois de muita insistência do pentelho do @gus.lacerda, eu assumi o lançamento do “Sem Diversão pra Mim”, não fazia a menor ideia de onde isso ia dar. Nem sabia direito o que eu tava fazendo. Mas tapei o nariz, fui lá e fiz. Vai que dava bom, né?

E num é que tem dado bom, minina?

Muito por mérito artístico deles, óbvio (porque os mlks não são apenas rostinhos bonitos e corpinhos sarados, eles são bons pra caralho) e um tanto pelo meu esforço quase obsessivo de divulgação, “Sem Diversão Para Mim” rendeu mais de 60 matérias e críticas positivas na imprensa, apareceu nas listas de melhores discos do ano de alguns dos principais veículos de música do Brasil e foi levando a gente para lugares que, um ano atrás, pareciam bem mais distantes.

E aí, no meio de agosto, teve o @movimento.cidade.

O maior festival do Espírito Santo, um festival lindo e muito bem organizado, que abrigaria o maior show da Maré Tardia até então. E tudo isso em casa. Em Vila Velha, onde a banda surgiu.

Pra quem não sabe, a família da minha mãe é capixaba. Cresci comendo torta capixaba e moqueca e essa história toda também acabou virando, pra mim, uma reconexão meio inesperada com as minhas próprias raízes.

Então, quando apareceu a oportunidade de tocar para 20 mil pessoas, com transmissão ao vivo pela TVE, não dava pra fazer pequeno.

Eu assumi a direção geral do show e chamei pro meu lado uma equipe muito foda, que fez por onde.

(Continua nos comentários…)
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