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Aqui falaremos, Felipe e Eric, pai e filho, de nossos quadrinhos, livros, games e muito mais! Acompanhe, vai ser divertido!
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Trago verdades! A quarta verdade é óbvia: domingo, 25 de outubro, é o Brasil votando 13!

Bora com @lulaoficial !
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A editora @editorapoptopia segue surpreendendo com seu catálogo rico em histórias boas. Porque gostar de super-heróis não significa deixar de explorar outros universos. Afinal, boas histórias merecem ser descobertas.
- Absolution com desenhos do @mikedeodato 
- Kuno, uma história sobre valores
- Moon eaters, uma história alucinante
- Mafuta, a música salva cultura
- Baia do Inferno, luta pela sobrevivência 
Prato cheio pra todos os tipos de leitores.
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#quadrinhos #leitura #cultura
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Falar hoje que a ficção é um gênero que já beira o realismo talvez não seja lá um delírio tão grande assim. Afinal, hoje temos a I.A., conglomerados controlando países e, principalmente, a corrida espacial se mantém cada vez mais ativa. Mas, lá em 1960, a ficção desempenhava um papel totalmente ilusionista, ou otimista, de que, no futuro, teríamos carros voadores, entre outras coisas que talvez até cheguemos a ter em algum momento. Mas o exercício que um dos maiores autores, ou um dos que mais produziram, faz é muito mais profundo: será que, no futuro, teremos nossa liberdade? Nosso direito de escolha? Ou será que seremos mesmo donos de nossos destinos?

O argentino Héctor Oesterheld fez esse exercício pela gente há mais ou menos 60 anos, e aqui, em O Eternauta e outras histórias, somos apresentados a esses futuros que nem são tão distópicos assim. É claro que O Eternauta, por si só, é um dos grandes clássicos dos quadrinhos, e H.G. é um dos maiores escritores. Mas, nesse livro, que deveria contar com a continuação de O Eternauta, somos apresentados a textos e contos bem legais também, que questionam a nossa humanidade. Afinal, o que nos torna humanos? São nossos medos, angústias, poder de decisão? N fatores são apresentados aqui a partir de diferentes abordagens, seja por meio de um jovem garotinho que queria ser piloto, seja por um explorador de planetas que não leva em conta os métodos científicos.

Em diversos momentos, somos questionados sobre a liberdade de decisão da humanidade, e H.G. consegue, como poucos, ser tão assertivo nos debates e nos devaneios a ponto de, pelo menos, nos fazer refletir. A ficção sempre foi o meu gênero favorito, porque nos dá a oportunidade de imaginar futuros que, através da tecnologia, podemos realmente sonhar serem possíveis. Mas a ficção também tem o poder de mostrar o que de pior pode acontecer. Talvez seja isso que H.G. queria nos passar com seus contos: que, independentemente do que venha a acontecer, isso será uma escolha nossa, vinda das nossas decisões, não definida por um computador. Mas, hoje, não sei se isso é possível.

O Eternauta e outras histórias é um típico livro que traz ótimas histórias, contos e narrativas.
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