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bobo em tempo integral
Artes cênicas - UEM 😝
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Marque a @hilton_erika e leia a legenda para conhecer um pouco do espetáculo através da minha ousadia de me meter a fazer crítica cultural. 🤓 Resolvi escrever sobre o que vi, o que entendi e, principalmente, sobre o que continuou comigo depois que saí do teatro.

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Um mundo que não se comunica com todos já começou a morrer.
Essa foi uma das ideias que continuaram comigo depois de assistir a O Banquete do Começo do Fim. 
A personagem Itã, no centro do video,  acompanha tudo. As falas, os sentimentos, os movimentos, as tensões. Está intensamente presente e, ao mesmo tempo, parece flutuar pelo palco, atravessando a história enquanto ela acontece. Seria fácil dizer que, sem Itã, a história continuaria sendo contada, apenas não seria acessível às pessoas surdas.

Não, isso tá errado.

Se uma história escolhe quem pode recebê-la, ela não está sendo contada para a humanidade. Está sendo contada para alguns.
E isso ganha ainda mais força em uma peça que fabula novos mundos enquanto questiona justamente quais estruturas do nosso mundo já deveriam ter acabado.
Em uma das cenas, enquanto o palco vive esse fim, ouvimos uma fala de Erika Hilton atravessada pela sonoplastia eletrônica do DJ e produtor Chá di Lirian. Erika fala sobre o “discurso biológico da exclusão”: aquele que reduz a experiência de mulheres trans e travestis à biologia e ignora o recorte histórico e social de suas existências. A fala original vai ainda mais longe: questiona uma sociedade que, ao reconhecer algumas mulheres como “menos mulheres”, acaba também reconhecendo-as como menos cidadãs.
E é muito fod@ que Itã esteja comunicando esse momento pq a cena cria quase uma camada dentro da outra: Erika fala sobre corpos que uma determinada ideia de mulher escolhe deixar de fora; enquanto Itã, através da Libras e do próprio corpo em cena, participa da construção de uma narrativa que se recusa a escolher quem pode recebê-la.
A fala discute exclusão. A forma como a cena escolhe comunicá-la também responde à exclusão.
Itã não está à margem “traduzindo” o que acontece. Ele está dentro do acontecimento. Seu corpo também conta a história.

(É um texto pra quem quer ler, continua nos comentários..✨️)
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ah, eu não assisti @obanquetedocomecodofim 

ACALMA O CORE MOZIS, DIAS 15 E 16 NO BARRACAO AS 20H TEM MAIS. Boraaaa?! 

espetáculo feito pela Lei de fomento anicetto matti

vídeo: @irakytan_

operação de luz: @rafaelfleonel 
concepção de luz: @guilhermeveneral 
sonoplastia: @chadilirian 
make: @julie_ndinga 
figurinista: @_atinacriativa @pig_emcee 
cenografia: @raf3.emi.lio 
preparação de voz: @vnesscruz
libras: @renanparma
produção executiva: @susyb.o
coordenação de projeto: @falananni
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O BANQUETE DO COMEÇO DO FIM

E se o fim do mundo fosse apenas o começo de outro?

Em um mundo onde tudo aquilo que conhecemos chegou ao fim, seis entidades se encontram para preparar um banquete. Entre corpos humanos e animais, caos e natureza, sagrado e profano, elas atravessam ruínas para imaginar aquilo que pode nascer depois.

Classificação: 12 anos | Entrada gratuita

4, 5 e 6/09 - Teatro Reviver Magó 
15 e 16/09 - Teatro Barracão

A ação cultural é produzida com Recursos de Incentivo à Cultura Lei Municipal de Maringá n.º 11899/2024 Fomento Aniceto Matti
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