Instagram story viewer> @marachuairi8> Tagged
261
followers
232
following
POSTS STORIES REELS TAGGED
Eu não poderia ter começado o dia de forma mais calorosa. 

Recebi hoje pela manhã esse grupo incrível para uma troca de ideias sobre temas sensíveis e impactantes na população como a escassez do transporte público e a sustentabilidade. É claro que as pautas femininas sempre estão presentes, ainda mais quando o Felipe e o Lucas invadem carinhosamente a reunião para beijos e abraços, potencializando ainda mais a energia do encontro. Porque afinal de contas, é para eles (nossos filhos) que estamos lutando por um mundo mais humano e igualitário.

Agradeço a todos os presentes pela troca. Sejam sempre bem-vindos.

O grupo é tão grande, que não deu pra marcar todo mundo na imagem. Meus agradecimentos para todos que compareceram:

@christinemirabelle 
@gmpht 
@sandrastellet 
@carmenpfs 
@deloyspelorio 
@isabelledeloys 
@gabrielladelia.gd 
@michelepimentel.adv 
@gabysoaraujo 
@brubaferreira 
@marlenesantos7883 
@claricehippertt 
@jubss_vasconcellos 
@raquellgrachet 
@leandramasiero 
@patriciabaiao 
@mari.sa 
@marachuairi8 
@brunasfalmeida 
@esthephany_f 
@contadordorio 
@sergiosadala 
@fernanda_kellerr 
@giselafreire28 
@mattarazzo_tha
@brubsferreira 
@alfranbitar 
@santmarts
32
A homenagem é para ele. Mas falar dele e das relações que nos rodeiam diz muito sobre quem eu sou. E por isso estou compartilhando esse momento nesse perfil. 

O dono desse olhar é o Raulino, pai da minha irmã mais velha. Num contexto tradicional meu contato com ele teria sido esporádico. Mas as duas famílias, a do Raulino e a da minha mãe, estiveram sempre juntas. Minha mãe e Raulino se separaram, casaram novamente, tiveram outros filhos e continuaram amigos, todos muito amigos, uma convivência intensa. 

Quando criança eu sempre tinha que explicar. "Como assim você passou o final de semana na casa do pai da sua irmã com as duas famílias juntas?". Hoje talvez seja mais comum. Mas naquela época, a regra era separação trazer conflito e afastamento. 

Eu fui criada nessa história e isso me fez ter uma visão diferente das relações e do mundo. 

O Raulino foi uma pessoa muito presente e especial pra mim. Extremamente carinhoso e generoso. Gostava de gente, de casa cheia, de abraço apertado. Era muito engraçado, nível fazer a gente chorar de rir. Gargalhada era um presente que ele oferecia sempre! Tinha um humor próprio, era um cara muito autêntico, forte, intenso. 

Com ele aprendi que o amor está acima de qualquer convenção. Aprendi que afeto a gente precisa demonstrar sempre e muito. Um dos melhores abraços da vida. Aprendi algumas das melhores coisas: comer bem, beber e estar com os amigos. 

Ele dizia "eu gosto da Tati porque ela não tem frescura". Fui muito privilegiada ficando ali pertinho dele e provando as coisas mais deliciosas. 

Essa foto foi de um dia muito feliz. Uma tarde comendo ostra e ouvindo suas histórias num dos seus lugares preferidos no mundo. 

É estranho falar dele no passado. Sinto uma dor imensa, por saber que não teremos mais a sua alegria contagiando tudo. Sinto demais também pela minha irmã. Consigo imaginar a sua dor, mas a gente nunca alcança de verdade. 

Nosso Raulino gostaria de nos ver sempre bem, gargalhando e curtindo a vida. Não vai ser fácil sem ele. Temos que acolher a dor. O luto é uma coisa muito estranha. 

Mas quero também me contagiar de tudo o que ele deixou de mais lindo: muito amor, carinho, risadas, alegria!

Te amo!
44
back to up