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Esse foi o presente de @julianaroza13, em 18 de dezembro de 2021, que compôs um samba pra Dona Socorro, ao lado de @assunoficial e do @grupomaismelanina. ❤️✊🏾 No coração, fica a saudade, mas também a certeza de que nossa matriarca será lembrada e exaltada, no meio do samba, da alegria e da feijoada. Dona Socorro: presente!
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II Seminário de Direito Imobiliário organizado pela Comissão de Direito Imobiliário da OAB/CE, Subseção do Crato.

Como palestrante desse evento riquíssimo, trouxemos as inovações do Prov. 04/2023 no âmbito do Registro Imobiliário, sendo ressaltadas as oportunidades da advocacia no desenvolvimento dos negócios imobiliários, e tive o imenso prazer de contar com a participação de colegas que contribuíram com brilhantismo para o sucesso do evento, que certamente foi um diferencial para a advocacia do Cariri.
Assim, encerro com chave de ouro e muita gratidão o ciclo de aulas e palestras de 2023!
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As informações e as atualizações do conflito armado entre a Rússia 🇷🇺 x Ucrânia 🇺🇦 .
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Tudo isso aqui no PODCAST CARIRI, link na Bio.
https://youtu.be/YUOhfzcDvQQ
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A lembrança mais forte que tenho dele, sou eu criança, bem miúdo, montado nas costas dele (porque a areia da praia tava quente) seguindo em direção ao mar. Ele dizia: "Pode segurar nos meus cabelos" lembro bem da sensação das minhas mãozinhas segurando forte nos seus cheirosos cabelos crespos. No mês do orgulho LGBTQIA+ venho exaltar esse homem incrível, contando um pouco da sua história e de como o samba atravessa essas memórias. Tio Reginaldo (tio Régis como gostava de ser chamado) essa música é pra você e para todes que acreditam num mundo mais justo para todas as pessoas!

Iguais - Assun, @luizanobel, @mumutante e @arthurespindola

Single e clipe - Sexta - 9/7 - 12:00 

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link na bio 

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Hoje, começo a contagem regressiva pra mais um single do disco. Mergulhei nas minhas origens, me arrisquei e me joguei no samba. Iguais, foi escrita há anos e hoje tenho a oportunidade de jogar esse trabalho no mundo, com um clipe lindo, prova de que a gente nunca deve desistir dos nossos sonhos! Todos nós somos a junção de vários corpos que vieram antes da gente e nada mais justo do que exaltar a beleza que é ser parte disso. Essa música conta com a participação da @luizanobel, @mumutante e @arthurespindola, exaltando e pondo em prática a filosofia ancestral africana: Ubuntu! Eu sou porque somos! Iguais vai ao ar com clipe e música em todas as plataformas digitais dia 9 de julho, meio dia! Aproveita e se inscreve no meu canal! Link na bio.

arte: @kerenskybarata

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Aqui na casa da minha avó, revirando fotos e lembranças lindas. Caiu um cisco aqui! Esse da esquerda é o Seu Edmilson e a direita nossa rainha Dona Socorro. Salve Deus! 🖤

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MARIA DE ARAÚJO é uma das figuras mais emblemáticas e misteriosas do Ceará. Nasceu em Juazeiro do Norte (CE), em 1863. Mesmo analfabeta, era conhecida por sua inteligência. Perdeu os pais ainda criança, em contexto de escravidão, e tornou-se beata aos 22 anos, acolhida por Padre Cícero. Em 1º de março de 1889, Maria de Araújo, ao receber a hóstia das mãos de Padre Cícero, diante dos fiéis, transformou-a em sangue. O fenômeno teria se repetido dezenas de vezes ao longo de dois anos.

Os relatos apontam que feridas também apareciam em seu corpo e sumiam misteriosamente. A beata entrava em transe e falava dizeres em latim, trazendo mensagens que seriam do inferno e do purgatório. O fato foi levado à alta cúpula da igreja católica, em Roma, para que Maria de Araújo pudesse ser reconhecida como santa. Porém, o que pode ter sido um "milagre" foi considerado bruxaria. 

Levantaram a hipótese de que ela sofria de alguma doença, mesmo com os registros médicos atestando seu estado sadio. Enclausurada pela igreja após os fatos, ela morreu em 1914, recebendo um túmulo na Capela do Socorro à altura de seus feitos. Porém, em 1930, o túmulo foi destruído a mandato da igreja cratense e seus restos mortais desapareceram. Até hoje, historiadores não conseguem dar respostas exatas sobre os acontecimentos envolvendo a beata. Maria de Araújo é mais uma protagonista negra cearense invisibilizada.

#ÁFRICA24 - 18 de maio às 18h. Pré-save na bio.

Foto: Imagem assinada por @ValessioBrito, recriada por software de inteligência artificial, com base na única foto existente da beata. Informações de @brasilescolaoficial e @diariodonordeste. 

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Brasília, 15 de dezembro de 2020

Carta aberta à posteridade.

Esta é Maria Ferreira Lima ou simplesmente Dona Socorro, minha avó, nascida em 15 de dezembro de 1930, em Fortaleza. Filha de João Batista Ferreira e Maria de Jesus Flor Lima. O que se sabe de sua mãe é que ela nasceu em Candeias, município cearense no Maciço de Baturité distante 115km da capital. E migrou para Redenção, cidade que carrega o título de primeiro território brasileiro a abolir a escravidão, em 1886, antes mesmo da teatralização da Lei Áurea, de 1888. 

Meus avós e bisavós paternos são todos negros. Maria Flor nasceu em um país ainda regido pelo escravagismo, talvez já vivendo um suposto lampejo de liberdade que foi a Lei do Ventre Livre, de 1871. O que Dona Socorro conta sobre a mãe é que ela foi “pega pra criar” por uma família que não era a sua – não sabemos se era família branca ou preta, tampouco se esse “pegar pra criar” não foi uma forma de exploração tão comum, por muito tempo, de meninas pretas do interior. É só até esse ponto que consigo chegar no passado. Num país que tinha como norma estatal o apagamento de sua ancestralidade e a eugenia como política pública, é difícil saber um pouco mais – como o sobrenome que teríamos se não tivessem obrigado nossos antepassados a adotarem os nomes de “seus senhores”. 

Vovó, que hoje completa 90 anos, um dia me contou que sua mãe certa vez pôs terno, gravata e chapéu para procurar pelo marido, meu bisavô, que devia estar em alguma roda de viola pelas ruas do Otávio Bonfim, bairro de Fortaleza. Era noite e, para se sentir segura, vestiu-se “de homem”. A cavalaria da polícia apareceu, a bisa se escondeu numa moita, o policial desceu do cavalo e urinou ali mesmo, achando que estava sozinho. Ou seja, Maria Flor voltou pra casa sem achar o marido – “toda urinada”. (Continua nos comentários)
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