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✊Encontro presencial/online entre mulheres
✊Aprendizado com base em história, ciência e vivência
✊É sobre amor próprio, educação e direitos femininos
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No dia 2 de outubro, a partir das 18h30, o GD360 recebe um happy hour especial em parceria com o podcast O Bar é Delas.
Vai ter música ao vivo, chope gelado e um encontro cheio de boas conversas e energia.

Toda a renda arrecadada será destinada a mulheres vítimas de violência, apoiando a reconstrução de suas vidas. O link da arrecadação está na VII 💜

✨ Venha brindar com a gente e fazer parte dessa causa!

📍 GD360
📅 02/10 – a partir das 18h30
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Ontem eu e minha irmã levamos ela ao médico e esperamos mais ou menos a meia hora, o que é nada no universo das clínicas e hospitais. Arrumamos uma maca p ela que ela amou, dizia que estava mais confortável que a própria cama, pois na cama tem o colchão "casca de ovo" que a gente colocou em cima do colchão para previnir escaras, já que ela passa a maior parte do tempo deitada.
O médico foi fofo, prometeu sanar o excesso de dor, mas meu pensamento era focado no quanto ela estava incomodada com a demora, eu e minha irmã dizíamos "mãe, vc tá confortável, relaxa fia!" E ela dizia que a preocupação dela era estar nos atrapalhando... Puta que pariu, ela está com dor, tem 78 anos e mesmo assim está atravessada pelo incomodo de "incomodar", como a gente não aprende e não se permite "incomodar", espero que se eu chegar nessa idade eu não me importe de "incomodar" afinal aqueles que me olham hoje, já me incomodaram muito ... 
Depois da consulta ela estava com muita vontade de ir ao banheiro e aí para descê-la da maca pedi que se apoiasse em mim, e ela dizia "sou muito pesada" e eu pensava "Meu Deus, que fardo é esse que achamos que somos tão 'pesadas' para que alguém nos sustente" e eu dizia, fica tranquila, eu faço academia, sou forte para te carregar/amparar/sustentar. Depois ela precisava de ajuda para levantar do vaso e eu pedi que ela me abraçasse para que eu a levantasse e ela disse "Nossa Nina, vc é muito forte, pq eu sou muito pesada" e eu disse a ela que não, que ela era leve e que para mim levantar ou a carregar o quanto fosse preciso não seria "pesado". Nada era sobre peso, é sobre como a gente se sente.
Senti ali que passei a segurança que ela outro dia me passou, a segurança do "confia em mim que eu dou conta" ou "segura a onda que eu te escoto, pq sou sua mãe" e sim, senti que agora chegou a minha vez... Agora eu sou a mãe, agora eu terei enfim uma menina que irei pentear e cuidar, enquanto preciso for.
Esse texto não é sobre peso, mas é também sobre a gente se preparar para sustentar o outro, ser escada, escoro,  bengala, segurança e amparo.
Vou te amar de janeiro a janeiro, até o mundo acabar ...
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