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_Maternidade atípica_
_Inclusão social_
MONAMI significa “meu filho” em Kimbundu
por @monacamargo
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Entrei na trend
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Sempre celebro o aniversário do Salvador, mesmo sem saber até onde vai a compreensão dele sobre esse dia.
Tenho andado mais sensível com a chegada desta data: hoje ele completa 8 anos de existência. São tantas camadas de amor, medos e anseios que nem cabem em palavras. Ser mãe de um filho autista severo, que não fala, é uma jornada única.
Difícil de traduzir, mas profundamente sentida.
Esses dias me peguei angustiada ao pensar que talvez esteja vivendo o último ano em que ainda consigo pegar o Salvador no colo. E ele ainda pede. Justamente nesse momento é quando me sinto uma supermulher, por conseguir confortá-lo.
Contei isso a um amigo, esse misto de amor e perda, e combinamos de registrar um pouco de nós.
Aqui vão 3 minutinhos que dizem muito.
Obrigada, Nuno, pelo olhar tão sensível.
Que venham mais 300 anos do meu menino encantador. Mamãe ainda tem colo — mesmo sentada.
Te amo, filho.

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E, aproveitando a ocasião, lembro que no dia 2 de abril é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Que a gente siga olhando com mais empatia, respeito e amor para cada história.

vídeo @nunorochinha
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Depois de lançar em Portugal uma linha de camisetas com mensagens de apoio à inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a produtora cultural Mona Camargo traz o projeto Monami ao Brasil com um propósito ainda mais amplo.

A iniciativa, que nasceu da vivência pessoal, hoje busca promover não apenas a conscientização sobre o autismo, mas também dar visibilidade à saúde mental materna e apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Paulistana criada em Alphaville e mãe de Salvador, de 7 anos, diagnosticado com TEA em 2020, Mona vive em Portugal há mais de uma década. Após enfrentar episódios de preconceito e falta de acolhimento em locais públicos, ela se tornou ativista da causa. “Vi que era necessário formar educadores, adaptar conteúdos e combater o bullying”, relembra.

A primeira coleção traz a frase “Mãe Atípica” como símbolo de representatividade e empoderamento. O nome “Monami” vem do kimbundo, língua angolana, e significa “meu filho”. “Queremos vestir as pessoas com histórias”, resume a idealizadora.

O lançamento no Brasil aconteceu na Feira na Rosenbaum, em Pinheiros (SP), e agora as peças também chegam a Alphaville. Mais informações: @monami.pt.

Leia mais em www.folhadealphaville.com.br

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