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Quando olho para os meus últimos 30 dias, por vezes nem quero acreditar como consegui trabalhar tanto. Percorro a câmara de fotografias do meu telemóvel e vejo que nem consegui registar outra grande parte de tantos outros momentos importantes dos meus dias. 
Foi desgastante, mas também sou grata pela minha liberdade de escolha : foi um difícil que eu escolhi. Então está tudo certo. 
Também sei que foi uma fase. Estabeleci um limite, caso contrário, a saúde ia gritar. 
Mas no meio de toda a jornada profissional, quero só deixar esta mensagem : não posso esperar que tudo passe para depois descansar. O que faz a diferença é precisamente ir descansando, desligando e colocando limites, todos os dias. 
Tive 4 inegociáveis. Não foi perfeito, mas foi consistente : todos os dias fiz o meu exercício; em quase todos os dias dormi 8 horas; todos os dias tive momentos sem ruído; todos os dias vi o sol nascer; todos os dias fiz a minha marmita; e em todo o santo dia esforcei-me por ser otimista, estar presente e manter a calma. 
Hábitos bons são incríveis. Mas só transformam se ativar o modo “repeat”. E assim foi. 
Pah… resulta. 
Há mais inegociáveis que podia ter feito. Bem sei. Mas pronto, fiz o melhor que pude, e da próxima estarei ainda melhor. 💖

Obrigada Universo. Obrigada a mim. 
Baby steps 😊
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Hoje, as pessoas já não querem apenas um salário. Querem salário emocional. 👇🏽

Sentirem-se ouvidas, respeitadas e reconhecidas pesa tanto como o que recebem ao fim do mês. E cabe a quem lidera criar esse ambiente.

Há dias, estive no Museu do Mar, em Cascais, no evento “O que responde um líder?”, sobre Saúde Mental nas Organizações (em semana da saúde mental) e tive o privilégio de partilhar alguns dos meus pensamentos:

-Saúde mental não é só um tema de RH. É um tema da liderança.
-Segurança psicológica é poder dizer “errei” ou “não estou bem” ou “não sei” sem medo, e quem lidera deve dar espaço para errar. Porque quando há segurança psicológica há inovação e crescimento.
-Liderar é servir: criar condições para que as equipas façam bem o seu trabalho e cheguem bem a casa.

E a que mais defendo: ouvir para entender e compreender. 
Não é ouvir para falar. É querer perceber o que a pessoa sente e o que a move.

Cresci na Marinha Portuguesa, a quem devo disciplina, sentido de missão e a capacidade de decidir sob pressão. 

Como em qualquer estrutura muito hierárquica e rígida, não era fácil dar feedback a quem me liderava.
Eu, como Oficial, tinha a minha visão/opinião.
Porém, o que o oficial + antigo / chefe me diziam nem sempre era o caminho certo, só que faltava abertura para se falar.
Isso fez-me valorizar ainda mais um ambiente onde as pessoas podem falar.

Na @unir.distancias , procuro melhorar todos os dias o ambiente de segurança psicológica. 
O trabalho das nossas equipas é fisicamente exigente e muitas estão longe da família, por isso falamos individualmente com cada pessoa, pretendendo criar criar formas e mecanismos de perceber rapidamente quando alguém não está bem.

Ainda não chegámos onde queremos, mas falar disto em voz alta, entre líderes, é o primeiro passo.

E tu, quando foi a última vez que alguém da tua equipa te disse que discordava de ti?
Obrigado ao Xavier Pereira, fundador @motivo_com , pelo convite e por abrir um espaço onde líderes falam sem armadura. 

Obrigado à @iamisabelsilva , que moderou com uma sensibilidade e clareza diferenciadas , e aos restantes convidados do painel, pela honestidade das conversas.
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