Instagram story viewer> @murilohcaldas> Tagged
POSTS STORIES REELS TAGGED
A política e a atividade física me atravessam pois ambas carregam aquilo em que mais acredito: a potência de transformar vidas. Unir essas paixões é um privilégio, sobretudo quando a democracia exige coragem, consciência e compromisso com algo maior do que nós mesmos.

Desde que compreendi o peso da política na vida das pessoas, nunca mais enxerguei o mundo da mesma maneira. Em 2014, quando me filiei, diante da postura de Aécio após a derrota nas urnas, entendi, sem muito esforço, a gravidade do que estava por vir. E escolhi não assistir de longe.

Em Goiânia, tudo ganhou ainda mais força. Vi o bolsonarismo, o poder do agro e o machismo escancararem uma brutalidade sem pudores e senti que quanto mais dura a realidade, maior era a minha necessidade de enfrentá-la. Por lá, em 2017, perdi as contas das noites que dormi na CUT.

Quando voltei a São Paulo, foram inúmeras as viagens de ônibus pra acordar diante da PF, em Curitiba e gritar 'bom dia, Presidente Lula!'.

A política também me deu alguns dos encontros mais bonitos da vida. Amigos, companheiros de luta, abraços em grandes lideranças, histórias, aprendizados. Descobri que lutar coletivamente é uma forma imensa de amor. Amor por gente que talvez nunca conheceremos, por vidas que não são nossas e por um futuro que talvez nem vejamos chegar.

Por isso, me indigna profundamente quem trata a política com indiferença. Ela atravessa nossos corpos, nossos direitos, nossas escolhas e até a liberdade de sonhar. Não consigo admirar quem usufrui das conquistas coletivas, mas se recusa a reconhecer a responsabilidade sobre o mundo que compartilha.

A democracia não se sustenta apenas com votos. Exige memória, presença, resistência e coragem.

A política nunca foi apenas uma opinião. É parte de quem sou, daquilo que amo e de tudo o que me recuso a aceitar. 

Quando compreendemos que nossa existência está entrelaçada à de milhões de outras pessoas, a indiferença deixa de ser inocente.

Posso me cansar, me ferir e me decepcionar. Mas jamais aceitarei olhar para a injustiça sem indignação, para a democracia sem responsabilidade ou para a vida do outro como se ela não tivesse absolutamente nada a ver com a minha.

#lula26
28
back to up