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Você já pode adquirir a revista digital O Odisseu o n30 da revista O Odisseu em formato Kindle pela Amazon. 

Com a proposta "A literatura e suas materialidades" (texto editorial e curadoria de Kaio M. Veloso e Carol Antunes), este número vai pensar a questão do suporte através do qual a literatura circula, mas também a dimensão política do arquivo. 

Para além dos destaques no post, temos também uma crítica de "Sob o céu de Isaías", de @vitor_kappel_ por @dougsacramento, uma entrevista com @luizmott sobre o livro "Xica Manicôngo, primeira transsexual do Brasil" (@cosacedicoes) por @kaionasredes, uma entrevista com Dani Balbi por Carol Antunes e @rodrigorjrn e crônicas de @myriamscotti_ e @foradesintaxe. 

A arte na capa é do baiano João Gravador. 

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Em entrevista a nilson, Ana Paula Tavares, poeta vencedora do Prêmio Camões e autora do programa principal da FLIP 2026, fala sobre a concisão, o erótico e o sagrado em seu percurso literário.

Chama atenção, em sua obra poética, o caráter meditativo dos seus versos, uma musicalidade e rítmica que parecem ter uma curiosidade infinita e se adequar aos seus objetos, sejam os animais, o prazer, as dores humanas ou os mortos. Por outro lado, o tratamento desses interesses carrega, de fundo, a sua sólida formação em História, sobretudo em termos de pesquisa e ambiência, no que resulta a reunião singular dos temas que lhe são caros a personagens históricas, às formas do sagrado e à contínua reflexão sobre a realidade angolana, na medida de seus tempos. Nos expõe, assim, a uma voz que nos contamina e acompanha depois da leitura: passamos a querer prestar atenção na profundidade do mundo em suas camadas e pensamos em como aquela voz o apresentaria. 

Leia trecho da sua fala:

Procurei trazer para a poesia o universo feminino na sua totalidade. Ouvi as vozes e deixei que elas falassem de amor, desejo, alegria e tristeza. Sentia falta das palavras ditas e sentidas pelas mulheres. Ao falar de corpo assumi o eu como sujeito da diferença. Procurei saltar a barreira do silêncio e as formas de dizer usuais para falar de dentro na exposição possível. Do meu lugar de escuta percebi a diferença. A descrição da beleza (cabelos, seios, pernas) não bastava. Era preciso ir às cicatrizes. Descer ao grito, acompanhar a vida, falar de sofrimento e submissão de sociedades injustas. Tirar da invisibilidade as coisas mais antigas para nomear. Nem sempre consegui, mas o arco do verso segue com humildade as muitas mulheres da minha terra.

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Leia entrevista completa no site:
oodisseu.com.br
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a roseira mais cheirosa
mais gostosa desse lugar
(são luís 1/2)
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📝Aventurinhas entre a morte e a vida: Em entrevista à revista O Odisseu, Natasha Felix conta como se deu o seu processo de escrita do seu mais recente livro, Três vezes Lázaro (Círculo de Poemas, 2026).

Um dos lançamentos poéticos mais aguardados do ano, "Três vezes Lázaro" chega ao público logo depois do sucesso da plaquete "Inferninho", que também saiu pela Círculo de Poemas e com o qual Natasha foi semifinalista do Prêmio Oceanos. Em entrevista à revista O Odisseu, a poeta fala como um livro influenciou diretamente o outro, além das influências do falatório de Stella do Patrocínio e da própria avó de Natasha. 

📌Leia trecho da entrevista:

Eu não consigo ter uma organização assim, isso é um projeto de livro, sabe? Em alguma medida, quando você tá para entregar, você fala: “Ah, beleza, ele consegue ficar em pé, tá aqui.” Agora, ao longo dele, eu tava perdida a maior parte do processo, o que era bom, sabe? Por isso que demorou tanto tempo, porque eu sempre falava: “Não, eu acho que ainda não cheguei onde eu queria em relação ao corpo e à linguagem”. Essa marcação direta de que eu quero chegar num lugar do pensamento, do poema, e que eu não sentia pronta ainda. No meio desse processo, a minha avó faleceu. Eu pausei por conta disso, porque ela tava muito relacionada, então eu precisei desvincular, lidar com aquilo. O Lázaro é muito contaminado também pela figura da minha avó e é muito contaminado pela figura da Estela do Patrocínio. Essas duas figuras na minha história são muito próximas.

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Leia entrevista completa no n29 da revista O Odisseu ou no site:
oodisseu.com.br

📸 gabe ferreira (Divulgação)
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📚Chega nesta terça-feira, 23 de junho, o número 29 da revista O Odisseu: "A crítica literária hoje". A revista se propõe a pensar o exercício da crítica literária a partir deste momento de disruptividade, pensando sobretudo como as autorias de grupos minoritários estabelece uma nova dinâmica de recepção. Mais do que buscar respostas, a edição se propõe a levantar as perguntas certas. 

🖼️Na capa, Maicon Aquino (@aquinart) retrata 4 críticos literários contemporâneos, mas de 4 momentos e 4 vertentes críticas bem diferentes: Silviano Santiago, Jorge Augusto, Luciene Azevedo e Ronald Augusto. 

O texto editorial é de Ewerton Ulysses Cardoso. 

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A revista O Odisseu é gratuita e digital. Assine pelo link da bio para recebê-la gratuitamente a partir de 23 de junho de 2026.
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VIVA A LÍNGUA PORTUGUESA

Nos percursos do projeto colonial que ceifou milhões de vidas e destruiu culturas, a língua portuguesa foi imposta à força. Entretanto, o que vimos acontecer não foi o sucumbir perpétuo dos saberes originários dos países colonizados por Portugal. De modo que a língua portuguesa hoje, mesmo na antiga metrópole, dança com as referências bantu, iorubá, indígenas e com todas as demais influências linguísticas. 

A literatura conseguiu fazer desse baile linguístico uma celebração e autores contemporâneos são aqueles que conseguem melhor explorar todas as possibilidades da língua. 

Por isso, para celebrar a língua portuguesa (em todas as suas variações) aqui vão alguns livros!

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Para mais sobre livros e literatura, acesse o site:
oodisseu.com.br
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📚DIA MUNDIAL DA POESIA

Nada melhor que celebrar essa data especial, com a leitura de poemas. E nada melhor que uma seleção feita com indicações de poetas!

📌Nós convidamos 5 de nossos poetas preferidos para indicarem alguns de seus poemas favoritos. O resultado não poderia ser melhor que essa lista que você confere agora. 

- Édipo Ferreira (@edipoferreira_) indica "Cadáveres", de Néstor Perlongher, publicado no livro "Alambres", tradução de Davis Diniz (@davis.diniz).

- Priscila Branco (@priscilanbranco) indica "Chave", de Maria de Lourdes Hortas (@mariadelourdeshortas) presente no livro "Relógio d'água", de 1985. 

- Maria Dolores Rodriguez (@doloresoutravez) indica "Kwe Zulu" de Lande Onawale (@lande_onawale) presente no livro "Kalunga: Poemas de um mar sem fim", de 2011.

- Nilson (@nilsonilsonilson) indica "Evocação do Recife", de Manuel Bandeira, presente no livro "Libertinagem", de 1930. 

- Thiago Ponce de Moraes (@poemateca) indica "Salmo", de Paul Celan em tradução de Claudia Cavalcanti (@_claudiacavalcanti2_).

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Qual poema você indica para o Dia Mundial da Poesia?
Deixe nos comentários!
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🏆VOCÊ VIU A REVISTA O ODISSEU? TOTALMENTE RECONHECIDA!

Os 5 anos da nossa revista foi celebrado em matéria da @publishnewsbr, o maior portal especializado em literatura no Brasil. A matéria conta com uma entrevista com o editor-fundador da O Odisseu, Ewerton Ulysses Cardoso (@ewetoncaardoso) a Monica Ramalho (@monicaramalho).

Na entrevista, Ulysses destaca a necessidade de uma crítica contemple a literatura fora do eixo sul-sudeste e levanta a bandeira de uma literatura plural. 

No post, alguns destaques (dá um zoom que os prints ficaram pequenos), mas você pode ler a matéria completa no site!

Link na bio.
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