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Oceanos Cultura é a organização responsável pelo Prêmio Oceanos; Catalogação das Literaturas em Língua Portuguesa; Motirõ, escola de criação literária
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É oficial! Está na página do @oceanospremio 🎉✨😉

O MEL SEM ABELHAS foi um livro que nasceu de uma mão e de um email da minha mãe. Tem feito um caminho absolutamente inesperado e muito superior ao que eram as minhas expetativas.

Ontem, manteve o seu histórico de sincronicidades. Foi partilhado na página do Oceanos precisamente no mesmo momento em que foi divulgado que a magnífica  Anne Carson venceu o Prémio Nobel da Literatura. 

Perdeu visibilidade, ganhou mais uma sincronicidade. 

Tenho pensado muito no seu percurso. Algumas reflexões: 

1. Um livro é um corpo autónomo. É um ser espiritual. É, a muitos níveis, independente de quem o escreve; 

2. Num contexto onde falar sobre as atrocidades da violência colonial portuguesa e do seu papel na Escravatura enquanto genocídio histórico é arriscado a vários níveis, tenho tido um retorno extraordinário de quem o lê. Grata.

3. Um livro que sei ser duro e que imaginei pouca gente ler, vai na terceira edição. Incrivelmente, chegou a semifinalista do Oceanos num ano em que foram 3000 livros a concurso. Festejo-o;

4. Mesmo frente a uma indústria editorial onde impera a novidade e a quantidade, uma lógica voraz e absurda de "nasce e deita fora", e onde a maioria dos livros não recebe o carinho e a atenção que merece, O MEL SEM ABELHAS vai na sua terceira vida. Segue, cheio de fôlego. Como Marta, a sua protagonista, atravessa o Oceano e não se deixa engolir;

5. Um livro pode reagir melhor do que quem o escreve. Melhor do que eu, neste caso, pois em muitos momentos desanimo e tenho várias dúvidas sobre como poderei reagir ao crescendo imparável desta lógica de "império da visibilidade", ou sequer se tenho vontade e capacidade de o fazer. Se quero colocar nesse esforço as minhas energias e tempo muito limitado. 

Em síntese, nos dias simultaneamente belos e difíceis que compõem qualquer vida, é o livro que me ajuda a recompor.  Mais uma vez, grata.

A quem está comigo nesta fase do concurso, um grande bem haja. 

E claro, a quem gostou de O MEL SEM ABELHAS e gostava de o ver lido por mais pessoas, vão à página do Oceanos e dêem aquela força. 

Foto de capa de Laura Roque.
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Pois então. Em 2014 eu comecei a publicar meus poemas, que escrevia desde muito cedo. Os romances passaram na frente quando botei a cara no mundo. Hoje em dia eu vejo o quanto tudo isso se comunica, embora haja aquilo que é da prosa e aquilo que é do verso. 

Agradeço à @relicarioedicoes, que publicou lindamente meus últimos três poemários, e ao @edimilsondealmeidapereira, pelo belíssimo texto de orelha que vem abençoando “Antes de dar nomes ao mundo” - Edimilson que é semifinalista desses dois prêmios também, com seus versos luminosos. 

Obrigada, gente. Livro é coisa séria, poesia é coisa boa, leitura é coisa necessária, amizade é o melhor de tudo.

“Antes de dar nomes ao mundo” foi um dos livros do ano do jornal O Globo e da revista Bula em 2025.

Obrigada ainda à @agenciariff pelo cuidado com o meu trabalho. 
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#adrianalisboa #adrianalisboaescritora #premiojabuti #premiooceanos #edimilsondealmeidapereira
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Já viram a lista com as obras semifinalistas do @oceanospremio? Um dos maiores prêmios literários da língua portuguesa! Fico feliz por já ter lido alguns livros dessa lista e quero ampliar meu repertório lendo mais alguns. Vamos? ✨
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