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Volta Redonda
23.10.2026

Na luta é que a gente se encontra!
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Há saberes que nascem no chão do barracão, firmam-se na força da nossa ancestralidade e ganham o mundo para reescrever a história que a História não conta.

Foi com esse compromisso que o Centro Espírita Nossa Senhora da Guia esteve presente no 22º ENECULT (Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura), na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Em solo baiano, tivemos a honra de apresentar presencialmente o artigo "Ponto. Ngunzu. Ponto. Cultura. — Análise preliminar sobre a atuação cultural do Centro Espírita Nossa Senhora da Guia, de Volta Redonda/RJ", escrito a muitas mãos por Pai Sid Soares, Flávia Lages, Patrick José, mas principalmente pelo suor, lágrimas e alegrias de todos os mais velhos do nosso terreiro que abriram e sustentam o caminho por onde caminhamos hoje.

Nosso trabalho leva para a academia uma reflexão vivida na prática. Como nos ensina Mãe Célia Morais @mae.celia.morais , nós somos o quilombo de Vovó Maria Conga, o CENSG atua como um verdadeiro quilombo urbano contemporâneo, no sentido formulado por Beatriz Nascimento. Nascido nas frestas da "Cidade do Aço" e rompendo com a histórica segregação imposta pelo projeto industrial de Volta Redonda, nosso terreiro utiliza a sabedoria da Umbanda Omolokô para converter memória em agência política, cidadania e saúde coletiva.

O texto que defendemos reúne 27 anos de tecnologias de reexistência, desde o Festival de Curimba, o curso Muntú, a força do Grupo das Marias, do Kekerê e dos Sentinelas da Aldeia, além da nossa recente e fundamental chancela como Ponto de Memória e Ponto de Cultura. Todas essas frentes sustentam a premissa que guia nossos passos: para o povo preto, a cultura é cura.

Mas levar o CENSG à Bahia guarda uma emoção que transcende qualquer rigor acadêmico. O nosso quilombo foi para a Bahia. O território sagrado de Vovó Maria Conga e da Cabocla Jurema atravessou o país para fazer ecoar seus saberes dentro da universidade. Fomos mostrar que aquilo que se canta, se dança e se ensina sob o Ixê do nosso barracão é, sobretudo, produção de ciência e tecnologia ancestral. Somos nós quem escrevemos a nossa própria história.
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XV Seminário Internacional de Políticas Culturais – Fundação Casa de Rui Barbosa

Para deixar o registro aqui daquilo que a gente constrói a partir da nossa resistência ancestral.

Levar o saber e o fazer cultural do terreiro para um dos mais importantes espaços de reflexão sobre políticas culturais do país foi uma experiência de grande significado e responsabilidade.

Tive a honra de participar do XV Seminário Internacional de Políticas Culturais, na Fundação Casa de Rui Barbosa, apresentando o trabalho “Política Cultural no Chão do Terreiro: Festival de Curimba do Sul Fluminense”, artigo construído em parceria com Flávia Lages de Castro e Patrick José Luiz da Silveira, a quem agradeço por isso!

Nossa apresentação destacou como os terreiros são espaços vivos de produção cultural, preservação da memória, formação cidadã e fortalecimento comunitário. Compartilhamos a experiência do Centro Espírita Nossa Senhora da Guia, do Festival de Curimba do Sul Fluminense e dos coletivos que atuam em nossa comunidade, demonstrando que a cultura produzida pelos Povos de Terreiro é patrimônio vivo, resistência e transformação social.

Mais do que apresentar uma pesquisa, foi uma oportunidade de afirmar que as políticas culturais precisam reconhecer, valorizar e incluir os saberes ancestrais dos povos tradicionais, garantindo o direito à memória, à identidade e à continuidade de nossas práticas culturais.

Meu agradecimento a minha mãe, @mae.celia.morais
por reconhecer e fortalecer as potencialidades de todos nós, e a nossa comunidade que faz cultura sob o olhar dos ancestrais.

Seguimos ocupando espaços acadêmicos e institucionais com a certeza de que o terreiro produz conhecimento, cultura e cidadania.
Do chão do terreiro para os debates nacionais sobre cultura, patrimônio e diversidade.

#QuilomboUrbano #CulturaTradicional #XVSeminarioInternacionalDePoliticasCulturais
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Recebemos com muita alegria a visita de Mametu Ndandeuaci, do Nzó Ria Maza Ndanda Lunda (Terreiro Caboclo Cobra Coral) de São Paulo, aqui em nossa casa. Foi um encontro marcado pela troca verdadeira, pelo afeto e por muito ngunzo, fortalecendo caminhos que se cruzam na ancestralidade e no compromisso com o sagrado.

Destacamos também a força e a beleza de testemunhar três mulheres negras, referências em suas trajetórias, reunidas em um mesmo propósito: fortalecer vínculos, compartilhar saberes e honrar o legado ancestral que nos sustenta e guia.

Que o nosso reencontro seja em breve, Makuiu Mametu!
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Cidadania Ancestral é mais que reconhecimento, é reencontro!

Agradecemos à @meioambienteclima.rio e à @povostradicionais.rio pela construção coletiva e pelo trabalho tão relevante que começa a ecoar para além dos limites do município do Rio de Janeiro, através do Programa Casas Ancestrais.

Cidadania Ancestral vai muito além do direito de ser reconhecido em um território — é também o ato de se reconhecer na trajetória, nas palavras e no compromisso do outro com aquilo em que acreditamos.

Receber @maeflaviapinto em nossa casa, durante o 7º Circuito das Casas Ancestrais e Práticas Ambientais, reafirma nosso compromisso com a justiça social, com as pautas da sustentabilidade, do meio ambiente e do clima.

É inspirador ver uma liderança preta e matriarcal, comprometida com os saberes e práticas ancestrais, consciente dos desafios que enfrentamos enquanto comunidades tradicionais e da urgência de fortalecer as discussões políticas dentro dos nossos próprios espaços.

Por fim, encerramos a noite com um agradecimento a Vovó Joana, que ela siga abençoando cada passo da caminhada!

Axé, resistência e continuidade! 

📷 @pitauaa e @flordejurema7

#CasasAncestrais #CidadaniaAncestral #PovosTradicionais #Sustentabilidade #MeioAmbiente #Clima #JustiçaSocial #TerritóriosTradicionais #SaberesAncestrais #Axé
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