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O cercamento do Parque do Trabalhador, em Piracicaba, além de restringir o acesso e a relação da população com um dos espaços públicos mais importantes da cidade, levanta um alerta sobre uma possível concessão futura do local.

A Prefeitura justifica a obra como uma medida para melhorar a infraestrutura, a segurança e impedir a entrada de capivaras. Mas será que não existem soluções mais adequadas do que cercar um parque inteiro?

O parque sempre foi um espaço de convivência, lazer e contato com a natureza. Fechá-lo com grades rompe essa integração, bloqueia a vista do lago e do Rio Piracicaba e altera profundamente a experiência de quem frequenta o local.

Também preocupa o conjunto de intervenções previstas para a área, como novas estruturas de concreto e um estacionamento. São mudanças que descaracterizam o parque e reforçam o receio de que esse cercamento seja apenas o primeiro passo para um processo de concessão, como já vimos acontecer em diversos parques em São Paulo.

Os espaços públicos precisam ser preservados, qualificados e acessíveis. Cercar, impermeabilizar e transformar áreas verdes em equipamentos que comprometem sua função ambiental e paisagística não é o caminho.

#piracicaba #parque #parquepúblico #concessãodeparques #nabilbonduki
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Segurança pública se faz com pessoas ocupando a cidade. Onde há circulação de pessoas, iluminação adequada, manutenção e atividades permanentes, os índices de criminalidade tendem a diminuir. Isso não é uma questão ideológica; é um princípio amplamente observado no urbanismo contemporâneo.

Com os R$ 2 milhões de reais gastos pelas @prefeituradepiracicaba no cercamento da área de lazer do trabalhador, por exemplo, daria para para comprar cerca de 1.000 postes de iluminação pedestre, garantindo mais conforte, segurança e mais ocupação das ruas!

Passei recentemente pela Av. Independência e encontrei um trecho completamente escuro perto do estádio do XV. Como alguém vai caminhar ali à noite? Como incentivar o uso dos espaços públicos se o básico não é feito?

O custo para melhorar a iluminação desse trecho representa apenas uma fração do que foi gasto com o muro do parque.

Vejam este antes e depois , a diferença que ações baratas e simples fariam para Piracicaba caso tivéssemos uma secretaria de urbanismo aqui na cidade. 

Talvez esteja na hora de a @secretariadeobras.piracicaba direcionar mais esforços para políticas urbanas propositivas — iluminação, calçadas de qualidade, arborização, manutenção e ocupação dos espaços públicos — e menos para soluções baseadas em barreiras físicas.

Uma cidade mais segura não se constrói isolando as pessoas. Constrói-se fazendo com que elas queiram ocupar a cidade. #cidadeparapessoas #urbanismo #cidadesinteligentes #designurbano #antesedepois
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A ciclista e corredora Alessandra Ribeiro, do Movimento Mais Ciclovias registra a sua indignação sobre o fechamento e cercamento do Parque e os diversos prejuízos ambientais que a obra expõe a área e prejudica a mobilidade e o uso do espaço por parte da população. 

#piracicaba #meioambiente #ParqueDoTrabalhador #areadelazerpiracicaba
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Coletivos realizam manifestação pacífica contra fechamento da Área de Lazer do Trabalhador 

Na manhã deste domingo (21), coletivos, entidades e sociedade civil de Piracicaba realizaram uma manifestação pacífica contra a instalação de grades na Área de Lazer do Trabalhador, localizada na Avenida Jaime Pereira, na região da Rua do Porto.

Participaram do ato representantes da Sodemapi (Sociedade em Defesa do Meio Ambiente de Piracicaba), do Movimento Salve a Boyes, Coletivo Beira Rio, Grupo Planeja Pira, do mandato coletivo A Cidade é Sua, além de integrantes da Comissão Municipal de Mudanças Climáticas (Comclima), AMAPIRA (Associação de Amigos da Cidadania e do Meio Ambiente de Piracicaba), NacePteca – Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão Universitária em Educação e Conservação Ambiental (ESALQ/USP), do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), artistas e sociedade civil.

Durante a mobilização, os participantes instalaram uma faixa de aproximadamente 50 metros com mensagens de protesto relacionadas às preocupações ambientais e urbanísticas envolvendo a intervenção no local.

Segundo os manifestantes, as intervenções em curso promovem a descaracterização da paisagem natural, alteram a dinâmica ambiental das margens do Rio Piracicaba e podem gerar impactos permanentes ao ecossistema local. Entre as principais preocupações estão a redução da permeabilidade do solo, a interferência na drenagem natural, os riscos à vegetação existente, a descaracterização de uma área pública já consolidada para uso da população e os potenciais prejuízos à fauna e aos processos naturais relacionados ao regime hídrico do rio.

Fotos: @jeanrochabr
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