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Julho de encontros, de aprendizado, de axé, de homenagens e de política. Acaba o mês - que voou - e vejo o quanto ele foi bonito. Animador. De construções e conexões muito produtivas. 

Neste mês, me encontrei com tanta gente maravilhosa, que fiquei pensando o quando Èṣù me conduz para onde há afeto, verdade e axé. ...como sempre, fico tão envolvido nas conversas, nas trocas, na presença, que nunca lembro de registrar. E quando rola uma foto, que geralmente não é no meu celular, saio doido atrás de quem registrou. 

Tive a honra de ver Sueli Carneiro, Conceição Evaristo e Ana Célia serem homenageadas no Terreiro do Bate Folha. Dancei, cantei e honrei meu pai Ṣàngó, encontrei amigos queridos que têm inovado e transformado o Brasil a partir da base, vi mulheres exemplares se aquilombarem e lançarem suas candidaturas no encontro do Quilombo nos Parlamentos. O mês que foi inaugurado no grande 2 de Julho, aos pés da Cabocla e rendendo lindas homenagens às três heroínas históricas da Independência do Brasil na Bahia, termina com a potência de dezenas de mulheres negras dando o tom do que serão as eleições de 2026.

Fecho o mês com uma saudação especial  a essas mulheres que tanto têm pensado e construído um Brasil de bem-viver. Este ano, especialmente, precisamos lutar por mais voz e presença dessas mulheres em espaços de poder. Quero muito ver assembleias legislativas e o Congresso tomados por corpos negros. Só assim, caminharemos em direção à uma política e um Estado mais justos e coerentes. 

Homens, uma curiosidade sobre mim: eu tenho 38 anos de idade e comecei a votar aos 16. Portanto, já dei 23 votos para cargos legislativos, desses 23 votos, 20 foram dados para mulheres negras. Há pelo menos 14 anos só voto em mulheres negras. Se a maioria de nós tiver a consciência da importância política desta decisão pessoal, mudaremos definitivamente a cara do Congresso Brasileiro. 

Meu abraço especial às pessoas queridas que pude trocar e abraçar neste julho das prestas.
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O mundo inteiro pra você, mamãe <3

hoje é dia da Dona Elza, nossa mamãe e vovó do Caio, Da Clara, Ana, Lua, Fidel, Yasmin e Maria... e Biza do Rael !!!

Obrigado por tudo, sempre, meu amor!
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Aquele passinho das antiga com a @pretabelchiior ❤️
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O #tbt de hoje desse domingo lindo em que celebramos o amor de @elisa_araujobelchior e @negrobelchior. Entre tantos afetos queridos podemos comemorar mais uma vitória dessa coisa chamada amor. Toda uma gente que irradia magia se juntando para dançar feliz o amor de quem a gente ama. 

Todo amor e felicidade do mundo pra esse casal de corações selvagens com pressa de viver 🖤🌻

Entre danças e sorrisos, saímos seguros do que faz a vida valeu a pena é o amor. O amor é o segredo de tudo.

“(...) nunca limites o amor, filho, nunca por preconceito algum limites o amor. O miúdo perguntou: porque dizes isso, pai. O pescador respondeu: porque é o único modo de também tu, um dia, te sentires o dobro do que és.” (Valter Hugo Mãe)
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Antes que este 21 de janeiro acabe, quero vir aqui para celebrar minha ancestralidade, reverenciar o meu Bàbálórìsà @professor.sidnei e abraçar minha família de àṣẹ, meus irmãos, meus filhos e todo o povo de Terreiro. 

No dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, dia que guardamos a memória de mãe Gilda de Ògún, vítima fatal da violência perversa de um segmento religioso cristão, ainda precisamos dizer que resistimos e revivemos os enfrentamentos de nossos ancestrais. Não há limites para o racismo cultural religioso e, mesmo após todos os avanços legais que deveriam nos garantir a proteção do Estado, não somos poupados por aqueles que insistem na dominação dos nossos corpos, das nossas mentes e da nossa alma. Tampouco temos um aparato efetivo de proteção e preservação da nossa integridade. 

Para chegarmos até aqui, quantas vidas nos foram e ainda são roubadas? E é por cada uma dessas pessoas que foram escravizadas, violentadas, desumanizadas, que temos o dever de permanecer. Temos o dever de honrar este legado e refazer a nossa lógica civilizatória, onde o paradigma da liberdade seja verdadeiro, assim como o da dignidade humana. Esta é nossa causa, fundada na ancestralidade e na integralidade humano-natureza, o que nos garante a capacidade de produzir felicidade, mesmo na adversidade. É da nossa natureza! Chegamos até aqui lutando,  preservando uma cultura e uma tradição, e tudo isso coletivamente, cantando, dançado, com comida farta e boa. 

Agradeço a Òṣàlá e Ṣàngó pelo dever a mim determinado. Todo Bàbálórìsà e toda Ìyálórìsà é por natureza uma autoridade civilizatória afrodiaspórica. Uma grande responsabilidade pela continuidade, mas também na luta cotidiana, social e política, pela preservação da integridade de um povo que se reconhece como uma família ancestral. Ao meu Bàbálórìsà, quem me entregou a "cuia" do dever, meu foribalẹ e comprometimento para com a causa que compartilhamos. Que eu honre meus ancestrais e os òrìṣà. 

Viva a liberdade religiosa. Viva o Povo de Terreiro.
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