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Difícil imaginar um filme olindense sendo exibido em um cinema de rua na própria cidade, não é? A cena evidencia uma ferida antiga e persistente: a dificuldade de produções locais encontrarem espaço de estreia nos próprios territórios onde nascem, especialmente quando esses mesmos equipamentos culturais já não existem mais ou se encontram em estado de abandono, como o antigo Cine Olinda.

É justamente nesse contraste entre criação e apagamento que nasce o curta-metragem “Alucine Olinda”, dirigido pelo jovem realizador pernambucano Igor Luiz Ribeiro. Com cerca de 20 minutos de duração, a obra mergulha na trajetória do antigo cinema do bairro do Carmo, em Olinda, transformando sua história em um exercício sensível de memória, denúncia e imaginação sobre o que foi perdido e o que ainda pode ser reconstruído.

Nesse contexto, a Manguetown Revista acompanha desde 2024, de perto, o caso do Cine Olinda, cobrando a gestão municipal e também outras autoridades públicas sobre o futuro do espaço e a ausência de avanços concretos em sua revitalização. O veículo de comunicação teve acesso ao filme, que combina entrevistas, imagens de arquivo e uma linguagem experimental para reconstruir a atmosfera de um espaço que já foi referência de lazer e cultura popular. O curta propõe um olhar crítico sobre o abandono do patrimônio e provoca o público a refletir sobre os futuros possíveis para o Cine Olinda.

A estreia acontece em São Paulo, durante a 15ª Mostra Ecofalante de Cinema, entre os dias 28 de maio e 10 de junho, reunindo produções voltadas a questões sociais e ambientais. Enquanto isso, em Olinda, o cinema que dá nome à obra segue à espera de um futuro que ainda não chegou.

No site da Manguetown Revista (manguetownrevista.com), você confere a crítica completa do repórter Leandro Lopes (@leandr0lopes).

#Cinema #CineOlinda #ManguetownRevista
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