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Psicóloga Clínica CRP 04/19156
Sócia-proprietária @clinicaacolher_
Professora @unipacteo.oficial
Associada @abmluto
Coordenadora @projeto.esperanc
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Aqui, não é o professor Renato. Muito menos o psicólogo Renato. É o cidadão. Não é o meu CRP. É o meu CPF.

Sou uma pessoa com história, trajetória, princípios e convicções, para além dos títulos profissionais. Ao longo da vida, escolhi defender uma sociedade inclusiva, comprometida com os direitos humanos, a saúde e a educação públicas de qualidade, a equidade, a diversidade, a justiça social, a laicidade do Estado, a soberania nacional e os direitos dos trabalhadores.

Por isso, não trato como simples divergências ideológicas aquilo que ameaça direitos, naturaliza desigualdades, alimenta a intolerância, relativiza a tortura, flerta com o autoritarismo, estimula o armamentismo, persegue minorias ou transforma convicções religiosas particulares em instrumentos de poder acima dos princípios constitucionais.

É desse lugar que me posiciono contrario ao bolsonarismo. Não por desconsiderar a pluralidade de ideias ou a legitimidade das divergências, mas porque a democracia exige compromisso com os direitos fundamentais e responsabilidade pelas consequências de nossas escolhas coletivas.

Esta eleição não pode ser reduzida à velha disputa entre direita e esquerda. Sinto falta de quando a legitimidade da democracia não precisava estar no centro de nossas preocupações.

Hoje, quero continuar vivendo em um país no qual possamos discordar, debater, protestar e escolher livremente nossos representantes. Quero que, em 2030, tenhamos eleições livres, instituições preservadas e direitos políticos assegurados.

Não escrevo para desqualificar quem pensa diferente. Escrevo porque me importo e porque acredito que há momentos em que o silêncio pode significar uma renúncia à responsabilidade diante do nosso tempo.

Não tenho medo de me posicionar. Tenho consciência da responsabilidade que isso exige.

Posiciono-me pela democracia, pela justiça social, pela equidade, pela diversidade, pelos direitos humanos e pela soberania do Brasil.
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A questão não é em quem você vota. É qual visão de mundo você defende.

A questão não é fiscalizar o voto de ninguém, tampouco questionar a liberdade individual de escolha. O voto é um direito democrático e uma decisão pessoal. A questão é compreender quais princípios, valores e projetos de sociedade sustentamos por meio de nossos discursos, posicionamentos e práticas.

Defendemos uma sociedade inclusiva ou naturalizamos a exclusão? Defendemos saúde e educação públicas, gratuitas e de qualidade? A ciência, o fortalecimento do SUS e as políticas públicas de equidade? Defendemos a diversidade, os direitos humanos e a dignidade de todas as pessoas? Reconhecemos a importância do Estado laico, no qual nenhuma religião se sobreponha aos direitos constitucionais? Defendemos a democracia, a soberania popular e as instituições democráticas ou relativizamos a ditadura, a tortura e a supressão de direitos e liberdades?

Essas não são questões menores, tampouco alheias à Psicologia.

A liberdade de votar não nos exime da responsabilidade ética por aquilo que defendemos, legitimamos e reproduzimos.

E aqui precisamos de honestidade intelectual: questionar a formação acadêmica de professores de Psicologia não responde aos argumentos apresentados. Tampouco é intelectualmente honesto transformar uma manifestação que reafirma princípios éticos e científicos da profissão em uma suposta tentativa de determinar o voto alheio.

O manifesto é explícito: não se trata de dizer em quem votar. Trata-se de reafirmar que a Psicologia não se sustenta em achismos, preferências pessoais ou convicções morais particulares, mas em conhecimentos científicos, fundamentos éticos e responsabilidade social.

O Código de Ética Profissional do Psicólogo orienta nossa atuação pelo respeito à liberdade, à dignidade, à igualdade e à integridade humana, além de nos convocar à análise crítica e histórica das realidades política, econômica, social e cultural.

A liberdade de pensamento não elimina a responsabilidade profissional. A pluralidade de opiniões não torna todas as práticas eticamente equivalentes. E a autonomia individual não transforma a Psicologia em um território sem compromissos.
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MANIFESTO E NOTA DE POSICIONAMENTO. 

A democracia não se resume ao direito de votar: pressupõe o compromisso com a dignidade humana, a liberdade, a ciência, a educação e a saúde pública, os direitos humanos e o respeito à diversidade. Neste manifesto, reafirmamos que a Psicologia não pode ser compreendida à margem da sociedade e que a defesa de seus princípios éticos exige uma postura crítica diante das desigualdades, das violências e dos discursos autoritários. Não se trata de determinar escolhas eleitorais, mas de refletir sobre a responsabilidade ética e social que acompanha nossas escolhas e nossa atuação profissional. Convidamos você a ler o manifesto na íntegra e a refletir conosco sobre a Psicologia que defendemos e a sociedade que desejamos construir.

🔗 Leia o texto completo: https://app.notion.com/p/Manifesto-e-Nota-de-Posicionamento-91896b037fa94225a4a185c2d5963a71

O link também estará disponível na bio e no primeiro comentário desta publicação.
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