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Created: 11/07/2021
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Gal Costa em apresentação do show Plural em Buenos Aires cantando Cabelo (Benjor/Arnaldo Antunes)
Apresentou  o show “Gal Plural” em Buenos Aires, na Argentina, no Cine Teatro Gran Rex, em setembro de 1990 (com apresentações nos dias 7, 8, 9, 21, 22 e 23). 
Direção: Waly Salomão.
A Abertura contava com a participação do grupo de percussão Raízes do Pelô (com Mestre Neguinho do Samba) entrando pela plateia. Incluiu sucessos e releituras como “Revolta Olodum”, “A Rã”, “Tropicália”, “Cabelo” e “Alguém Me Disse”.
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Mais uma homenagem a nossa voz de cristal,
Gal Costa no ensaio geral cantando “Bahia de Todas as Contas” para o Show Baby Gal no Canecão, exibido no Jornal Hoje em 23 de janeiro de 1984.

“Bahia de Todas as Contas” é uma canção composta por Gilberto Gil e gravada com grande sucesso por Gal Costa no álbum titulado Baby Gal, lançado em 1983. 
A faixa destaca-se tanto pela riqueza poética e espiritual de seus versos quanto pelo arranjo musical, que se tornou um marco na transição da MPB para o pop dos anos 1980. 

A canção funciona como uma grande celebração da identidade, espiritualidade e expansão da cultura baiana pelo Brasil. O eu lírico explora elementos profundamente ligados ao sincretismo religioso e às tradições afro-brasileiras: 
O Colar de Contas: O verso principal “Rompeu-se a guia de todos os santos / Foi Bahia pra todos os cantos” faz alusão direta ao rompimento das guias (colares de proteção utilizados no Candomblé e na Umbanda). Na tradição, o rompimento não é visto como algo negativo, mas sim como o cumprimento de um ciclo ou, neste caso, como a metáfora de que a essência e o axé da Bahia se espalharam e brotaram por todo o território nacional. 

Presença Divina e Natureza: A letra evoca Olorum (o Deus supremo na mitologia iorubá) e associa cada conta do colar espalhado a um elemento sagrado da natureza: “Pra cada santo uma mata / Uma estrela, um rio, um mar”. 
Cultura como Raiz: Celebra a consolidação da identidade brasileira com o trecho “Hoje a raça está formada / Nossa aventura plantada / Nossa cultura é raiz”. 

🎹 Arranjo e Contexto Musical
Musicalmente, a faixa gravada em Baby Gal conta com um arranjo sofisticado de Cesar Camargo Mariano, que utilizou teclados e sintetizadores modernos da época (como o Prophet-5 e o Yamaha GS2). 
Críticos musicais apontam que a fusão de ritmos afro, jazz e pop presente em “Bahia de Todas as Contas” funcionou quase como um prelúdio do que viria a ser o Samba-Reggae e a Axé Music na Bahia anos mais tarde, mostrando o vanguardismo da leitura musical de Gal e Gil.
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O icônico momento em que Simone cantou no Ginásio do Ibirapuera em novembro de 1983 e joga as almofadas para os fãs , marcou a turnê e o especial de fim de ano do álbum Delírios, Delícias nesse vídeo Simone canta Tô Que Tô.

O Show e a Performance da Cama

* O espetáculo foi gravado ao vivo no Ginásio do Ibirapuera em 26 de novembro de 1983 e transformado em um famoso especial de TV da Rede Globo, exibido em dezembro daquele ano. 
* No centro do palco, havia uma cama redonda cercada de lençóis de seda e almofadas cor-de-rosa onde Simone se deitava e interpretava de forma ousada e visceral canções de forte apelo íntimo e libertário, como “Paixão” (de Kleiton & Kledir) e “Depois das Dez”.
* Durante a performance provocativa, a interação com os travesseiros e almofadas levou o público ao delírio. No final do número, a cantora jogou as almofadas para a plateia enlouquecida, gerando uma disputa fervorosa entre os fãs por pedaços e lembranças dos objetos. 
* A encenação foi considerada revolucionária e à frente de seu tempo para o showbiz brasileiro, sendo comparada por fãs e críticos, anos mais tarde, à teatralidade transgressora de grandes divas do pop mundial em turnês internacionais
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Gal Costa cantando Flor do Cerrado em Especial na TV Bandeirantes em 1974.

A canção “Flor do Cerrado” foi composta por Caetano Veloso especialmente para a voz de Gal Costa, sendo lançada em agosto de 1974 no quinto álbum de estúdio da cantora, intitulado “Cantar” (lançado pela gravadora Philips). 

Ficha Técnica da Gravação Original (1974)
* Composição: Caetano Veloso
* Voz e Violão: Gal Costa
* Flauta Transversal: Oberdan Magalhães
* Percussão: Alberto das Neves (que utilizou um instrumento indígena feito com duas flechas e duas cascas de coco de diferentes tamanhos e tons)
* Direção/Produção do Álbum: Caetano Veloso em parceria com Perinho Albuquerque 
O álbum Cantar marcou a saída de Gal Costa de uma fase mais explosiva, elétrica e contestadora (marcada pelos discos e shows Fa-Tal e Índia), entrando em um momento de maior serenidade, domínio técnico e maturidade vocal. 
A música mistura reflexões sobre o “fim de ano” e o “fim de mundo”, transformando a ideia de encerramento em um convite cíclico à esperança e à renovação. 
O Símbolo de Brasília: A canção eterniza o verso “Mas da próxima vez que eu for a Brasília, eu trago uma flor do cerrado pra você”. O cerrado é associado a flores resistentes que, mesmo no processo de ressecamento, ganham aspecto eterno e eram comercializadas na capital do país. A letra também dialoga com as angústias de um tempo violento, questionando o ouvinte com a frase recorrente: “Você tem amor em mim?”
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ETERNAMENTE GAL ( Texto: Roberto Brito)

Maria da Graça Costa Penna Burgos, (Gal Costa) teve em  seu coração vagabundo a esperança de ser Divina, maravilhosa deixando sangrar os corações mais aflitos de amor. Foi seguindo mesmo sabendo que não  entendia nada e na imensidão do Vapor Barato mostrou toda sensualidade e canto. Foi revolucionária em Índia, potente em Cantar, brejeira em Caymmi, mostrou a Tigresa que era e com a Boca no Mundo reivindicou seu Negro Amor e pediu um favor: Quem souber cantar, que cante. Quem puder apitar , Apite. Faça esse mundo acordar ...
Objeto de desejo: se acaso me quiseres sou dessas mulheres que só dizem sim. Ah! Minha Musa do verão Tropical com sua Força Estranha e desenvoltura caiu no Balancê. 
No tabuleiro da baiana ela tinha um Brasil Brasileiro, um mulato inzoneiro nas cores e formas de Ari Barroso , fantasiou  seus sonhos, amor e sentiu que faltando um pedaço, redescobriu que sua voz, é sua vida, momento e revelação.
Profana, donas das divinas tetas, querendo todo leite em sua garganta. Tudo bem , tudo bem bom cantando Como o Diabo Gosta. Foi múltiplas, foi Plural !!!! Saudou os povos africanos e fez a Revolta Olodum misturando sua Raiz num Feitio de Oração. 
Teve peito em O Sorriso do Gato de Alice tocando um Bumbo da Mangueira onde desfilou Verde e Rosa  descobrindo a Mina D’água do Seu Canto para Futuros Amantes, onde o Ciúme não impera nem Atras  da Porta, vendo as Vitrines como o Samba do Adeus. 
Foi Acústica, que beleza a voz do Tambor naquele Frevo Axé e Se Todos Fossem Iguais a Você, pegaria a estrada do sol nesses Anos Dourados, ouvindo Samba do Avião  de Janelas Abertas. Bonita, Triste. 
Chega de Saudade e de tanto amor, outra vez pedi socorro onde Deus possa me ouvir juntando todas as coisas e eu num Sábado em Copacabana, vivendo Nossos Momentos . Hoje, jurei te adorar embebedado de Mar e Sal procurando seu Recanto no canto da sua voz Estratosférica prevendo na pele do Futuro.
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Gal Costa no musical para o programa Fantástico ( Globo) lançando o cd Todas as Coisas e Eu cantando de “Alguém Como Tu” .

“Alguém Como Tu” por Gal Costa foi lançada oficialmente em 2003 no álbum Todas as Coisas e Eu, sob o selo da Indie Records. O disco é inteiramente dedicado a regravações de grandes clássicos e padrões da música brasileira.
A música é um clássico do samba-canção composto por Jair Amorim e José Maria de Abreu (originalmente lançada na década de 1950 e eternizada por nomes como Dick Farney).
A letra aborda a marca profunda de um grande amor que se tornou insubstituível. Mesmo diante de novas relações, o eu lírico reconhece a exclusividade daquele sentimento (“Mas sei que também / Assim como tu, mais ninguém”).

Divulgação e Impacto na TV

A faixa ganhou bastante destaque no ano de seu lançamento devido a duas importantes aparições de Gal Costa na Rede Globo:
Participação em Novela: Gal Costa apareceu interpretando a si mesma na icônica novela Celebridade(2003), de Gilberto Braga, cantando “Alguém Como Tu” em uma cena intimista. 
Para promover o álbum Todas as Coisas e Eu, a cantora também gravou uma performance exclusiva da música para o programa Fantástico no fim de 2003.
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